Escolhi amar a Deus com todo o meu corpo

 Aos 15 anos, tive minha primeira experiência com Deus e, de fato, experimentei um amor diferente de todos os outros amores, um amor autêntico, simples, generoso e misericordioso. Tendo sido conquistada por este Amor, aos 18 anos ingressei na Comunidade Católica Shalom, como postulante da Comunidade de Vida em Palmas (TO), um lugar onde eu nunca pensei em morar. Depois fui morar no Discipulado de Pacajus (CE), em seguida vim para Maceió, missão que estava crescendo, bem jovem, com missionários com promessas definitivas no Carisma. Maceió foi a melhor missão que Deus poderia ter me dado no meu segundo ano de discipulado (D2). Na Comunidade, o D2 é um tempo favorável para discernir o estado de vida, e eu estava muito disposta a descobrir se eu tinha sido criada por Deus para o celibato ou para o matrimônio. Iniciei esse processo de discernimento e o meu grande desejo era aderir à vontade de Deus, independente de qual fosse. Não posso negar que sempre, desde que tive a minha experiência com Deus, senti-me atraída ao celibato. Sentia-me amada de uma forma diferente, especial. Sabia que Deus era apaixonado por mim e isso me fazia querer ser apaixonada por Ele também. E eu era…e sou! Nesse tempo de descoberta da vontade de Deus, muitos questionamentos foram surgindo dentro de mim: Será que eu vou ser capaz de abraçar o celibato por toda a minha vida? Será que é isso mesmo? Eu não estava ficando louca? Dentre outros questionamentos, a resposta para todos era sempre o amor de Deus que me conquistava cada vez mais e ia me dando a certeza de que confiar na voz e na vontade de Deus era sempre o melhor. O celibato, que sempre me atraiu, agora não só me atraía, mas completava a minha vida, dizia respeito à minha essência. Era isso! Foi para isso que eu nasci! Não foi apenas para ser Comunidade de Vida que Deus criou, mas também para ser celibatária pelo Reino dos Céus. Hoje, aos 22 anos, sou uma jovem encontrada, realizada, completa e plenamente feliz por escolher o que Deus quer para mim. Reconheço que a minha vida é um grito para o mundo de hoje, especialmente para os jovens que se perdem no prazer pelo prazer. Hoje, a minha vida testemunha que é possível amar a Deus com todo o ser, com todo o corpo. Isso se dá pela graça de Deus e pela minha escolha de amá-lo a cada dia da minha vida. Ah! E como o Belíssimo Esposo me ama muito, neste ano de 2014 fui enviada para a missão de Israel, para a terra por onde Ele mesmo passou. Não seria loucura ser missionária da Comunidade de Vida, ser celibatária e ainda ir morar em Israel? É o amor de Deus; o sentido, o motivo, a razão da minha alegria, da minha loucura. “Pela Igreja, pelos jovens, pelos homens me consumirei”         Natasha Ferreira de Castro

Todos juntos com o Brasil na Copa do Mundo!!!

Nesta tarde de quinta-feira, a Comunidade Católica Shalom convida todos, para torcer pela Seleção Brasileira em sua estréia na Copa do Mundo. Estamos todos em unidade para torcer pelo Brasil, já em meio ao colorido de verde e amarelo que circunda o centro de evangelização. Mas, não é só!!  Ainda tem espaço para muita música, juventude e alegria contagiando todos que se encontram por aqui… Todos juntos, reunidos e desde já ansiosos, para festejar esta época do ano, propícia a convivência, lazer e harmonia entre os irmãos. Venha Você também conosco, torcer e participar dos jogos da Copa no Shalom! Vamos lá Brasil!!! 😉  

Arraiá da paz

  Arraiá da Paz! Já virou tradição na missão de Maceió, com muito forró, comidas tipicas, brincadeiras e espaço para crianças. Acontecerá dia 21 de junho no colégio Santa Ùrsula, a parti das 19h. Compre já o seu ingresso antecipado por apenas R$ 15,00 no centro de evangelização Shalom. Maiores informações: (82) 3235-2624/ 9686-7900/ 8702-2166

