Papa aos Movimentos: frescor do carisma, liberdade e comunhão

O Papa Francisco recebeu, na manhã deste sábado, na Sala Clementina, 350 participantes no III Congresso mundial dos Movimentos eclesiais e das Novas Comunidades, que, em seus dois dias de trabalhos, de 20 a 22, em Roma, aprofundaram o tema: “A alegria do Evangelho, uma alegria missionária”. Aos participantes do encontro, promovido pelo Pontifício Conselho para os Leigos, que dedicaram particular atenção a dois elementos principais da vida cristã, a conversão e a missão, intimamente interligados, o Papa explicou que, “sem uma autêntica conversão do coração e da mente não se pode anunciar o Evangelho. E, se não nos abrirmos à missão não é possível a conversão e a fé, por sua vez, se torna estéril. Por isso, o Pontífice indicou algumas diretrizes para o caminho de fé e de vida eclesial dos Movimentos e das Novas Comunidades: o frescor do carisma, o acolhimento e o acompanhamento e a comunhão. O carisma é necessário para a sobrevivência de um Instituto, mas as estruturas externas devem garantir a ação do Espírito Santo. A novidade das experiências das Comunidades não consiste apenas em métodos e em formas, mas a disposição de responder, com renovado entusiasmo, ao chamado do Senhor. Se forem apenas ideológicos, correm o risco de sufocar o próprio carisma. Eis porque é preciso voltar sempre às fontes dos carismas e reencontrar o impulso para enfrentar os desafios de hoje. A segunda indicação do Papa diz respeito ao modo de acolher e acompanhar os homens do nosso tempo, em particular os jovens. De fato, o homem de hoje passa por sérios problemas de identidade e tem dificuldade de fazer as próprias escolhas. Por isso, o Bispo de Roma frisou que é preciso resistir a tentação de substituir a liberdade humana. Por outro lado, a educação cristã requer um acompanhamento paciente da pessoa; a paciência é o único meio que leva a amar realmente o homem, levando-o a uma relação pessoal sincera com o Senhor. Enfim, a terceira linha mestra, para um caminho de fé e de vida eclesial das Novas Comunidades e Movimentos eclesiais, deve ser a comunhão, o dom mais precioso e o sigilo do Espírito Santo. A unidade, disse o Bispo de Roma, deve prevalecer sobre o conflito. A comunhão, em união com a jerarquia católica, consiste em enfrentar, juntos e unidos, as questões mais importantes, como a vida, a família, a paz, a luta contra a pobreza, a liberdade religiosa e a educação. Por fim, o Santo Padre resumiu estas três diretrizes: Papa:    “Per raggiungere la maturità ecclesiale…”. “Para atingir a maturidade eclesial, portanto, vocês devem manter o frescor do carisma, respeitar a liberdade das pessoas e buscar sempre a comunhão. Porém, jamais esqueçam que, para atingir esta meta, a conversão deve ser missionária: a força para superar as tentações e as insuficiências, vem da profunda alegria do Evangelho, que está à base de todos os carismas”. A nossa verdadeira missão em âmbito eclesial, concluiu o Papa, é a própria participação na missão de Cristo, que nos precede e nos acompanha na evangelização!     Cristiano Pinheiro, Assistente Internacional da Comunidade Católica Shalom, destacou também que o Santo Padre motivou as Comunidades a manterem uma constante postura de “conversão e missão”, estando sempre “em movimento”, e não paradas em si mesmas. O Fundador e a Co-Fundadora da Comunidade, Moysés Azevedo e Maria Emmir Nogueira, na ocasião, puderam saudar pessoalmente o Papa Francisco, assim como alguns outros fundadores, presidentes e moderadores de outras realidades eclesiais.  Assistência Internacional Shalom com informações da Rádio Vaticano 

