A Oração como o caminho seguro de união com Deus

A minha experiência com Santa Teresa D’Avila foi algo bem simples. Quando estive em missão eu me perguntava como que Teresa rezava? Uma das coisas que fui percebendo de Teresa e que foi me fazendo entender que de fato Só DEUS BASTA, foi compreender que a vida dela vai dizendo muito isso pelas suas ações. Muitas vezes a oração de Santa Teresa era na carroça, ela ia para as missões ali mesmo. Pelo exemplo de Teresa, eu, Rodrigo, quando vejo que não é possível rezar em casa, rezo onde eu estiver, mesmo dentro de um ônibus, fazendo a Lectio Divina ou chegando mais cedo no ponto para pode rezar. Também de está refletindo sobre a vida da oração, sobre entrar no castelo e ela faz entender que é um caminho simples para todos, começando a rezar a gente já entra no castelo e ela vai deixando claro que as primeiras moradas são desafiantes e a luta dos sentidos então didáticas. As experiências com Teresa me faz viver as didáticas, me faz entender que a oração com Deus é muito didático na nossa vida, por exemplo quando eu lia o livro da vida, ela vai falando que muitas vezes não conseguia rezar estando na capela e contemplava a natureza. Eu também muitas vezes iniciava a oração com a leitura do livro ate mesmo quando ela não conseguia rezar na capela ela rezava com a natureza quando ela percebia que estava entrando em oração ela voltava ela dizia: Meu filho não conseguir entra em oração saia e contemple a Deus na criatura mas não se perca pela caminho, volte assim que você perceber entrou em oração volte e ali que pra você esta e ali ela dando o testemunho dela por fim. Com a firmeza de Teresa tive uma experiência em que uma vez eu estava me questionando muito a Deus porque tantas humilhações a gente vai vivendo e no livro da vida ela ia respondendo: “O senhor permite a nós muitas humilhações para que no tempo da graça ele nos forme e nos purifique nossas vontades, nossos desejos e nossas intenções.” O Senhor vai nos purifica para no tempo vindouro quando vierem as grandes graças do Senhor, nós com essas graças alcançadas reagerimos como o Senhor reagia, então a salvação de Deus ate nas humilhações Teresa me fazia compreender esse caminho de salvação. Rodrigo Sergio  Comunidade Aliança  Shalom Santo Amaro 

O aparecimento que Transformou a Fé de um Povo

Foi em 1717 que uma imagem simples e quebrada transformou a fé de um povo, até receber o título de Padroeira do Brasil. Tudo começou quando os pescadores João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia… …foram encarregados de conseguir peixe para o banquete que a Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá iria oferecer a Dom Pedro de Almeida e Portugal, o Conde de Assumar, que na época também era o Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, e estava visitando a região, no período de 17 a 30 de outubro de 1717. Foi após várias tentativas que os três pescadores tiraram das águas escuras do Rio Paraíba uma imagem de Nossa Senhora, que veio nas redes em dois pedaços: primeiro o corpo e, em seguida, rio abaixo, a cabeça. João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia, depois de colocar a imagem dentro do barco, puderam vivenciar a ação da Mãe de Deus. Os pescadores, que antes não tinham conseguido pescar nada, encheram as suas redes com uma quantidade abundante de peixes. Antes de levarem os peixes para o banquete, entregaram os pedaços da estátua a Silvana da Rocha Alves, esposa de Domingos, irmã de Felipe e mãe de João, que reuniu as duas partes com cera e a colocou num pequeno altar na casa da família, agradecendo a Nossa Senhora o milagre dos peixes. Nascia ali uma devoção, reunindo todos os sábados os moradores da região para rezarem o terço e cantarem a ladainha. Um oratório para receber os devotos da ‘Aparecida’ das águas Entre 1717 e 1732, a imagem peregrinou pelas regiões de Ribeirão do Sá, Ponte Alta e Itaguaçu. Em 1732, Felipe Pedroso entregou a imagem a seu filho Atanásio Pedroso, que construiu o primeiro oratório aberto ao público. A primeira igreja foi aprovada em 1743 Em virtude da expansão da devoção à Nossa Senhora ‘Aparecida’ das águas, o vigário de Guaratinguetá, padre José Alves Vilela, e alguns devotos construíram, no ano de 1740, uma pequena capela. Nela acontecia a reza do terço e o cântico das ladainhas, mas não se celebrava a Eucaristia. Em 1743, o Pe. Vilela fez um relatório dos milagres e da devoção do povo para com Nossa Senhora Aparecida e enviou ao Bispo do Rio Janeiro, Dom Frei João da Cruz, para que ele aprovasse o culto e autorizasse a construção da primeira igreja em louvor à imagem que ficou conhecida como Mãe Aparecida. A aprovação aconteceu em 5 de maio em 1743. A inauguração da igreja – Basílica Velha A igreja foi construída no Morro dos Coqueiros, atual colina onde está localizado o centro da cidade de Aparecida, em terra doada pela viúva Margarida Nunes Rangel, com escritura passada em 6 de maio de 1744. A inauguração da igreja … que deu também origem ao Santuário, aconteceu na festa de Santa Ana, no dia 26 de julho de 1745. Nesta ocasião foi inaugurado também o povoado com o nome de ‘Capela de Aparecida’. No dia 25, a imagem foi levada em solene procissão a nova igreja e colocada no nicho do altar. No dia 26, aconteceu a benção da imagem e a celebração da primeira missa. Esse foi o primeiro Santuário que acolheu multidões. Foi construído em taipa de pilão e, por isso, não resistiu ao tempo. Em 1844, apresentou risco de desmoronamento e o setor administrativo da capela resolveu pela construção de um novo templo.   Nossa Senhora de Aparecida, Rogai por Nós! , 

