
“Partilhamos a solicitude paterna do Santo Padre, expressando grande proximidade a todas as famílias que sofrem devido aos numerosos conflitos em andamento”, lê-se na Mensagem que em seguida eleva uma “súplica pelas famílias iraquianas e sírias, obrigadas, por causa da fé cristã que professam ou da pertença a outras comunidades étnicas ou religiosas, a abandonar tudo e a fugir rumo a um futuro desprovido de toda e qualquer certeza”.
O Sínodo reitera, junto ao Papa, que “ninguém pode usar o nome de Deus para praticar violência” e que “matar em nome de Deus é um grande sacrilégio!”. Na Mensagem agradece-se a Organizações internacionais e a países pela solidariedade demonstrada, e convida-se “as pessoas de boa vontade” a oferecerem “assistência e ajuda às vítimas inocentes da barbárie em andamento”. Ao mesmo tempo, pede-se à comunidade internacional “que atue para restabelecer a convivência pacífica no Iraque, Síria e em todo o Oriente Médio”.
O pensamento do Sínodo dirige-se também “às famílias dilaceradas e sofredoras em outras partes do mundo, que padecem persistentes violências”: a todas elas é assegurada uma oração “constante” a fim de que “o Senhor misericordioso converta os corações e doe paz e estabilidade àqueles que se encontram na provação”.
Por fim, o olhar dirige-se à Sagrada Família de Nazaré, que sofreu o exílio, a fim de que transforme toda família numa “comunidade de amor e de reconciliação”, numa “fonte de esperança para o mundo inteiro”.
Proposta pelos Padres sinodais desde a segunda Congregação-Geral, realizada na tarde de segunda-feira, 6 de outubro, a Mensagem foi elaborada nos dias sucessivos. Recorda-se que na segunda-feira, 20 do corrente, o Consistório ordinário convocado pelo Papa Francisco será dedicado também ao tema do Oriente Médio.