37 milhões de pessoas ainda vivem com fome na América Latina e Caribe

Buscando soluções para os desafios da má nutrição, governos e representantes da região participam da Segunda Conferência Mundial sobre Nutrição, que começou nesta quarta-feira (19) em Roma. Buscando soluções conjuntas para lidar com os desafios da má nutrição na América Latina e no Caribe, governos e representantes da região participarão da Segunda Conferência Internacional sobre Nutrição, que começa nesta quarta-feira (19), na sede da Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO) em Roma, na Itália. A conferência intergovernamental de alto nível, que contará com a participação do ministro da Saúde do Brasil, Arthur Chioro, visa a centrar a atenção na má nutrição em todas as suas formas: subalimentação, deficiências de micronutrientes, sobrepeso e obesidade. Este será o primeiro fórum mundial que aborda estes problemas no século 21. “A região da América Latina e Caribe foi a única região do mundo que alcançou antecipadamente a meta de combate à fome dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, fruto do compromisso político regional, e é importante que os países compartilhem suas experiências com o mundo para enfrentar os desafios de nutrição do século 21”, disse a representante regional adjunta da FAO para a América Latina e Caribe, Eve Crowley. Durante a conferência, os países adotarão dois documentos importantes para firmar seu compromisso contra a má nutrição: a Declaração de Roma sobre a Nutrição e o Marco de Ação. A dupla carga da má nutrição na América Latina e no Caribe Segundo a FAO, ainda que a região seja considerada como um exemplo para o resto do mundo por adotar de forma pioneira a Iniciativa América Latina e Caribe sem Fome 2025, a fome ainda afeta a 37 milhões de pessoas na região, enquanto 7,1 milhões de crianças com menos de cinco anos sofrem de desnutrição crônica. A anemia por deficiência de ferro constitui o problema nutricional mais relevante, afetando 44,5% das crianças e 22,5% das mulheres em idade fértil. A obesidade afeta 23% dos adultos da América Latina e Caribe, enquanto que 3,8 milhões de crianças menores de cinco anos sofrem de sobrepeso. No Brasil, país que deixou o mapa da fome da FAO, mais da metade da população é obesa, segundo a agência da ONU.  Fonte: ONU Leia também: Papa Francisco: O faminto pede-nos dignidade, não esmola

O faminto pede-nos dignidade, não esmola

O Papa Francisco deixou na manhã desta quinta-feira o Vaticano transferindo-se para a Sede da FAO, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação para participar da Segunda Conferência Internacional sobre Nutrição. O Papa foi recebido pelo Diretor-Geral do organismo, o brasileiro José Graziano da Silva e pela Diretora-Geral da OMS, Organização Mundial da Saúde, Dra. Margaret Chan. No discurso pronunciado aos Representantes de governos de todas as partes do mundo, Francisco saudou a decisão de reunir nesta Conferência representantes de Estados, instituições internacionais, organizações da sociedade civil, do mundo da agricultura e do setor privado, com a finalidade de estudar juntos as formas de intervenção para garantir a nutrição, assim como as mudanças necessárias que devem ser acrescentadas às estratégias atuais. A Igreja, – continuou o Papa – como vocês sabem, sempre procura estar atenta e solícita em relação a tudo o que se refere ao bem-estar espiritual e material das pessoas, primeiramente das que vivem marginalizadas e estão excluídas, para que sua segurança e dignidade sejam garantidas. Francisco recordou que os destinos de cada nação estão mais do que nunca entrelaçados entre si, como os membros de uma mesma família, que dependem uns dos outros. Porém, – advertiu – vivemos numa época em que as relações entre as nações estão demasiadas danificadas pela suspeita recíproca, que às vezes se converte em formas de agressão bélica e econômica, mina a amizade entre irmãos e rechaça ou descarta quem já está excluído. E quem conhece bem esta realidade – afirmou – é quem carece do pão cotidiano e de um trabalho decente. Esta é a situação do mundo, em que é preciso reconhecer os limites de visões baseadas na soberania de cada um dos Estados, entendida como absoluta, e nos interesses nacionais, condicionados frequentemente por poucos grupos de poder. O Santo Padre citando a elaboração de novas normas e maiores compromissos para alimentar o mundo, disse esperar que, na formulação desses compromissos, os Estados se inspirem na convicção de que o direito à alimentação só será garantido se nos preocuparmos com o sujeito real, ou seja, com a pessoa que sofre os efeitos da fome e da desnutrição. E o Papa Francisco faz uma constatação: “Hoje em dia se fala muito em direitos, esquecendo com frequência os deveres; talvez nos preocupemos muito pouco com os que passam fome. Além disso, dói constatar que a luta contra a fome e a desnutrição é dificultada pela «prioridade do mercado» e pela «preeminência da ganância», que reduziram os alimentos a uma mercadoria qualquer, sujeita à especulação, inclusive financeira. E enquanto se fala de novos direitos, o faminto está aí, na esquina da rua, e pede um documento de identidade, ser considerado em sua condição, receber uma alimentação de base saudável. Pede-nos dignidade, não esmola”. Estes critérios – continuou o Papa – não podem permanecer no limbo da teoria. Pessoas e povos exigem que a justiça seja colocada em prática; não apenas a justiça legal, mas também a contributiva e a distributiva. Em seguida o Papa citou o interesse pela produção, a disponibilidade de alimentos e o acesso a eles; citou ainda as mudanças climáticas, o comércio agrícola, que devem certamente inspirar regras e medidas técnicas, mas a primeira preocupação deve ser a própria pessoa, aquelas que carecem de alimento cotidiano e que deixaram de pensar na vida, nas relações familiares e sociais e lutam apenas pela sobrevivência. Recordando a presença do Santo Papa João Paulo II, na inauguração da sala onde se realizou a Primeira Conferência sobre Nutrição, em 1992, citou o seu predecessor que alertou a comunidade internacional para o risco do “paradoxo da abundância”: existe comida para todos, mas nem todos podem comer, enquanto o desperdício, o descarte, o consumo excessivo e o uso de alimentos para outros fins estão sob nossos olhos. Infelizmente, este “paradoxo” continua sendo atual. O Papa citou então dois desafios a serem superados no que diz respeito à fome. O primeiro: a manipulação de dados, estatísticas, as exigências de segurança nacional, a corrupção ou lamentos melancólicos sobre a crise econômica. O segundo desafio que se deve enfrentar é a falta de solidariedade. Nossas sociedades – disse Francisco – se caracterizam por um crescente individualismo e pela fragmentação; isto termina privando os mais frágeis de uma vida digna e provocando revoltas contra as instituições. Quando falta a solidariedade em um país, todos ressentem. Também os Estados, concebidos como uma comunidade de pessoas e de povos, se fossem exortados a atuar de comum acordo, estariam dispostos a ajudar-se uns aos outros, mediante princípios e normas que o direito internacional coloca à sua disposição. O Papa indica como fonte inesgotável de inspiração, a lei natural, inscrita no coração humano, que fala uma linguagem que todos podem entender: amor, justiça, paz, elementos inseparáveis entre si. Como as pessoas, também os Estados e as instituições internacionais são chamadas a acolher e cultivar estes valores, no espírito de diálogo e escuta recíproca. Deste modo, o objetivo de nutrir a família humana se torna factível. Francisco chama então a atenção para o fato que cada mulher, homem, criança, idoso, deve poder contar com estas garantias. E é dever de todo Estado, atento ao bem-estar de seus cidadãos, subscrevê-las sem reservas, e preocupar-se com a sua aplicação. A Igreja Católica procura oferecer também neste campo sua contribuição, através de uma atenção constante à vida dos pobres em todos os lugares do planeta; nesta mesma linha se insere o envolvimento ativo da Santa Sé nas organizações internacionais e com seus múltiplos documentos e declarações. O Papa pede então critérios para o desenvolvimento de um sistema internacional equânime. Critérios que, no plano ético, se baseiam em pilares como a verdade, a liberdade, a justiça e a solidaridade; ao mesmo tempo, no campo jurídico, estes mesmos critérios incluem a relação entre o direito à alimentação e o direito à vida e a uma existência digna, o direito a ser protegidos pela lei, nem sempre próxima à realidade de quem passa fome, e a

