No meio universitário, somos cercados por várias teorias, ideologias, mentalidades que agem como um bombardeio contra muitos valores transmitidos pela nossa família, pela igreja, e até por valores percebidos por nós mesmos como válidos em nossas conclusões pessoais. Se não tivermos uma certeza firme de quem somos e do que acreditamos, facilmente seremos arrastados a um mar de incertezas!
O curso era de Letras, a disciplina era Semântica e Pragmática.
– Portanto, queridos alunos e alunas, a verdade é construída pela linguagem. Este objeto é chamado de “cadeira” porque a sociedade assim definiu. Poderiam ter decidido chamar esta cadeira de “vaca” por exemplo. Tudo dependeria do “consenso social”. Esta verdade pode ser vista em como entendemos o mundo hoje. A palavra “homem”, “mulher”, “ética”, “moral”, existem porque alguém deu nome a elas e atribuiu-lhes significados conforme o contexto histórico-socio-cultural que viviam, sem contar o jogo de poder entre a elite que constantemente oprime os mais pobres. Precisamos, com a linguagem, construir novas verdades, baseadas no mundo em que vivemos hoje, atualizados, não presos à era do gelo como algumas instituições por aí. Todos esses termos que citei podem ser modificados através da linguagem através do meio social que vivemos.
Depois da aula, juntei alguns colegas e conversamos mais ou menos assim:
– Pessoal, discordo totalmente dessa teoria! – sem muito conhecimento, comecei a falar, confiando apenas no Espírito da Verdade. Tinha a certeza que Ele colocaria palavras acertadas em minha boca!
– Por que não, William? – perguntaram – Só a verdade da sua bíblia está correta?
– Que tal se – ousei a proposta – simularmos um meio social aqui e agora? Vocês topam? – Todos concordaram – Pois bem, somos uma sociedade, temos nossa própria cultura e agora vamos, através da linguagem, construir uma nova verdade. Vocês topam? – Todos concordaram – Pois bem, nesta nova sociedade, vamos, através da linguagem, da cultura e rompendo todas as verdades ditadas por uma classe opressora, dizer que é verdade que todos nós podemos atravessar essa parede de cimento! Sim, isso mesmo, esta parede, porque assim decidimos, é transponível! Todos podemos passar através dela! Não estamos mais presos pela matéria, tudo isso é ilusão, regras sociais construídas para nos oprimir. Vocês concordam com esta verdade, sociedade? – Todos concordaram – Ei, você, cara, por favor, sinta-se livre para passar através desta parede. Acabamos de construir nossa própria verdade!
– Meus amigos, a cadeira, a vaca, o homem, a mulher, a ética, a moral, Deus, queridos, Deus, existem independentemente do que eu ou você pensamos; Não importa a cultura, não importa a crença, não importa a cor, nem classe social. A verdade ultrapassa a linguagem, ultrapassa a mídia, ultrapassa todas essas teorias! Se quisermos realmente entendermos o mundo, usaremos a linguagem não para construir verdades (o que é impossível como vimos), mas para descobrir a Verdade!
Desse dia em diante, para aquele grupo de novos amigos, ficou bastante claro que a verdade existe independentemente do que digam, passe o tempo que for!
“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida!” (Jo 14, 6).

Achei o tema muito pertinente. Acho, de grande relevância e concordo que a verdade existe independente do que digam ou queiram manipular para impor uma mentalidade mundana e deturpada. Porém, achei a argumentação vaga. Talvez tenha sido por causa da explicação do contexto que ficou sucinto demais. Acredito que precisamos ter uma consciência mais consistente e enraizada na doutrina Cristã para propormos uma opinião mais madura que nos leve a refletir sobre as realidades que estamos inseridos a partir da nossa fé.
Contudo, parabéns pelo tema!