Diante das cruzes do dia a dia, encontramos Jesus, a Quem devemos dar o sentido de cada uma delas. A resignação e a revolta costumam nos acompanhar durante esses momentos, mas logo que O enxergamos livremente escolhendo a cruz como seu Trono, podemos também nós, desposar o trono do madeiro e com ele o seu Senhor.
Jesus é o Senhor na morte e na ressurreição, nas dores e alegrias, a todo momento Ele nos espera junto a cruz, pois ela é o lugar onde com Ele nos unimos e aderimos a vontade do Pai. Nas dores, devemos permanecer fiéis, pois assim como Verônica, somos chamados a enxugar o rosto do Cristo pobre, que hora são os outros em nossa vida e hora somos nós na vida do outro.
Por entre tantas oportunidades para reflexão, neste dia me ponho também a serviço e com isso trago em breves palavras a poesia de hoje.
Te adoramos
Madeiro sagrado
Trono vitorioso
Onde o inocente é imolado
Lugar de grandes encontros
Miséria e Compaixão
Pecados e redenção
Permanências e partidas
Em um só instante
A morte cumprimenta a vida
Inocente
Ausente de culpa ou pecado
Meu Senhor é condenado
Pobre, humilde e escarnecido
Por meus erros tem sofrido
E aos seus pés, me coloco em negação
Judas, Pedro ou quem sabe João?
Qual é minha opção?
Permaneço sob seu legado
A cruz é o trono sagrado
Onde silenciosamente
Velamos o corpo presente
Que visita da morte a mansão
Resgata a mim e a Adão
E somente nos resta,
jejum e oração
Unidos todo vivente
A espera da ressurreição
Vinícius Pereira