Sínodo: Os desafios pastorais da sexualidade aberta à vida

A sétima congregação do sínodo extraordinário sobre a família foi aberta nesta quinta-feira, 9 de outubro, no Vaticano, com o canto da hora terceira. É o quarto dia desta reunião mundial de bispos convocada pelo papa Francisco, que, até 19 de outubro, tratará da situação da família no mundo de hoje. Após o sínodo, haverá ainda consultas às conferências episcopais e, em 2015, outro sínodo focado em sugerir as propostas pastorais que ajudarão o papa nas decisões que ele julgar necessárias. O bispo de Xai-Xai, em Moçambique, dom Lúcio Andrice Muandula, convidou os participantes a se deixarem “guiar pela sabedoria bíblica num mundo cada vez mais globalizado, onde somos chamados a instaurar um diálogo de fé”. Ele reconheceu que existe hoje o perigo “de perder a confiança em Deus e adotar um estilo de vida completamente pagão” e pediu “ao Bom Deus que ilumine com seu Espírito de sabedoria os trabalhos desta jornada”. Na pauta desta quinta: “Os desafios pastorais sobre a abertura à vida”, seguindo a ordem do Instrumentum Laboris. O presidente delegado de turno, o cardeal André Vingt-Trois, arcebispo de Paris, disse que a mentalidade atualmente dominante dificulta a concepção antropológica cristã favorável aos métodos naturais de controle da natalidade. Ele propôs divulgar com uma nova linguagem e em parceria com o mundo universitário a coerência da visão antropológica proposta pela Igreja. Existem consequências na prática sacramental, observou ele: há casais que acham que os anticoncepcionais não são pecado e recebem a comunhão sem qualquer problema de consciência. André Vingt-Trois convidou o sínodo a “incentivar a mentalidade aberta à vida para contrapô-la à mentalidade contraceptiva e à difusão de um modelo antropológico individualista, que provocam, em diversas regiões do mundo, uma baixa natalidade e que têm consequências sociais e humanas pouco levadas em consideração”. O cardeal acrescentou que, neste contexto, “é necessário reconhecer a utilidade das formas de planejamento familiar relacionadas com as dioceses e com as associações familiares”, porque “elas se tornam testemunhos da beleza e do valor da abertura à vida”. Em seguida, o arcebispo de Paris apresentou os cônjuges brasileiros Arturo e Hermelinda Zamperlini, responsáveis pelo Movimento das Equipes de Nossa Senhora no Brasil. Eles estão presentes no sínodo como auditores e hoje deram o seu testemunho sobre a defesa da sexualidade sadia diante do erotismo exacerbado. Fonte: Zenit

