Dom Nelson Westrupp
Anualmente,por ocasião do mês missionário, somos interpelados a reavivar a nossaconsciência missionária, reassumindo o mandato do próprio Cristo de irfazer discípulos entre todas as nações (cf. Mt 28,19).
OPapa Bento XVI, em sua Mensagem para o Dia Mundial das Missões desteano, enfatiza o objetivo da missão da Igreja: “iluminar com a luz doEvangelho todos os povos em seu caminhar na história rumo a Deus, poisNele encontramos a sua plena realização”. Não há atividade mais nobre eserviço mais elevado a ser prestado à humanidade do que proclamar oEvangelho.
Evangelizaré isso: levar as pessoas a Jesus, “Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14,6).Preocupa-me, sobremaneira, o número crescente daqueles que levam umestilo de vida longe de Cristo e de seu Evangelho. Tal preocupaçãoleva-me, muitas vezes, a contemplar o Coração do Bom Pastor, em buscadas ovelhas fugidias às verdadeiras e abundantes pastagens por Eleoferecidas.
A grande preocupação nossa de cada dia deveria consistir em levar a todos Cristo e Cristo a todos.
ODia Mundial das Missões é um veemente convite a que todas ascomunidades eclesiais se coloquem a serviço da humanidade, sobretudo,da humanidade sofredora e marginalizada.
Somoscriados para viver em comunhão íntima com Deus. Faz parte de nossavocação fundamental. Enquanto, porém, perdurar o nosso peregrinar, étarefa nossa, como insiste Bento XVI, “contagiar” de esperança todos ospovos. Na medida em que estivermos impregnados e “contagiados” deesperança missionária, empenhar-nos-emos, de verdade, no serviço da BoaNova do Reino.
Sabemosque não é fácil comunicar o Evangelho num mundo que se transforma. Masnossa indiferença evangelizadora não nos obstaculize; antes, nos torneabertos, solícitos e disponíveis para todos, a começar de nossa própriacasa, de nossa família… Será que os meus de casa já estão de talmaneira evangelizados, aptos e prontos para evangelizar os outros?Anunciar o Evangelho deve ser para nós um compromisso intransferível einadiável.
Nossoserviço missionário deverá ir além de um simples apoio material oumesmo espiritual. É preciso atingir o coração das pessoas,transformá-lo, torná-lo acessível ao Evangelho do amor, deixando-seiluminar por ele, tornando-se, por sua vez, “luz do mundo”, fazendo comque a luz de Deus entre no mundo e o converta. Urge “contagiar” o mundode Evangelho. Evangelizaremos com o Evangelho da caridade.
Apósessas breves considerações, fica fácil perceber e deduzir que todo /abatizado/a, todo/a discípulo/a de Jesus deve ser missionário/a. Assumiresse compromisso não é tarefa opcional, mas, parte integrante daidentidade cristã (cf. DAp, 144).
Olhemospara Jesus, para o seu testemunho e a sua missão: “Eu devo anunciar aBoa-Nova do Reino de Deus…, pois é para isso que fui enviado” (Lc4,43). Jesus, “Evangelho do Pai”, foi o primeiro e o maior dosevangelizadores (cf. EN, 7).
Excelenteevangelizador é aquele que tem o mesmo sentir e pensar do próprioCristo (cf. Fl 2,5), conformando-se a Ele, reproduzindo em sua vida oestilo de Jesus.
Minha esperança é de que a missão não se limite a um mês missionário, mas seja permanente, não tenha data para terminar…
Queridos/a leitores/as, nãose omitam nem se excluam do nobre compromisso missionário.Apaixonemo-nos por Cristo, e procuremos levá-Lo aos que ainda nãofizeram a inenarrável experiência do encontro pessoal com Ele.
Senhor Jesus Cristo, concedei-nos a fortaleza e a coragem para sermos missionários e missionárias, hoje e sempre.
A Virgem Maria, “estrela da Evangelização”, conduza-nos nos caminhos da missão.