Nossa Senhora do Rosário

A devoção a Nossa Senhora do Rosário é uma das mais antigas na história da Igreja Católica e há registros de que a primeira aparição da santa teria sido registrada em 1208, a São Domingos de Gusmão. Nossas Senhora teria aconselhado a São Domingos a rezar o Rosário como forma de conversão da humanidade. A data escolhida para celebrar Nossa Senhora do Rosário remete à Batalha de Lepanto, ocorrida em 1571, quando uma esquadra de navios da Liga Santa derrotou o Império Otomano, no largo de Lepanto, na Grécia. Naquele dia, cristão recitavam o rosário e, através da intercessão de Maria, alcançaram a vitória. Acredita-se que a oração do rosário surge com os monges anacoretas, nos primeiros séculos do cristianismo, que usavam pedrinhas para contar o número das orações. A oração do rosário, mais à frente, foi inspirada por Nossa Senhora a São Domingos. Na época, os fiéis eram pouco alfabetizados e não conseguiam ler a palavra de Deus para rezar. Foi então que ele ensinou aos cristãos a rezar 150 Ave-Marias, conhecida como a saudação angélica. Assim ele formou os agrupamentos de 50 Ave-Marias e seus mistérios, conhecidos como: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. Ela lhe disse que muitas graças e milagres seriam alcançados por meio desse modo e reafirmou os ditos a São Domingos. Contemplação dos Mistérios do Rosário Atualmente o Santo Rosário é dividido em quatro conjuntos de mistérios, onde contemplamos os momentos da vida de Jesus e de Maria. Os quatro conjuntos de Mistérios são: Mistérios Gozosos nos quais se contemplam a anunciação do Anjo a Maria; a visita de Maria a sua prima Isabel; o nascimento de Jesus em Belém; a apresentação de Jesus no templo; e Jesus perdido e achado no templo entre os doutores da lei. Mistérios Dolorosos nos quais se contemplam a agonia de Jesus no Horto das Oliveiras; a flagelação de Jesus; a Coroação de Espinhos; Jesus carrega a Cruz até o Calvário; a Crucificação e morte de Jesus. Mistérios Gloriosos nos quais se contemplam a Ressurreição de Jesus; a sua Ascensão ao Céu; a vinda do Espírito Santo Sobre os Apóstolos e Maria; a Assunção de Maria ao Céu; a coroação de Maria. Mistérios Luminosos foram escritos pelo próprio Papa João Paulo II, em sua carta apostólica, Rosarium Virginis Mariae, no ano de 2002. Nestes mistérios contemplam-se toda a Vida pública de Jesus: o Batismo no Rio Jordão; o Milagre nas bodas de Caná; a proclamação do Reino do Céu e o convite a Conversão; a Transfiguração de Jesus no Tabor; a Instituição da Eucaristia.     Nossa Senhora do Rosário, Rogai por nós! 