No Facebook, mais do que mensagens, dar o nosso testemunho

A questão da comunicação entrará plenamente no sínodo da família, será de grande importância, e a vemos na mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, publicado nessa segunda-feira, disse o presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, o arcebispo Claudio Maria Celli. Disse também que as redes sociais não são apenas um instrumento, mas também um ambiente onde as pessoas moram e trabalham. Recordou que o papa Francisco convidou os católicos a estarem nelas e que é preciso, mais do que mensagens religiosas, colocar o próprio testemunho. Isso pode aproximar muita gente da Igreja, embora seja necessário, depois, aproximar estas pessoas fisicamente da comunidade cristã onde se recebe os sacramentos. ZENIT: Excelência, acabam de ser realizados dois congressos sobre comunicação com bispos. Por quê? – Mons. Celli: Estes seminários fazem parte do diálogo colaborativo que há entre o Pontifício Conselho das Comunicações e o CELAM. Esta iniciativa de realizar seminários para bispos começou há algum tempo. Já fizemos dois no Brasil no ano passado, e um na Argentina para os Bispos do Cone Sul; outro em Cuba. Este ano, no entanto, fizemos um na Bolívia, Cochabamba, para os bispos do Peru e Bolívia. O segundo segunda foi em Bogotá para os bispos da Colômbia, Equador e Venezuela. Em Novembro vamos fazer um no México com toda a Conferência Episcopal. E também em novembro estaremos em Manágua, com todos os bispos da América Central e do Caribe. ZENIT: Qual é o problema de fundo? – Mons. Celli: É ajudar os bispos a entender o que está acontecendo no mundo da comunicação, e entender que as tecnologias de comunicação atuais não são apenas instrumentos, mas oportunidades que criam um novo ambiente existencial. E esta é a grande descoberta. Não um instrumento a mais na mão, mas que essas tecnologias são um ambiente de vida onde os homens trabalham e vivem. Por exemplo, hoje em dia um jovenzinho europeu passa de 3 a 5 horas no computador. E este ambiente de vida é uma rede, e também as redes sociais. Então, o nosso problema é ajudar os bispos a entender que a comunicação hoje em dia não é mais apenas uma ferramenta, como ter um rádio, uma TV ou um jornal. Mas ver como as novas tecnologias criam desafios e oportunidades para a Igreja anunciar o Evangelho. ZENIT: E, como os católicos devem relacionar-se com as redes sociais? – Mons. Celli: O Papa Francisco diz claramente: não tenha medo de entrar nas redes sociais. É verdade, não é um convite ingênuo, embora o Papa conheça perfeitamente os limites e perigos das redes sociais. Mas, diz: estejam presentes e deem testemunho. E de forma muito simpática fala que não se trata de bombardear as redes sociais de mensagens religiosas. Não fazer proselitismo, mas dar testemunho. Por isso, as pessoas têm que dar testemunho dos valores em que acreditam, com a própria presença, com os próprios juízos, com os próprios valores, com a sua avaliação das coisas. É verdade que muitas pessoas conhecerão Jesus Cristo nas redes sociais. Porque muitos homens e mulheres de hoje nunca colocaram o pé em uma igreja, mas poderão encontrar o Senhor nas redes sociais. Isso é um desafio. ZENIT: Então, dar testemunho, não é mesmo? – Mons. Celli: Um leigo, por exemplo, pode expressar o seu juízo, avaliações sobre a vida de hoje, sobre um evento, uma notícia, sobre como ele reage diante da vida. Porque já Paulo VI dizia: “O mundo de hoje acredita mais nas testemunhas do que no s mestres. E se acredita no Mestre é porque Jesus é testemunho. Há uma frase muito bela que usava o papa Bento XVI e que Francisco retomou: ‘A Igreja cresce por atração, não por proselitismo’ e, por exemplo, é necessário fazer presente o próprio testemunho, os próprios sentimentos. O Papa pede para ser autênticos e dar valor aos valores. ZENIT: E os sítios que fazem o anúncio formal? – Mons. Celli: Sim, também estão as que fazem um anúncio formal ZENIT: É suficiente o ambiente digital?. Conheci pessoas, por exemplo, em um congresso que tinha conhecido o Senhor visitando um sítio web monástico, e disse em público que ‘se hoje recuperei a fé foi graças a esse sítio’. Mas, não temos que virar pregadores ambulantes, não devemos bombardear com as mensagens religiosas. Contrariamente seria suficiente ter um computador e enviar uma frase do evangelho de tempo em tempo. Não é isso, mas o testemunho dado com o próprio exemplo e estilo de vida. – Mons. Celli: Segunda coisa importante: não posso me tornar um discípulo do Senhor só na internet. Devo ter uma comunidade específica que me acolha. Não posso imaginar que minha vida cristã só esteja ligada à Internet. Posso começar a conhecer, a entender,  posso abrir cenários em minha mente e coração, mas depois preciso encontrar uma comunidade concreta com a qual caminhar. Basta pensar nos sacramentos, não posso obtê-los pela internet. ZENIT: Então, como ir do digital para uma comunidade real? – Mons. Celli: E aqui é necessário encontrar pessoas que me ajudem a fazer esta passagem da internet para a comunidade real. Por exemplo convidar aos próprios encontros na comunidade. Este é o grande desafio. ZENIT: No sínodo da família, seu dicastério vai dizer algo sobre a família e comunicação? – Mons. Celli: Não podemos ter uma visão reducionista do sínodo, que também tocará o tema do evangelho da família. E posso antecipar-lhe que o próximo tema das Jornadas Mundiais da Comunicação Social será comunicação e família. O papa quer que o tema da comunicação entre no tema da família. Tendo dois sínodos pela frente, o de outubro e o de 2015, é inegável que o tema da família será fundamental. Já verá o tema, que será publicado na próxima segunda-feira. O tema da mensagem será publicado no do dia da festa dos Arcanjos. (Entrevista original em Espanhol, 27-09-2014)   Fonte: Zenit

