Formação

Martiria

comshalom

Martiria

Do grego “μαρτύριο”, autênticas testemunhas de Cristo, impulsionadas a viver o espírito missionário, uma preparação envolve este coração a esquecer de si próprio para gerar a vida em nome de Cristo o ressuscitado que passou pela cruz Assis fazendo uma leitura aprofundada dos capítulos narrados por São João Evangelista percebemos que este Amor que transfigura a carne que um dia foi dilacerada pelo pecado encoraja a alma a unir-se com o verbo que se fez carne. Uma vez tocados pelas chagas nossa alma, nosso coração volta a ser livre, sensível, cheio de ternura e compaixão, olhamos não mais as regras, as leis mais sim o Amor. São Francisco ao ter essa experiência gritou ao mundo: “O Amor não é Amado” e Santa Teresa ao ter a experiência da transverberação não pode dizer recusar a este Amor único capaz de transformar a vida do Homem e confirmar dizendo  “ Só Deus Basta.”

Hoje, ser cristão, católico, ter uma vida consagrada a Deus por meio de um carisma exige muitas renúncias que nos levam a mudança de vida. Quando Deus nos puxa pela mão o processo de martiria já começa, pois o processo de conversão já começa a lhe dar com as abstinências que ao longo dos anos misturaram-se com a essência do ser humano, as escolhas, as decisões tomadas levaram a uma formação que nos remete sempre lembrar como éramos feras e qual estágio de feras encontrávamos quando Deus nos resgatou.

A Igreja não cessa de mandar seus missionários fazendo cumprir o que são Marcos escreveu: “Ide por todo mundo e a todos pregai o evangelho” (Mc 16,15) Os noticiários a cada dia nos mostram os cristãos sendo perseguidos e mortos. Por quê? É a pergunta que fazemos diante de tais atrocidades, a palavra de Deus nos diz: “que todo joelho se dobrara e toda língua confessara que sou Deus”. (Rm 14,11) As formas com que os cristão estão sendo mortos mostram como a perseguição e o ódio transbordam dos corações dos perseguidores que tem o enorme prazer de tirar a vida de um cristão que morre mais não desiste de professar a sua fé em Jesus Cristo.

A cada dia nos deparamos com martírios que acontecem aos quatro cantos do mundo e aí vos pergunto, e se fosse você? Diante das perseguições, você negaria a Cristo ou morreria por Ele?

De fato nossa natureza é muito fraca, e a nossa coragem fica em xeque diante de tal momento, digo isso pois já aconteceu a mais de 2000 anos quando os apóstolos se dispersaram quando Jesus foi preso pelos soldados, naquela ocasião o medo a incerteza prevaleceram no coração dos apóstolos colocando em xeque toda Fé e coragem que existiam nos apóstolos. Depois que o Ressuscitado, Cristo Jesus apareceu a Eles, esse choque da ressurreição como fala nosso fundador e moderador Moysés Azevedo, esse choque os fez sentir o céu, todo vazio, todo medo, toda dúvida, toda incredulidade caiu por terra e assim novos apóstolos novas testemunhas, autênticas estavam preparadas para anunciar o Cristo o Ressuscitado que passou pela Cruz.

Os Apóstolos começaram a perceber o sofrimento da humanidade e tomaram a decisão de ofertar a própria vida. A partir dessa experiência eles desejavam morrer em nome de Cristo e assim espalharam-se, assim nascia o espírito missionário, assim nascia a martiria, assim crescia a adesão pela radicalidade evangélica. Diante dos fatos que atestam que a Igreja de Cristo é perseguida, os números de mártires aumentam, pois preferem sofrer o martírio por causa da fé.

Assim nossa vida mistura-se ao sentimento de dor e alegria que nos garante fazer a vontade de Deus, que nos despertar a querer o ser, dessa forma enxergamos que o céu é logo que esta vida é transitória, e que passa rápida. O que vai permutar ecoar na eternidade foi como nos decidimos amar a Deus, de que forma escolhemos para adorá-lo e servi-lo. Assim nos leva ao questionamento: Como mantenho vivo este relacionamento com Deus? Ao olhar a história dos santos mais precisamente os mártires percebemos que todos tinham essa característica a vida intima e profunda de oração com o Senhor.

Essa experiência os submeteu a bárbaros tipos de execução, que para seus malfeitores e carrascos, achavam que perduraria na história a forma de castigar e matar para que outros não se se assemelham a seguir tal forma de ser cristão, que forma é essa? Podemos assim nos questionar, o mundo até hoje questiona, bem entendemos que se resume a duas situações: Primeira um amor apaixonado por Deus, sem reservas e sem impor condições e a segunda imitar os sentimentos de Cristo, que fez da piores da morte e dos piores símbolos de morte seu maior troféu, a árvore da vida, uma vez que a árvore mais frondosa e bela do jardim levou o homem à perdição essa Cruz tornou-se a árvore da vida que revela o caminho da eternidade, da páscoa, da vitória sobre a morte, assim essas duas situações mostraram-se esse Amor que se desprende de toda dor e se enche da verdadeira felicidade.

Morrer por Cristo exige muito, talvez uma morte no silêncio, esquecida, mais que gerara grande festa no céu, derramar todo sangue em nome de Cristo leva a certeza que Deus é apaixonado por nós, desta forma o louvor se torna essencial para nossa vida, pois nossos lábios revelam que campinas verdejante estamos experimentando. Só podemos desejar e aceitar o martírio a partir dessa impactante experiência com o Senhor Jesus. Como se encontra em nossos escritos: “Sim Pai, não é fácil, mais eu desejo eu quero eu vou!”

Aslan Filho


Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Comunidade Shalom. É proibido inserir comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem os direitos dos outros. Os editores podem retirar sem aviso prévio os comentários que não cumprirem os critérios estabelecidos neste aviso ou que estejam fora do tema.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *