Formação

Mas e a vida? Ela é maravilha ou é sofrimento?

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E a vida, e a vida o que é? Diga lá, meu irmão¹. Será que ela é somente os segundos que passam no relógio, ou os dias de um ano que acaba. Fazer o bem, dormir mal. Acordar cedo, viajar ou desiludir-se no amor. Para alguns é o bem mais precioso, para outros não vale muito, seja feto ou seja homem feito. Seja rico ou seja pobre, mesmo que o bom velhinho do Natal não tenha batido à sua porta, pra você o que é a vida?

Chega final do ano as pessoas ficam em polvorosas. É o desejo de mudança de que algo novo aconteça, mesmo que não saibamos o que irá acontecer. Em 2015 esperamos com muita ansiedade por 2016, que para muitos foi um ano péssimo, ouviu-se muito na internet “Chega 2020 mas não chega 2017” ou “#AcabaLogo2016”, etc.
Mas, quando chega o réveillon, como que numa dádiva dada pelos deuses, surgem as famosas simpatias de final de ano. A simpatia trata-se, basicamente, de tentar mudar o futuro, as pessoas ou coisas através de pequenos rituais. Coisas diversas, para situações diversas, desde emagrecer até melhorar a vida sexual. Seja uma lingerie amarela utilizada na virada para atrair riqueza ou sete ondinhas puladas na praia, concedendo assim direito a sete pedidos.

Cada um acredita naquilo que quer, não estamos aqui para julgar as pessoas, mas a ideia de simpatias contradiz a si mesma. Caso se acredite que uma peça de roupa íntima pode trazer riqueza ou que ondas puladas realizam desejos assim como um gênio da lâmpada, façamos o seguinte: não pulemos então sete ondas mas setenta vezes sete, pois o mundo precisa de muitas coisas. Muitas crianças passam fome e o leão ruge, buscando a quem devorar. Façamos melhor, no lugar de distribuir cesta básica para pessoas carentes, distribuamos cuecas amarelas, para que os meninos as usem, assim no ano que vem não haverá mais pobreza em lugar nenhum.

Muitos de nós desejam dias melhores, empregos melhores, relacionamentos melhores, oportunidades melhores até. Mas não são as ondas puladas, nem as lentilhas em um prato, que vão nos trazer isso. Um futuro melhor e um mundo melhor são construídos através da Graça de Deus e do trabalho de nossas mãos. Desenvolvamos neste final de ano não “simpatias”, mas empatia. Um obrigado dito na hora certa, ou um pedido de perdão, um por favor, com licença ou um prato de comida pra quem tem fome, fazem com que as flores de dias melhores cresçam no mundo.

E a vida, e a vida o que é? Será que é só sofrimento e tristeza? Nisso eu não acredito, e assim como o poeta, repito: a vida é bonita! E não há coisa melhor melhor do que viver, seja no olhar de um bebê que acabou de nascer e que traz consigo a esperança que a vida continuará sendo, assim como o menino Jesus nos trouxe a certeza de que a vida continuará sendo, mesmo depois que dela já estivermos partido. Seja em um nascer do Sol, que nos diz que, depois de uma noite escura, raios claros podem voltar a brilhar.

É possível ser feliz, não tenha vergonha e nem medo de querer sê-lo. Pois o mesmo Jesus que nasceu em uma manjedoura e morreu numa cruz, ressuscitou! E é nesse Jesus e na sua ressurreição que nós colocamos a nossa esperança. Desejo a todos um Feliz ano novo de muitas felicidades.

[¹]O que é? O que é? – Gonzaguinha

Marcos Nunes

 


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