Shalom no encontro sobre Projeto Pastoral da Evangelii Gaudium

Começou hoje, dia 18 de setembro, em Roma, o Encontro Internacional “O Projeto Pastoral da Evangelii Gaudium” promovido pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. O encontro acontece na célebre “Aula Paolo VI”, dentro dos muros do Vaticano, ao lado da Basílica de São Pedro e durará até o próximo sábado, dia 20 de setembro. O evento reúne conferencistas e participantes dos cinco continentes, dentre cardeais, bispos, alguns fundadores de comunidades e leigos. O encontro se propõe a aprofundar a reflexão sobre as aplicações concretas do magistério da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium do Papa Francisco. A primeira palavra foi do canadense, fundador da Comunidade “de l’Arche” (‘A Arca’), Jean Vanier, falando sobre “Escutar os Pobres”. Logo em seguida, a palavra foi do Mons. Octavio Ruiz Arenas, secretário do dicastério organizador do encontro. Na programação está previsto um encontro do Papa Francisco com os participantes, na tarde desta sexta-feira, 19 de setembro. Certamente, este será o ápice do evento. Membros da Assistência Internacional da Comunidade Shalom participam do evento e testemunham que “de fato, este momento internacional de comunhão e de testemunho servirá para aprofundar em nós o desejo e a urgência de anunciar o Evangelho, com alegria, ousadia e coragem.” Os vários pastores, leigos, religiosos e membros de movimentos e comunidades presentes no encontro evidenciam a universalidade da Igreja e confirmam o alcance sem fronteiras ao qual o alegre anúncio evangélico da Igreja deve se alargar. “Acreditamos que seja impossível permanecer apenas na ‘teoria’ deste fascinante documento que é a Evangelii Gaudium. O texto exala o verdadeiro ‘perfume do Evangelho’. Para mim, através dele o Papa Francisco nos faz entender melhor o ‘estilo evangelizador’, o ‘estilo de vida’ do próprio Jesus. Certamente, dele nasce a urgência de anunciar a Boa Nova de forma muito concreta e audaz”, diz Cristiano Pinheiro, assistente internacional da Comunidade Shalom. Haverá ainda palestras do Mons. Rino Fisichella (Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização), Cardeal Philippe Barbarin (arcebispo de Lyon, França), o bispo brasileiro, auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Paulo Cesar Costa, dentre outros.

