Meu nome é Arlene, tenho 55 anos, sou mãe de duas filhas e avó de um menino lindo de 4 anos. Venho de uma família católica de 10 filhos, meus pais nos ensinaram que deveríamos ir à missa aos domingos e rezavam o terço conosco todos os dias. Eduquei minhas filhas nestes mesmos ensinamentos, dando a elas a certeza da existência de Deus e de Suas maravilhas.
Em julho de 2012, do nada, minha filha mais velha me convidou para conhecer o Shalom. Chegamos lá em uma noite de vigília jovem, lembro que me senti um peixe fora d’água no meio deles, mas fomos bem acolhidas e convidadas a participar de um grupo misto às quartas-feiras à noite. Começamos a frequentar o grupo na semana seguinte, onde tivemos como pastor o Diogo, que muito bem conduzia a oração, eu olhava para ele muito admirada daquele jovem e da ação de Deus na vida dele.
Poucos meses depois, chegou o tempo do vocacional, eu não sabia do que se tratava, mas meu pastor me incentivou a participar do encontro chamado “vocacional aberto”, como forma de descobrir o meu papel na Igreja. Assim, participei do vocacional no Shalom durante 2 anos, no final do segundo ano, Jesus falava ao meu coração que Ele desejava fazer uma obra nova em mim.
Durante esse tempo, servia na Obra, fazendo bolo para vender na lanchonete e salgados para os eventos, fui descobrindo que há mais alegria em dar que em receber. Hoje me sinto chamada a uma vida fraterna, a entender com sensatez a realidade de cada irmão. Contemplo a beleza de ser escolhida por Deus para uma vocação específica. Ele me escolheu, fraca, pecadora, um vaso de argila, Ele incomodou o meu coração para viver algo maior.
Um dia, em minhas orações, pedi uma palavra a Deus e recebi uma que dizia: “quem põe a mão no arado e olha para trás, não é digno de mim”. Só me restou dizer: Senhor, eis-me aqui. Depois de todo esse processo, esse ano ingressei no postulantado da Comunidade de Aliança, com a graça de Deus, e passarei a servir no ministério de promoção humana, evangelizando nos hospitais e onde mais o Senhor nos chamar.
Como mãe, convido todas as mães a participarem desta Obra de Deus e desejo a todas a sabedoria e a docilidade para entender a vontade de Deus para os seus filhos, e também quero dizer a elas que “quem a Deus tem, nada lhe falta, porque só Deus basta”.
Shalom!