“Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe”. E dessa hora em diante o discípulo a recebeu como sua mãe.” Jo 19, 26
Como cristãos, confiamos a intercessão de nossas vidas a Maria que, unida a Seu Filho, Jesus Cristo, é um auxílio eficaz que vem em nosso socorro. No Concílio Vaticano II, foi feita uma Constituição Dogmática Lumen Gentium que, no número 62, cita Nossa Senhora: “sua maternal caridade cuida dos irmãos de seu Filho, que ainda peregrinam rodeados de perigos e dificuldades, até que sejam conduzidos à feliz pátria. Por isso, a Bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de Advogada, Auxiliadora, Socorro, Medianeira”.
Como nossa Mãe, Ela não tarda em nos socorrer e auxiliar. Por isso, neste mês de Maio, conversamos com Weslayne Crisley, 21, postulante da Comunidade de Aliança na Missão de Garanhuns/PE, que partilhou seu testemunho de experiência com Nossa Senhora.
“Eu não fui criada em um lar católico, não fui muito ensinada sobre Maria e sua maternidade. Para mim era indiferente. Cheguei até a me tornar protestante na pré-adolescência. Com o passar do tempo, fui tendo experiências com a minha mãe, que me distanciavam cada vez mais do amor materno e fui tentando preencher essa falta em muitas coisas”, conta.
Diante dessa distância e cansaço, a jovem foi pedindo a Deus a graça de uma nova experiência com Ele, para superar aquele sentimento como de quem anda em círculos, e nisso, conheceu uma menina devota de Maria. Via uma relação de mãe e filha nesta devoção e sentiu isso como uma grande providência de Deus. Ela continua:
“Tive minha primeira experiência com Deus em 2018, em um projeto ‘Melhor vida não há’ na escola. E aquela menina muito devota de Maria me encorajou a participar. Com muito receio, por ver que os jovens de lá eram católicos. Participei, recebi oração e fui muito alcançada. Senti como se de fato Deus me colocasse nos braços e me colocasse novamente de pé. Depois fui convidada para o grupo de iniciantes. Queria muito participar, pois havia sido muito tocada naquela experiência. Mas, eu tinha muito medo dos julgamentos da minha família: como eu protestante iria chegar e dizer que iria para um grupo católico? E Maria? Então, tudo isso me assustava muito.”
E na certeza de que a experiência com Deus a alcançara muito, Weslayne pediu a Deus, de maneira simples, algo que mudou sua vida para sempre!
“’Senhor, se todo esse negócio que falam de Maria, que ela é mãe e intercede por mim for real, me dê uma experiência com ela’. Com o coração muito ansioso e inquieto esperei até o sábado do grupo de iniciantes. Fui para o Shalom, aquela alegria, os abraços que me faziam me sentir em casa, mas ainda não estava convencida de que Deus me daria uma experiência com Maria, que seria um divisor de águas para minha decisão de ficar ali. Durante a oração do grupo uma jovem proclamou: ‘há uma jovem muito ferida com sua mãe, não sabe se sentir filha, mas Maria te faz filha Dela, para depois te ensinar a ser filha da sua mãe terrestre’. E diante das minhas dúvidas, novamente outra pessoa proclamou: ‘sinto fortemente a intercessão de Nossa Senhora por uma jovem’. Não me convenci (igual Tomé, né?), uma moça me abraçou e falou que esse era o abraço de Nossa Senhora que me acolhia como filha, e naquele momento, chorei muito.”
Diante desta experiência, a jovem percebeu que não era suficiente só aquilo e, desejosa deste amor materno, quis aprender a devoção mariana. Rezar o Santo Terço, pedir a sua intercessão e Maria pouco a pouco foi se fazendo presente e revelando o Seu Filho Jesus.
“Comecei rezar o terço diariamente. Não sabia nem o que era contemplar os mistérios, só sabia Ave Maria e Pai Nosso, mas através da oração fui tendo várias experiências fortes com Nossa Senhora como o meu relacionamento com minha mãe. Alcancei muitas graças na minha família por meio da intercessão de Maria e se tornou algo tão visível, que ninguém me questionava. Hoje minha família reconhece a intercessão de Maria e são abertos a rezarmos o Rosário juntos. Desde então tudo em minha vida passa pela intercessão dela: vocacional, amigo do céu e até ao ingressar na comunidade. O nome da minha célula é Mãe de Deus!”
Maria nos ensina, antes de tudo, a sermos filhos e, diante das virtudes dela, contemplamos o ser filho de Cristo. Sua maternidade nos leva ao sentido do amor que se faz dom ao próximo. Assim como Jesus cresceu formado por Maria, também queremos que ela nos conduza a cada dia da nossa vida!
Que neste fim de mês mariano, possamos recordar com amor e gratidão a poderosa e dócil presença de Maria em nossa vida, e todos os dias nos consagrarmos a Ela como filhos, para melhor chegarmos ao Pai!
Shalom!