Iraque: cristãos e minorias correm riscos se não houver intervenção

O Cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos e Enviado Pessoal do Papa, prossegue a sua missão entre os refugiados no Iraque. Atualmente se encontra em Irbil, no Curdistão. Amanhã, terça-feira, irá à Bagdá onde entregará uma mensagem do Papa ao Presidente iraquiano. O Cardeal falou com a Rádio Vaticano sobre a situação dos refugiados: Card. Filoni: “Dia após dia se vê que, mesmo na precariedade, se encontram soluções oportunas para facilitar a presença deste mais de vinte mil refugiados aqui em Irbil, sobretudo na cidade de Ankawa, uma cidade quase que totalmente cristã caldeia, onde foram hospedados em vários lugares, dos jardins próximos à igreja á própria igreja, nos locais de catecismo, e mesmo nos centros que foram colocados à disposição mas onde, obviamente, se deve enfrentar os problemas de estrutura: pensemos aos banheiros, chuveiros….aqui faz 48º C! Portanto, as exigências destas pessoas são bens de primeira necessidade. Naturalmente, após esta primeira organização, começa a surgir mais forte o problema do futuro. Assim, estamos um pouco nesta situação. Todas as autoridades nos garantiram a sua colaboração. È necessário pensar que aqui no Iraque hoje existe 1 milhão e 200 mil refugiados, 400 mil crianças, pessoas pertencentes a vários grupos religiosos e étnicos… E depois existe todo o problema da segurança e isto envolve a presença das autoridades e a segurança destes mesmos locais. Depois, tem toda a questão dos ‘peshmerga’ que estão procurando retomar e controlar os territórios que precedentemente não estavam sob o controle deles”. RV: O Patriarca Caldeu Sako lançou um apelo à comunidade internacional para liberar os povoados ocupados pelos jihadistas. O senhor se uniu a este apelo… Card. Filoni: “Sim. Com efeito, fazendo um giro sobretudo na parte norte, constatamos as situações precárias que foram criadas. Gostaria de dizer que existem questões relativas justamente à certeza por parte destas pessoas de pode viver, mesmo se em locais de refúgios, mas de qualquer forma, em segurança. Da nossa parte, o que solicitamos – eu, enquanto cardeal, o patriarca e os bispos – o fizemos em nome de todas as pessoas, que em todos os lugares por onde andamos nos pediram isto. Aquilo que o patriarca colocou por escrito é exatamente aquilo que os cristãos disseram. Portanto, não somos nós porta-vozes de alguma coisa nossa, mas de vozes que surgiram em todos os locais por onde andamos, quer entre católicos, cristãos, yazidi, outras minorias. Isto eu gostaria de dizer com clareza, pois me parece oportuno que sejam compreendidas as exigências e desejos de todas as pessoas que encontramos”. RV: Existe o perigo que os cristãos e as outras minorias religiosas estejam a risco no Iraque caso não se fizer nula? Card. Filoni: “Certo! È este o gravíssimo problema! Portanto, por isto que diremo que o apelo mesmo pede uma intervenção urgente, que depois, faz eco àquilo que o Santo Padre pediu escrevendo às Nações Unidas”. RV: O senhor sabe que o Papa rezou pelo senhor, em Seul?   Card. Filoni: “Não, é uma notícia que você me dá agora…” RV: O Papa ao final da Oração dos Fiéis, disse estas palavras: “…Pelo Cardeal Fernando Filoni que deveria estar entre nós, mas que não pode vir pois foi enviado pelo Papa ao povo sofredor do Iraque, para ajudar os perseguidos e despojados, e a todas as minorias religiosas que sofrem naquela terra. Que o Senhor lhe seja próximo em sua missão”. Estas foram suas palavras. Card. Filoni: “…aproveito esta ocasião, obviamente para agradecer… fico um pouco emocionado em saber disto…” RV: São palavras muito bonitas ditas em um momento particular, durante a Missa pela paz e a reconciliação…. Card. Filoni: “Tenhamos presente que mais que as pessoas, o povo daqui tem necessidade de ser apoiado. Ontem de noite, quando celebramos uma grande Missa aqui em Irbil com a Igreja muito cheia, onde manifestei a proximidade por parte do Santo Padre, o afeto, o encorajamento. Não estávamos somente nós, daqui, os refugiados e a comunidade cristã de Irbil, mas em qualquer lugar aonde andamos dissemos para unirem-se espiritualmente a este nosso ato de culto, e portanto, mesmo se eram dispersos nos vários povoados, nós os tínhamos presentes neste momento particular da Missa em favor dos refugiados, em apoio às suas vidas. Portanto, éramos um pouco uma comunidade presente, mas também os ausentes estavam espiritualmente presentes”.   Fonte: news.va

Um grito de paz para Israel e Palestina também do Fiuggi Film Festival

No contexto da trágica atualidade do conflito em Israel e Palestina, o documentário Jerusalem, Dreams and Reality, já em programa para a sétima edição do Fiuggi Family Festival (19 a 26 de julho), será exibido duas vezes, em dois dias diferentes. O documentário, dirigido por Lia G. Beltrami e produzido por Aurora, ilustra o resultado, entre desejos e realidade, do revolucionário projetoWomen of Faith for Peace: Jerusalem ativo há quatro anos com o objetivo de valorizar o papel das mulheres como promotoras de diálogo e da mensagem de paz. Presentes na primeira exibição, amanhã, às 19h, além da diretora, Daniela Poggi, por Aurora o produtor Andrea Morghen, o cineasta Emanuele Rainaldi, o diretor Michael Banzato, o compositor Alberto Beltrami. Convidados de honra o embaixador do Gana na Itália já presidente da agência Onu World Food Programme, Evelyn Anita Stokes-Hayford; juntamente com Nuha Farran (YMCA Jerusalém); o presidente da Fundação Ente dello Spettacolo, Ivan Maffeis; o Secretário-Geral de Religion For Peace da Itália, Luigi De Salvia; o produtor Mauro Castellini; o diretor Marco Pisano; o produtor de discos, Stefano Micocci. Como mais uma prova de como a união faz a força, também está presente no festival, para a ocasião, Nuha Farran, representante da sede em Israel de Young Men’s Christian Association,uma organização cristã ecumênica que fornece suporte para meninos e meninas e às suas atividades. “Nós também temos o prazer de colocar à disposição a nossa mídia e nosso público para divulgar o urgente apelo de paz e a mensagem de esperança de um diálogo de amizade entre  israelenses e árabes – diz o diretor do Fiuggi Family Festival, Angel Astrei – O documentário de Lia Beltrami, junto com as personalidades que irão participar da projeção, é a prova tangível da existência de milhares de projetos bem-sucedidos, importantes e cheios de força pela paz nestas regiões atingidas por um conflito antigo, que parece não ter fim”. A casa de produção Aurora, em seus dois setores Aurora Films e Aurora Network, nasce do encontre entre a comunidade Novo Horizonte, fundada por Chiara Almirante e Lia G. Beltrami. Também foi convidado à projeção o Sr. Franco Panizza.   Fonte: ZENIT