Culpava a Igreja por minha frieza

“Em Sua casa há sempre um lugar pra quando eu voltar” Foi esse verso, de uma canção do padre Fábio de Melo, o gatilho necessário para retornar Àquele que sempre esteve comigo o tempo todo, mas que eu não notava e até mesmo rejeitava. Quando criança, era engajado na minha paróquia no interior de Alagoas, no município de Teotônio Vilela. Cheguei a participar e coordenar grupo de oração, mas já no início da adolescência, depois de mudarmos para o município vizinho, afastei-me drasticamente da vida com Deus. Apesar de residir ao lado da Igreja, mal ia às Missas. Iniciei o Crisma, mas desisti no meio do caminho, pois minha mente, já aspirando à vida adulta, não conseguia aceitar tamanha simplicidade nas coisas pregadas, pareciam “anedotas infantis”. Minha razão já não dava espaço para os ensinamentos de Deus. Isso perdurou por praticamente dez anos. Na vida escolar e universitária, tinha uma necessidade absurda de ser aceito, fazer parte de um grupo. Minha mentalidade ingênua precisava ser modificada, precisava seguir a corrente da maioria, precisava ir matando em mim muitas coisas que eu julgava “intocadas” para ser feliz, para ser realizado, afinal, essa é a meta de todo ser humano. A vida com Deus nesse tempo não passava de uma ilusão para mim mesmo, talvez tivesse chegado a uma mera convenção social. Intitulava-me católico, mas conforme meus julgamentos e vontades, meus conceitos e certezas. Respeitava as diversas crenças, mas não me sentia atraído por outra fé. Nesse tempo todo de ‘ausência’, não conseguia  me ver em outro lugar. Culpava a Igreja pela minha frieza e a de muitos fiéis, pela forma não atrativa de alcançar as pessoas. Entretanto, uma hora era necessário cair em mim e verificar que o problema não estava fora, mas aqui dentro. Entre junho e julho de 2012, fui tomado por sintomas estranhos: taquicardia, insônia, falta de ar. Preocupado, investiguei o que se passava, quando foi diagnosticado o início de uma depressão. Ali me senti no fundo do poço, eu tinha descido ao lugar mais baixo. Já tinha chorado diversas vezes até a culminância disso tudo, uma frustração profissional tinha tomado proporções que eu não entendia, pois me achava autossuficiente o bastante para contornar isso. Ledo engano! Queria resolver esse problema, mas sabia que medicação não era a solução. Não no meu caso. Eu tinha o pensamento de voltar a me engajar na Igreja quando me estabilizasse, tivesse tempo. Porém, diante da dor que me assolava, não podia esperar mais. Aceitei o convite de minha irmã mais nova para ir a um grupo de oração que ela freqüentava havia pouco tempo. Sabendo que me ajudaria, insistiu no convite e eu aceitei. No primeiro encontro, o verso que intitula esse testemunho me chamou a atenção e o guardei comigo. Foi maravilhoso, notava que era isso mesmo que eu precisava. Nascia o desejo de continuar a ir mais fundo. Como o grupo tinha a proposta de reflexão e meditação, parti em busca de algo que era importantíssimo para mim: a ação e a interação entre os participantes. Confessei esse desejo a dois grandes amigos. Cada um me indicou um lugar. Na mesma semana, conheci os dois. O Shalom, que eu nunca tinha ouvido falar na minha vida, conheci por último e me encantou de uma forma definitiva. Conheci a oração carismática e ao mesmo tempo em que me amedrontei, estiva radiante de alegria, pois o que estava buscando, eu sabia que tinha encontrado. A cada encontro, uma pacificação, um novo olhar sobre mim, sobre meus planos, sobre a minha vida. Deus olhava para mim e não me condenava por tamanha ausência, ao contrário, me amava cada vez mais. Mas eu precisava dar passos, via aquelas moções, proclamações e achava isso muito distante. Diziam que Deus falava aos seus corações, nas suas mentes. Minha razão mais uma vez era incapaz de acreditar. Até que passei a rezar, diariamente, e exatamente como um exercício, mas um exercício de amor. Notei, enfim, a Sua Voz. Hoje, cada encontro meu com Ele é especial. Como pude estar distante tanto tempo? Por que tão tarde? Hoje sou imensamente grato a Deus por ter me esperado e por continuar a me esperar, por deixar reservado meu lugar em Sua casa. A vida de oração trouxe respostas a muitos porquês que eu tinha sobre a Igreja, reavivando a minha fé e modificando por completo o meu olhar imaturo sobre o maior sacrifício vivido em cada Missa. Descobri a beleza da liturgia, a vida dos santos, carismas, vocação. Encontrei uma Igreja viva, dinâmica, atuante. Ela resgatou em mim aquele moleque do passado, que está reavivando vários conceitos que estavam mortos e que tem se alegrado por não se ver mais só. Uma Voz clara que me impulsiona, que fez com que eu e meus irmãos de grupo de oração crescêssemos na Fé. Experimento concretamente a misericórdia do Senhor em minha vida pois, por providência, fui ovelha de um grupo e hoje sou núcleo de outro, ambos levam a misericórdia em seus nomes (Rahamim e Hesed, respectivamente). Fui percebendo que é neste espaço da vinha que Deus me convida a estar, nessa maneira nova de anunciá-Lo, criativa, ousada, feliz, extremamente feliz. Estava em busca da solução de um problema e Deus me deu muito mais que isso, me mostrou a alegria de ser Dele. Obrigado, Senhor!                  Euclides Lira       Vocacionado da Comunidade Shalom