Uma Oferta de Amor e Sacrifício!

Santa Teresa de Lisieux, ou Santa Teresinha do Menino Jesus, como é mais conhecida, nasceu em Alençon, França, em 02/01/1873 e faleceu no Carmelo de Lisieux, em 30/09/1897, com apenas 24 anos. Filha de dois Santos da igreja, Luiz e Zélia Martin, escolheu a vida contemplativa. Foi beatificada e canonizada por Pio XI, que também a proclamou padroeira das missões, apesar de jamais ter saído do Carmelo. Foi missionária pelo desejo, pela oração e pelo sacrifício. Teresa não desceu do céu, como se fosse um anjo… Antes que o mundo celebrasse Santa Teresa de Lisieux e seu caminho de infância, existiu uma criança: Teresa Martin de Alençon. Ela é exatamente o misterioso fruto daquelas preparações silenciosas”. Françoise Marie Thérèse Martin, nome de batismo, é a caçula de uma família de nove filhos, quatro dos quais morreram na infância. Ela perdeu a mãe aos 4 anos e meio e ficou muito marcada pela lembrança da mãe e por sua perda. Maria e Paulina, as duas filhas mais velhas, ficaram, então, a cargo de cuidar das três irmãs mais novas. Teresa se apega muito à sua irmã Paulina e passa a lhe tratar como sue fosse sua mãe. Em 1877, seu pai muda-se para Lisieux, com suas 5 filhas, para poder contar com a ajuda de sua cunhada na criação delas. Teresa, a essa altura, é uma garotinha alegre e de caráter forte, torna-se após a morte de sua mãe “tímida e gentil, sensível aos excessos”. No final de 1882, Teresa adoeceu com uma doença que lhe causou mal-estar e dores de cabeça, lhe deixando em estado grave. Muito preocupada, a família reza a Nossa Senhora do Sorriso. Suas irmãs rezam aos pés da cama de Teresa ao se voltar para a Imagem da Virgem ela então vê a Virgem sorrindo para ela e é curada a partir desse momento. No Natal de 1886, Teresa recebe a graça de conversão que a tirou da infância: “Jesus me vestiu com seus braços e desde aquela noite não fui derrotado em nenhum combate, pelo contrário, caminhei de vitória em vitória”. Mais foi no final de uma missa dominical que ela recebeu a revelação de sua missão: “salvar almas por meio da oração e do sacrifício”. Em 09/04/1988, finalmente Teresa entra no Carmelo. Ali ela aprende as delícias e dificuldades da vida Consagrada. Ela cresce na espiritualidade e na fé, mas enfrenta dificuldades para se relacionar com algumas irmãs que a perseguem. Relata: “Eu encontrei vida religiosa como eu a imaginava … meus primeiros passos encontraram mais espinhos do que rosas … quero dizer a falta de julgamento, educação, a suscetibilidade de certos personagens, todas as coisas que não fazem a vida muito agradável … Uma palavra, um sorriso amável, muitas vezes bastam para abrir uma alma triste”. É aí que lhe é revelado o tesouro de sua espiritualidade: a “Pequena Via”: esses pequenos sacrifícios de amor ao irmão difícil agradavam muito à Jesus. Ela passou a fazê-los com frequência e entrega-los, todos a Jesus. Ela toma o hábito em 02/01/1890 e doze dias depois seu pai morre. Teresa mergulha no silencio e na oração contemplando a Sagrada Face e praticando a caridade com suas irmãs. Aos 17 anos ela emite os votos perpétuos. Em 1896 começa a adoecer vindo a falecer em 1897 A espiritualidade da “Pequena Via”, assume, assim, particular importância: trata-se de uma espiritualidade, cuja pratica do amor a Deus não se baseá em grandes ações, mas em pequenos atos diários, aparentemente insignificantes. “Há somente uma coisa a ser feita: oferecer a Jesus as flores dos pequenos sacrifícios”. Santa Teresinha do Menino Jesus, Roga por nós!