J-Ax lamenta perseguição contra Suor Cristina

J-Ax, o “coach” de Irmã Cristina Scuccia, a religiosa que ganhou a última edição do reality de canto “The Voice” Itália, revelou em uma entrevista concedida a um jornal local a “perseguição religiosa” que a jovem sofreu enquanto esteve no programa. Em uma entrevista concedida ao jornal Il Garantista, Alessandro Aleotti –nome verdadeiro de J-Ax– conta que quando terminou o concurso chamou irmã Cristina e também a madre superiora de sua comunidade. “Disse que ‘hoje me confio às mãos das ursulinas e do Vaticano!’ porque foi uma coisa ruim também para mim. Nunca teria pensado que as pessoas –falo também das pessoas no trabalho, dos outros artistas– pudessem permitir o ataque a uma religiosa deste modo”. “Ninguém o teria feito com um monge budista”, adicionou. Ao ser perguntado sobre a existência da perseguição contra os monges budistas, o cantor diz estar de acordo em que isso efetivamente aconteça, “mas, muito menos que com Irmã Cristina. Há muita gente que a viu como uma invasão de parte da Igreja”. Diversos meios e personagens na Itália questionaram a participação da religiosa, que logo depois de ganhar The Voice pediu a todos que rezem o Pai Nosso para que “Jesus entre aqui”. J-Ax comenta depois que se define “leigo porque neste momento não quero criar confusões, mas minha viagem espiritual está agora em marcha. Nós não conseguimos ver a verdade porque nosso cérebro é muito pequeno”. “Acho que podemos chegar a ela (a verdade) percorrendo o caminho científico e o caminho espiritual juntos, mas não acredito nas estruturas religiosas porque com os anos demonstraram ser o contrário daquilo que dizem ser. Dito isto, existem sacerdotes e ursulinas que fizeram coisas grandiosas”. Sobre as razões que o levaram ao The Voice, J-Ax comenta que uma delas foi a experiência de uma “crise cultural” sobre seu suposto “machismo”. “Enquanto que J-Ax faz dois anos não teria se permitido emocionar com a Irmã Cristina, hoje não me envergonho de ter derramado algumas lágrimas”, como quando escutou pela primeira vez à religiosa cantar “No One” de Alicia Keys. Sobre seu futuro e sua amizade com Irmã Cristina, o cantor italiano afirma que “agora quero fazer meu disco, me separo de tudo isso e volto ao lugar de onde venho, mas se precisarem de mim, se há perigo, que me chamem”. “Também lhe dei um conselho, digamos, de trabalho. Uma das coisas que define um homem é a palavra. E eu dei a minha palavra a esta moça de que ia defende-la, que ia ser seu escudo. Tenho feito isso e sempre o farei”, conclui.  Fonte: ACI