Shalom Maceió participa da abertura do 14° Ato UFAL em defesa da Vida

                  Jovens universitários da Comunidade Católica Shalom, na missão de Maceió, realizaram a abertura do 14º Ato UFAL (Universidade Federal de Alagoas) em Defesa da Vida, cujo tema dessa edição foi “Tráfico de pessoas: uma forma silenciosa de violação à dignidade humana”. Os atos são oportunidades de reunir a sociedade civil em torno dos seus problemas debatendo-os e enfrentando-os. Os jovens apresentaram um espetáculo adaptado de um trecho do show “Resposta”, o “Avançar”, onde cada ruína humana representa uma diferente dimensão do tráfico humano; de órgãos, o trabalho forçado, a exploração sexual, o rapto de menores e de crianças. Na apresentação, mostrou-se a indiferença que temos aos que sofrem esse tipo de violência, às vezes porque estamos até acostumados a isso, e como a Verdade (Deus) pode nos despertar para prezarmos os valores do Evangelho na sociedade. O evento, que contou com a participação de aproximadamente 400 pessoas nos dois horários, manhã e tarde, foi uma oportunidade de a Igreja no ambiente universitário, tido como hostil à fé, mostrar seu trabalho no enfrentamento do tráfico humano e na promoção da dignidade integral do homem com os trabalhos dos projetos Grito pela vida, Talita, Juvenópolis, Fazenda da Esperança e Casa Betânia. Estiveram presentes, além dos representantes dos diversos movimentos da Igreja, pastorais e comunidades novas, representantes da sociedade civil como o reitor da universidade, Eurico Lôbo, o juiz do ministério público estadual, Flávio Gomes da Costa, o secretário da educação pela paz da Secretaria da Paz de Alagoas, Fábio Rogério, e um representante da Secretaria de Educação de Alagoas. Além da apresentação artística, houve também mesa redonda composta pelo arcebispo metropolitano de Maceió, Dom Antônio. Ele convidou os universitários a transformarem em trabalhos acadêmicos os números e as informações que o trabalho pastoral da Igreja colhe com o seu trabalho direto de enfrentamento desse problema. Ressaltou também a necessidade de uma reforma política que torne possível a aplicação de políticas de estado que o eliminem. Aline Pedra Jorge Birol, advogada e membro da organização internacional ICMPD de enfrentamento do tráfico humano, conceituou o problema, de acordo com os protocolos internacionais e legislação. Ela destacou a atuação das pastorais de migrantes e da terra, por meio das quais a Igreja ajuda no enfrentamento já e as conquistas necessárias que seriam a inserção das novas modalidades de tráfico humano no código penal brasileiro. Thaysa, assistente social e membro do extinto núcleo de enfrentamento ao tráfico de pessoas de Alagoas, com sua experiência de enfrentamento no estado, mostrou vias legitimas pelas quais esse problema pode ser atenuado. Foi apresentado o filme Tabuleiro de cana; xadrez de cativeiro e depois houve mais um debate com um representante da Comissão Pastoral da Terra de Alagoas, Carlos Lima, e uma irmã religiosa, irmã Raimunda, que lida diretamente com o tráfico para enriquecer e atualizar a nossa percepção do que seria o trabalho escravo nos dias de hoje. Foi um rico e aberto diálogo da Igreja com a sociedade civil e uma grande oportunidade de a Comunidade se fazer presente na UFAL.

Sou feliz, sou Shalom, sou PJJ!

