Institucional

Mais que um músico, um filho amado por Deus!

comshalom

DanielEu me chamo Daniel Fontes, hoje vocacionado Shalom, da missão de Maceió/AL, venho agora contar um pouco da minha experiência com o amor de Deus, e como conheci a Comunidade Shalom.

Desde pequeno, fui incentivado por alguns familiares a participar de grupos e movimentos da igreja católica, tendo vivido muitas situações que me ajudaram bastante na minha formação como pessoa, contudo, passei a maior parte desse tempo, vivendo de ideias que me eram passadas, e não de uma fé e amizade verdadeira com o Deus, o que inevitavelmente me afastou da caminhada, já que eu não entendia o verdadeiro sentido do que acontecia ao meu redor.

No meu estado, assim como em muitos outros, havia uma necessidade muito grande de músicos católicos e até o período do meu afastamento da igreja, essa era a ligação que tinha com os grupos e amigos; não o que eu (Daniel) era ou sentia, ou como o amor de Deus podia me alcançar naqueles momentos de oração, mas sim o meu serviço na música e tão somente na música, pois essa era a necessidade. Sempre vi músicos (e era um deles) agindo como queriam nos momentos de oração, totalmente dispersos e sem ninguém para orientá-los, pois repreender um músico significaria poder perdê-lo, perder o serviço que ele oferecia. Vazio que estava, busquei no meio secular, saciar meu ego, a necessidade de ser reconhecido e elogiado, já que os elogios dos “amigos” da igreja não eram mais suficientes. Toquei anos em bandas seculares, conheci pessoas dos mais diversos tipos, vivi realidades que não imaginava que poderia viver, mas mesmo vivendo isso ainda assim continuava vazio.

Em 2010 sofri um acidente que me fez repensar totalmente o modo em que vivia, Deus em sua infinita misericórdia deu-me um grande livramento, passei um bom tempo sem poder tocar, e como temporariamente não podia oferecer os meus “serviços” eu já não era tão útil assim, vi amigos se afastando, percebi ali que a vida não se resumia em mim, ou no meu mundo. Num momento breve de lucidez, fiz ali um voto para com Deus, a partir daquela data resolvi que meus dons serviriam tão somente a Ele, ocorre que toda essa experiência vivida aconteceu tão somente no plano da razão, voltei para igreja, participava das missas aos domingos, era convidado para tocar em festas de padroeiros, e assim minha vida seguiu, sem muito sentido, mas seguiu.

Certo dia numa quinta-feira fui convidado por até então um desconhecido para tocar guitarra no Caia na Real (25 e 26 de maio de 2013), um dos retiros realizados pela Comunidade Shalom, acontece que o retiro já começaria no sábado e eu não conhecia ninguém que ia estar lá, cheguei na sexta a noite para arrumar meu instrumento, e uma coisa não saia da minha cabeça: “Meu Deus… Se esse povo tocar mal, eu vou me queimar, não conheço ninguém, não passamos nenhuma música… se eles errarem muito eu fico só no sábado e não volto no Domingo” e isso era constante em meus pensamentos, o homem velho, não era tão velho assim em meu coração. Eu não tinha me dado conta que os planos de Deus são perfeitos, e tudo procede conforme a vontade Dele, aquela situação era apenas a forma que Deus utilizou para que eu estivesse ali, era através do meu serviço que Ele queria me falar. Naquele retiro conheci grandes amigos e excelentes músicos; mas essa não era a parte mais importante, no final da tarde do sábado participei da adoração ao Santíssimo Sacramento de uma forma que nunca havia participado de adoração alguma, vi com meus olhos Deus se manifestar na vida de muitos e senti no mais profundo do meu ser Deus se manifestar na minha vida (adoraria explicar o sentimento aqui, mas não consigo exprimir em palavras o que eu sentia), era um misto de euforia, tranquilidade, vontade de rezar, eu não entendia muito bem o que estava acontecendo, voltei pra casa outra pessoa. No domingo, último dia de retiro, já era amigo de todos, tratava aqueles que passavam por mim como velhos conhecidos, tive um   encontro maravilhoso, foi tudo perfeito, as formações, a missa, as partilhas. Passei a semana inquieto para que chegasse logo o final de semana e eu pudesse reviver alguns daqueles momentos no pós-encontro; e o pós-encontro aconteceu… E passei a semana inquieto para que chegasse o final de semana e conhecer o pessoal do meu grupo de oração. Assim tem sido meus dias.

Senti-me feliz, porque ali, me tratavam não como um músico, tanto que não servi na música assim que cheguei.  Ali eu era um componente de um grupo de oração, eu era uma ovelha do Hesed, ali o amor misericordioso de Deus me alcançou e me deu um novo sentido, me fez ver a vida com outros olhos, hoje, busco viver na paz do ressuscitado que passou pela cruz, cruz de dor, sim, mas ressurreição de vitória. Não digo que meu testemunho de vida encerra aqui, porque Deus a cada dia constrói um novo em minha vida, e sou grato a Ele por esse novo, sou grato a Ele, pois, não estou só, e acredito na providência Dele em minha vida. Fiquem todos com Deus e que Maria nossa Mãe esteja sempre à frente de toda nossa caminhada. Abraços!

 

 

 


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