A saúde do Papa

“Especulações completamente sem fundamento”: assim o Diretor da Rádio Vaticano e da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, responde às notícias publicadas recentemente pela imprensa de que o Papa Francisco estaria doente depois de cancelar ou reduzir alguns compromissos de sua agenda. Leia a seguir a entrevista exclusiva que o Pe. Lombardi concedeu ao Programa Brasileiro. Programa Brasileiro:- Pe. Lombardi, partimos de um fato destes dias: parte da imprensa brasileira tem especulado sobre a saúde do Papa, com ilações de que Francisco não estaria muito bem. O que o senhor pode nos dizer a esse respeito: Pe. Lombardi:- São especulações completamente sem fundamento. Em parte, essas especulações se devem ao fato que publicamos qual é a atividade do Papa durante o período de verão (europeu), portanto, a redução de seus compromissos habituais neste período. Isso significa que não haverá as audiências gerais do mês de julho e as missas na Casa Santa Marta nos meses de julho e agosto. Isso foi interpretado por alguns como redução dos compromissos por motivo de saúde. Isso é absolutamente desprovido de razão, porque é exatamente a mesma coisa que se fez no ano passado, em que não houve as missas da manhã durante todo o mês de julho e de agosto e não houve as audiências gerais durante todo o mês de julho e, inclusive, foram depois suspensas também durante o mês de agosto porque havia poucas inscrições. Então isso é normal, não há nenhum motivo particular de saúde do Papa. Aproveito para recordar que também seus predecessores faziam o mesmo tipo de redução dos compromissos durante o período do verão. João Paulo ia para lugares de montanha durante o mês de julho e não fazia nenhuma audiência geral. Também Bento XVI ia para Castel Gandolfo, e as audiências gerais eram suspensas durante o mês de julho. Portanto, se trata de algo absolutamente normal feito pelos predecessores. Uma redução dos compromissos do Papa é também uma redução do trabalho de seus colaboradores. O Papa não está sozinho no Vaticano ou na Igreja: toda iniciativa do Papa envolve muitas pessoas que trabalham em função dos compromissos do Santo Padre, que devem desempenhar vários serviços relacionados à atividade do Papa. Devem receber os pedidos de participação nas audiências, distribuir os bilhetes, dispor as cadeiras, colocar as coisas em ordem, limpar, em suma, fazer tantas coisas. Inclusive para as missas que celebra na Casa Santa Marta várias pessoas trabalham quer para a preparação, quer para a realização e o acolhimento dos grupos todas as manhãs. O Papa sabe que também essas pessoas precisam repousar de vez em quando. O Papa e seus colaboradores devem ter um ritmo humano de trabalho. É justo que, durante o período de verão, haja uma redução dos compromissos. É algo absolutamente normal e não há nenhum motivo de saúde. Noto que o Papa Francisco decidiu, como no ano passado, permanecer na Santa Marta durante o verão. Não ir para fora de Roma, mas ter um período com menos compromissos públicos que lhe permite fazer outro tipo de trabalho, de reflexão, de oração, com um ritmo mais calmo, mas também que lhe permite pensar, escrever. Nos meses de verão do ano passado, o Papa escreveu a Evangelii Gaudium, que é um grande documento, muito importante para toda a Igreja. Certamente, houve a oportunidade para que pudesse pensá-lo e escrevê-lo. Se todos os dias ele tiver audiências, colóquios e outras coisas, nunca terá tempo para pensar em algum documento ou em alguma reflexão mais aprofundada. Agora, sabemos que está sendo preparada uma nova Encíclica, da qual falou, sobre a proteção da criação, sobre a ecologia. Há inúmeros empenhos importantes do Papa para o próximo outono, há o Sínodo sobre a Família, outras viagens. Há pouco anunciou a viagem à Albânia. Depois há viagem à Ásia e assim por diante. Os compromissos são numerosos e também a preparação para esses empenhos requer concentração e tempo. O verão deste ano servirá para isso. Destaco ainda que, no ano passado, no mês de julho o Papa foi ao Rio para a Jornada Mundial da Juventude e, depois, fez um período mais longo de descanso dos compromissos públicos em agosto. Este ano será o inverso, porque em agosto o Papa irá à Coreia, uma longa viagem em outro continente. Portanto, os compromissos serão mais reduzidos em julho, de modo que tenha um tempo de interrupção. Programa Brasileiro:- Portanto, Pe. Lombardi, na verdade este período de verão em que não há compromissos públicos do Santo Padre, é um período ao invés em que o Papa trabalha muito, como o senhor reiterou. Há esses compromissos, há a Encíclica sobre a ecologia em preparação, certamente este período podemos prever também um tempo disponível para toda essa preparação, para a redação do documento…. Pe. Lombardi:- Não cabe a nós fazer a agenda do Papa e ditar quais trabalhos que ele tem que fazer. O Papa certamente é muito ativo, prepara documentos, faz reflexões. Mantém encontros. No ano passado, mesmo sem as audiência públicas, realizou durante o verão encontros e atividades que eram importantes para desenvolver suas reflexões. Portanto, não é certamente um tempo “vazio”, é um tempo “cheio”, mas de maneira diferente, sem os compromissos públicos que caracterizam a agenda normal: não há audiências a chefes de Estado ou a outras grandes personalidades. Não há as grandes audiências na Praça no mês de julho, porém o Papa igualmente trabalha, reza, estuda, escreve e encontra pessoas como faz habitualmente. Gostaria de acrescentar outra pequena consideração: houve dias em que o Papa suspendeu algumas audiências previstas e as adiou para outro momento. Isso aconteceu porque havia naquele dia um motivo para descansar um pouco, devido a uma leve indisposição ou outra razão. Também isso deve ser considerado absolutamente normal para uma pessoa que tem um ritmo de atividade incrível, como o Papa tem, que trabalha de manhã, à tarde, quase sempre sem interrupção. Portanto, se ele tira um momento de repouso, naturalmente deverá mexer ou adiar alguns dos compromissos assumidos.

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