Olá, me chamo Erik Bispo, tenho 19 anos e sou postulante da Comunidade de Aliança da Comunidade Católica Shalom. Sou um dos jovens escolhidos e resgatados pelo amor de Deus através do Carisma Shalom. O amor de Deus sempre esteve muito presente em minha vida. Sou fruto de um casamento de segunda união e, devido a isso, meus pais não comungam mas, desde muito cedo, minha mãe me motivou e até me arrastou para a catequese, para que eu me preparasse para a Primeira Eucaristia. Mesmo sem muita vontade de ir, eu participava motivado pela minha mãe e, a partir daquele momento, comecei a sentir a mão de Deus a me guiar. Após a primeira comunhão, mesmo sem saber direito o porquê de tudo aquilo, desejava ardentemente ir às Missas para poder receber Jesus na Eucaristia e, por muitos meses, e até anos, fui à Missa sozinho. Por um convite de um amigo, mas principalmente do pai dele, fui fazer a Crisma, mesmo sem muita vontade, por não saber a importância desse sacramento. Os encontros eram aos sábados à tarde e aquilo já era uma oferta para mim. Com o passar dos meses, um dos meus catequistas falou que só iria se crismar aqueles que se engajassem em um dos grupos da paróquia. Mais da metade da minha turma de crisma foi para um grupo que era logo após os encontros da catequese, chamado Juventude Missionária, no qual eu entrei obrigado, pois ‘havia passado metade do ano, indo todos os sábados, pra quando chegar no final do ano não poder me crismar, então era melhor eu continuar na Igreja até mais tarde do que perder todos os sábados do ano’. Esse era o único pensamento que eu tinha a respeito do engajamento. No primeiro encontro do grupo, já disse logo que estava ali obrigado. Os dias foram passando e eu fui me firmando, ao passar de um ano já coordenava aquele grupo a nível de paróquia, poucos meses depois, comecei a coordenar a Pastoral da Juventude, e era representante de todos os grupos jovens da paróquia da qual fazia parte. No ano seguinte, coordenei o grupo a nível de Arquidiocese. Neste grupo, me apaixonei pela missão e pelo ‘ser missionário’. Por causa da minha coordenação, participava de uma reunião em que conheci uma consagrada, na época discípula, que muito me chamava atenção o seu jeito de ser, vestir e se portar. Poucos meses depois, fiz o meu primeiro Seminário de Vida no Espírito Santo, e a partir daquele dia, Deus mudou a minha vida de maneira total. Lembro-me que Deus me chamava a muito mais, a dar a minha vida, e aquilo me inquietava muito, pois eu não sabia o que estava acontecendo comigo. Certo dia uma grande amiga, com a qual sempre partilhei muito, me convidou para ver uma pregação na renovação carismática. Quem iria pregar era um missionário recém-chegado a Maceió, Darllan Pereira, e eu confesso que não me lembro de mais nada naquele dia, somente do jeito que ele olhou para mim. Peguei o seu número, mas ficou esquecido ali na minha agenda telefônica. Foi quando fiz um retiro de carnaval na comunidade Doce Mãe de Deus, e Deus veio até mim e por quatro vezes falou: “Erik, tu és Pedro, lança as tuas redes em águas mais profundas. Pare de pescar em pequenos lagos e adentre aos grandes oceanos.” Eu não sabia o que fazer, nem como fazer aquilo que Deus me pedia, então me lembrei do número do Darllan, perdido entre os meus contatos. Mandei uma mensagem explicando o que havia acontecido e poucos minutos depois recebi uma mensagem me chamando para conversar, e super me acolhendo como um pastor acolhe a ovelha. Logo depois dessa mensagem recebo uma outra, perguntando quem era que estava falando, porque ele não lembrava daquele número, ou seja, ele super me acolheu, super me amou, mas não sabia nem quem eu era direito. No outro dia fui conversar com ele, não conhecia sequer a Comunidade Shalom, e ali mesmo fiz meu plantão vocacional, era o último dia dos plantões, e já havia passado o vocacional aberto. Três dias depois eu era vocacionado da Comunidade, e a partir dali comecei um caminho de volta ao que eu sou verdadeiramente. Por diversas vezes, no meu vocacional, fui surpreendido por Jesus que sempre me lembrava que eu sou Pedro, pecador, fraco, mas escolhido para conduzir aqueles que Ele mesmo havia me entregue. Comecei em um grupo de oração, mas lá não fiquei muito tempo, pois logo assumi outro grupo de oração e hoje sou pastor do Emmanuel, grupo que veio do Acamp’s. Hoje posso dizer que sou feliz por ser Shalom, posso dizer que Deus veio ao meu encontro para me trazer de volta ao meu verdadeiro lugar. Posso dizer que por amor e por misericórdia, Deus também transforma a minha família. Minha mãe vai à Missa todos os domingos, meu pai canta no exército de Maria, vai à missa e aos terços todas as semanas. Hoje sou feliz por ser d’Ele, sou feliz por ser Shalom, por ser católico, por ser Projeto Juventude para Jesus! Que Deus nos abençoe e que Maria nos guarde. Shalom

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