Naquele tempo, Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. (Jo 18,1)
“Até o Cálice da Bênção
Fruto da videira bebeu;
Ao sacerdócio ordenou,
Tua Eucaristia nos deu.
Após subir as Oliveiras,
Tu entraste em Agonia.
Nossos pesados fardos…
Jesus, Tua Alma sofria!
Hoje às três estranham…
Às quinze vão entender:
O Cálice da Consumação,
Vinho azedo, vai beber!
Então Jesus disse a Pedro: “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?” (Jo 18,11)
Teu Corpo não queria
Beber o Último Cálice,
Mas obediente ao Pai,
Sua Vontade foi ápice.
Depois do beijo traidor,
Jesus, todos fugiram!
Deixaram-Te sozinho,
Soldados Te cingiram.
‘Foi preso, interrogado,
Jesus, por blasfemar.’
Neste foi falso motivo
Induz-nos Te condenar.
Respondeu-lhe Jesus: “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?” (Jo 18,22-23)
Foi negado, flagelado,
Cuspido, escarnecido;
E todo ensanguentado,
Ó Corpo Santo ferido!
Os bofetões Te ferem,
Mas reages com Amor.
Quantos açoites viriam
Pós Sinédrio, ó Senhor!
Nas marcas da Paixão,
Nos lamentos e dores,
Condenar-Te à morte:
Somos os malfeitores!
Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus: “Eis o vosso rei!” Eles, porém, gritavam: “Fora! Fora! Crucifica-o!” (Jo 19,14-15)
Preciosíssimo Sangue,
Novamente derramado,
Nas feridas e espinhos…
Perdão, Jesus amado!
Convertes dor em Amor:
Chagados pés e mãos,
Sustém judeus, gentios,
Assim como os pagãos.
Num calor do meio-dia,
Crucificamos-Te, Jesus!
Perdoa nossas ofensas
Por tentá-Lo na Cruz?
Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: “Tenho sede”. (Jo 19,28)
Quarto Cálice deixou
Para último momento.
Tu dizes ‘Tenho sede!’
Com dor e sofrimento.
Ó Jesus Crucificado,
Bebendo vinho azedo:
‘Tudo está consumado!’
Revelou Teu segredo!
Jesus, Rei dos judeus!
Jesus, Nosso Senhor!
Derrama hoje em nós
O Teu Cálice de Amor!
Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. Ele tomou o vinagre e disse: “Tudo está consumado”. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. (Jo 19,29-30)
Com Fogo Abrasador
Expiraste da Agonia…
No Regaço Acolhedor,
Colo da Virgem Maria.
No Sábado de Aleluia,
Na Fé da Virgem Maria,
Esperar-Te em silêncio
Com confiante alegria.
Um silêncio de louvor
Com oração profunda.
Assim como a Virgem
Que tornaste fecunda.
Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. (Jo 19,35)
Tua Cruz nossa vitória,
Ó Jesus, Fruto da Vida!
Podemos contemplar,
Ó Senhor, Tua partida!
Morte, última palavra
É de Cristo e não tua!
Obra Nova, passagem
À vida eterna, Yeshua!
Às quinze estaremos
Aos pés da Tua Cruz…
E beijar Tuas Chagas,
E adorar-Te, ó Jesus!”
Shalom!
Por Alessandro de Araújo Silva
Discípulo Comunidade de Aliança
Difusão Macaé – RJ
