Institucional

Florirá!

comshalom

O Amor transfigura tudo é da um toque de infinito às coisas mais banais!

Que Amor é esse? Ele se encontra comigo dia a dia com tamanha Misericórdia em meio às minhas misérias, vai no profundo do meu coração e preenche um lugar ao qual desconhecia, me molda como um vaso de argila nas mãos do Oleiro e faz-me diariamente uma Obra Nova que eu jamais pensei em ser.

Sim! Eu tive uma experiência com o Ressuscitado, que ressuscita dentro de mim uma esperança extraordinária ao passar pela cruz diária, que me faz crer no invisível e no impossível na vivência de uma radicalidade ao qual mata o meu egoísmo por inteiro, para me ensinar que os meus planos e sonhos nunca me darão a felicidade que não passa, esperando o tempo para que tudo se cumpra debaixo do céu e experimentando de um Amor que me fere ao contemplar Sua Divindade, que toca na minha humanidade pequena, fraca, miserável e, mesmo assim, INSISTE em mim.

É leve, livre, puro, simples, feliz, espontâneo, esplêndido, perfeito, extraordinário, não faltaria adjetivos para expressar o que esse Amor causou em mim, mas o Amor me explicou tudo… “Ele é, e basta”!

Porque tão simples e complico tanto? Porque a minha humanidade ferida pela falta de amor no mundo, acha que sou “vítima” de um amor desvantajoso e, no entanto, é o meu egoísmo gritando e querendo me iludir que esse Amor me aprisiona do que eu sou, do que eu quero ser e do que tenho. E isso me faz quebrar a cara milhões de vezes, pois não importa aonde quer que eu me encontre, sempre me sentirei injustiçada e lutando por um vazio que nunca vai me preencher.

Mas na verdade, esse Amor não me rouba nada, ao invés disso: Ele me apresente quem sou eu, me liberta de mim, descobrindo a liberdade interior. Tudo que sou e tenho é desse Amor. Eis a fonte e o fiador da minha liberdade, que ninguém pode usurpar.

Me sinto como a jovem judia Etty Hillesum que foi morta pela perseguição nazista e deixou o relato: “Em mim há céus que se alastram tão vastos quanto o firmamento. Creio em Deus e creio no homem, sou uma mulher feliz e canto os louvores desta vida.”

Este Amor não se aprisiona, muito menos se compra, na verdade me ensina o amor verdadeiro e, portanto, feliz: quando pessoas se dispõem livremente delas mesmas para dar-se uma a outra. Sim, é isso! DAR-SE, DOAR-SE, foi exatamente isso que o Amor fez por mim LIVREMENTE!

Agora sim compreendi Santa Faustina em seu diário, “o Amor é um mistério que transfigura tudo o que toca, em coisas belas e agradáveis a Deus. O amor de Deus faz a alma livre. Ela é como uma rainha que não conhece o peso da escravidão”.

Eu lutarei insistentemente, declararei guerra se preciso for, para no final poder dizer que O AMOR VENCEU sobre todas as minhas limitações, fraquezas, pecados. Vou gritar que o Amor me amou!

Elaynne Marques Ribeiro, filha de Deus, vocacionada da Comunidade Católica Shalom e tudo o que Deus quiser!

“Eu não posso me esquecer, que foi Você que me Amou, me olhou nos olhos e deu aquilo que me faltava: a esperança, Senhor! Cumprir a Tua Vontade e quando Você quiser … meu jardim florirá!

“Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Tua Vontade” (Lc 1, 38), afinal não podia deixar de citar minha Mãe Maria, que tem grande participação na minha descoberta por este Amor, aquela que é Cheia de Graça, Bem Aventurada, exemplo de entrega e confiança, pura, serena, humilde, sacrário vivo do Filho. Em seu doce amor cuida tão bem de mim, me fazendo dócil à vontade de Deus mesmo na minha ingratidão de filha. Tudo para me ensinar a ser persistente à voz do Filho, me dizendo constantemente: “Fazei o que Ele vos disser”. (Lc 2, 5)

Eis a consequência extraordinária desse Amor de Deus que florirá… Teu chamado, Tua vontade, minha entrega, minha felicidade!

Shalom!

                                                                                                              Elaynne Marques, vocacionada da missão Brasília


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