“Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico.” (Lucas 16,19-20)
Lázaro, “ajuda de Deus”,
Ferido no chão com fome.
O epulão, festivo egoísta,
Um altivo rico sem nome.
Pobre Lázaro com Abraão
E o epulão rico em fartura,
Negando o pobre coitado,
Foi ao inferno da loucura.
“Encheu de bens os famintos, e mandou embora os ricos de mãos vazias.” (Lucas 1,53)
Lázaro no Céu, na Glória,
Viveu no mundo a pobreza.
Desfruta os bens celestes
Junto a Cristo na Realeza.
Rico, no fogo do Inferno,
Deseja a língua refrescar;
Foi da fartura à míngua,
Em chamas atormentar.
“Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo.” (Hebreus 9,27)
Grande abismo separa
O rico epulão de Lázaro:
Forças que se repelem,
Jesus Cristo deixa claro!
Ninguém passa de lado
Por livre e própria vontade.
Por Moisés e os Profetas,
Perscrutar nessa verdade!
“Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos.” (Lucas 16,31)
Palavra de Deus penetra,
Corta o coração humano.
Olhar o Cristo que passa
A todo tempo, cotidiano.
Meditar Lázaro e o rico,
Um convite a dar atenção:
É Cristo pobre que vem,
E só existe Ressurreição!
Shalom!
Por Alessandro de Araújo Silva
Postulante Comunidade de Aliança
Difusão Macaé – RJ