Santos Arcanjos

Celebramos neste dia 29 de setembro a festa dos três Arcanjos que na Sagrada Escritura são mencionados pelo nome: Miguel, Gabriel e Rafael. São João Paulo II nos exorta “a refletir sobre a figura e a função destes singulares príncipes da milícia celeste e a honrá-los com a oração. Cada um de nós deve procurar sentir os três Arcanjos como amigos e protetores junto de Deus e invocá-los freqüentemente e confiadamente”. Qual é a tarefa dos três Arcanjos? Eles estão na presença de Deus, são “cheios” da sua luz e do fogo do seu amor e, por isso, são também “espíritos ao serviço de Deus, que lhes confia missões para o bem daqueles que devem herdar a salvação” (Hb 1,14). Os seus nomes que terminam com a palavra “El”, que significa “Deus”, revelam a sua missão. São Miguel: O seu nome significa: “Quem como Deus”. Deus quis que os Anjos servissem livremente o seu desígnio de salvação. Ele lhes revelou o seu plano de amor de se fazer homem na plenitude dos tempos (cf. Ap 12) e de unir em Cristo tudo o que há no céu e na terra (cf. Ef 1,10). Cada anjo teve que decidir-se se queria servir a Cristo, o Verbo encarnado, e aos seus irmãos “menores”, os seres humanos, para conduzi-los no caminho da salvação. No livro do Apocalipse lemos: “Houve então um combate no Céu: Miguel e seus anjos combateram contra o dragão. Também o dragão combateu, junto com seus anjos, mas não conseguiu vencer e não se encontrou mais lugar para eles no Céu” (Ap 12,7-8). Uma vez que Lúcifer e seus anjos se revoltaram contra Deus, o arcanjo Miguel lançou o grito de batalha: “Quem como Deus” como que dizendo: Ninguém é como Deus. Mesmo se Deus se fizer homem, queremos servir a Deus. Assim São Miguel é o humilde servo de Deus, que declarou guerra contra Satanás. Ele é o Anjo da humildade que nos ajuda na luta contra a soberba e como Anjo da fé nos fortalece em meio às provações. Deus o fez príncipe da milícia celeste e protetor da Igreja. Invoquemo-lo muitas vezes no combate contra os poderes infernais rezando a oração: “São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate,…..”. São Gabriel: Este arcanjo cujo nome significa “Força de Deus” é o mensageiro de Deus por excelência que foi enviado para transmitir a boa nova da encarnação e pedir o “sim” de Maria: “Alegra-te, cheia de graça, ….” (Lc 1,28). Também a nós Deus envia o seu Anjo para nos transmitir a sua palavra: “Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que te preparei. Está de sobreaviso em sua presença, e ouve o que ele te diz… porque meu nome está nele” (Ex 23,20-21). São Rafael: Este arcanjo de nome “Medicina de Deus” acompanhou Tobias na sua viagem: “Tobias foi à procura de alguém que o pudesse acompanhar e conhecesse bem o caminho. Ao sair, encontrou o anjo Rafael, em pé diante dele, mas não suspeitou que fosse um anjo de Deus” (Tb 5,4). Do Arcanjo Rafael é referida a tarefa de cura. Ele curou a comunhão entre Tobias e Sarah, afastando o demônio que quis destruir o seu amor conjugal. Em segundo lugar, ele curou o pai de Tobias de sua cegueira. Todos nós temos grande necessidade de cura não somente das doenças físicas, mas também espirituais. Invoquemos São Rafael com confiança para nos transmitir o amor de Deus que cura e salva.   São Gabriel, São Rafael, São Miguel, Rogai por Nós!

