Tarde de domingo e ele no shopping center atrás de presente para o seu amigo secreto. Poderia estar em casa deitado, descansando. Mas estava lá no meio de uma multidão. Tinha tanta gente que para entrar nas lojas era preciso pegar fila. Ele não gosta de filas, ficar em um era prova de amor. Pois bem, o jovem resolveu comprar chocolate para o seu secret friend, na verdade era uma garota. E como ele sabia que não há quem resista a doces, escolheu um dos melhores, chocolate ao leite. Uma hora se passou até ele conseguir adquirir o regalo em um supermercado.
Não tinha muito tempo, correu literalmente para o local da brincadeira, na praça de alimentação do mesmo shopping. Sorte dele que saiu cedo para comprar o presente, pois o atraso seria tremendo se tivesse deixado para minutos antes. Começou. Fulano tirou sicrano. Beltrano ganhou um relógio, a chefe ganhou uma maquiagem. E ele ganhou um chaveiro. Já sabia que algo assim aconteceria, por isso não se importou muito. Sorriu e prometeu a si mesmo que no ano seguinte não participaria da confraternização.
Chegou o momento de dar o presente. Falou da amiga secreta. Não era tão próxima. Só tinha trocado um boa tarde com ela ao longo do ano. Mas seguiu o roteiro. Enfim, deu o presente. Estava satisfeito porque tinha comprado pelo menos uma lembrança de respeito. A moça ao abrir ficou surpresa. Com sorriso de canto de boca, agradeceu. E ainda disse que era exatamente aquilo que estava precisando. “Um shampoo para cabelos cacheados”. Seu cabelos lisos não a deixavam mentir. O rapaz ficou abismado. Mas logo pensou que na correria para chegar a tempo talvez tenha pegado o pacote errado no caixa do supermercado.
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Não há improviso no amor. É preciso decidir-se por amar os próximos e os distantes afetiva e geograficamente. O desenrolar da história poderia ser outro, se tivesse começado com amor. Como nos ensina São João da Cruz, “onde não há amor, coloque amor, e encontrará amor”.