Santo Agostinho

Realmente, Santo Agostinho é modelo acabado de santo em vários aspectos. Em Agostinho se encontram, em rara síntese, o contemplativo, o teólogo, o pastor de almas, o catequista, o homiliasta, o mistagogo, o defensor da fé, o promotor da vida comunitária. E não devemos esquecer o penitente. Aurélio Agostinho nasceu em Tagaste, na Numídia (África), perto de Hipona, em 354. É chamado Agostinho de Hipona, por ter sido bispo desta cidade, hoje Bona na Argélia Filho de Santa Mônica e Patrício. Decisivo em sua vida, além do influxo de sua mãe, foi o encontro com o bispo Santo Ambrósio de Milão, de quem recebeu o batismo. Na juventude, feito catecúmeno, acabou adiando o batismo. Agostinho teve uma mocidade inquieta, agitada pelas paixões e desvios doutrinais. Inteligência privilegiada, aguda, penetrante, depois dos desmandos da juventude, procurou a verdade e a redenção do seu espírito irrequieto através das filosofias, aderiu ao maniqueísmo, onde também não encontrou a verdade e a paz de espirito. Formou-se brilhantemente em retórica e, ainda jovem, escrevia ensaios de poesia e filosofia. Lecionou retórica em Cartago, cidade dos seus estudos, mas, procurando maior glória, foi para a capital do Império Romano, abrindo uma escola de retórica em Roma. Ai ficou por pouco tempo, porque obteve a nomeação oficial de professor de Retórica e Gramática em Milão. Atraído pela fama do grande bispo Ambrósio, poeta e orador, começou a assistir aos sermões do santo bispo. Acabou apreciando o seu conteúdo. Converte-se, recebe a instrução e é batizado por Santo Ambrósio na Páscoa de 387. Tinha 33 anos e chegara ao término de um longo e laborioso processo de conversão. Com ele foram batizados também seu filho Adeodato e o amigo Alípio. De volta à pátria, depois da morte prematura do filho, perdeu, em Óstia, cidade portuária de Roma, a mãe que o seguira para a Europa. Na África, com alguns amigos, iniciou uma vida comunitária, entregue à meditação, ao estudo da Bíblia, à oração e obras de caridade. Foi ordenado sacerdote para auxiliar o bispo Aurélio de Hipona, idoso e doente. Pouco depois, com a morte do bispo. Agostinho foi aclamado pelo povo como seu sucessor. Agostinho, como pastor da diocese por 34 anos, revelou-se um bispo zeloso, vigilante, iluminado, pai dos pobres, mestre insuperável de espiritualidade, escritor fecundíssimo em todos os assuntos teológicos, defensor infatigável da ortodoxia. Sua ação e influência pastoral romperam as fronteiras da pequena cidade onde ele foi bispo, tornando-se uma espécie de oráculo de sabedoria teológica que a civilização antiga presenteou ao cristianismo. Ele foi definido o mais profundo pensador entre os escritores do mundo antigo e, talvez, o gênio metafisico mais portentoso que viram os tempos. Seu pensamento iluminou quase todos os pensadores dos séculos posteriores. A teologia católica muito deve a seus tratados sobre a Santíssima Trindade, a graça, o livre-arbítrio e muitas outras questões. Entre suas obras imortais, emerge sua autobiografia Confissões e A Cidade de Deus, que é uma filosofia da história vista à luz da mensagem cristã. O nome do bispo de Hipona também se liga à história das Ordens religiosas. Suas breves instruções para os clérigos que com ele viviam em comunidade serão posteriormente adaptadas para outras Ordens religiosas que se chamarão Cônegos Regulares de Santo Agostinho, Agostinianos, Eremitas de Santo Agostinho. Santo Agostinho morreu aos 28 de agosto de 430 com 76 anos de idade, vendo os bárbaros sitiarem sua cidade episcopal. É o mais insigne doutor da Igreja ocidental.   Santo Agostinho, Rogai por nós! 

Santa Mônica

Santa Mônica Hipona. nasceu no norte da África, em Tagaste, no ano 332, numa família cristã que lhe entregou – segundo o costume da época e local – como esposa de um jovem chamado Patrício. Como cristã exemplar que era, Mônica preocupava-se com a conversão de sua família, por isso se consumiu na oração pelo esposo violento, rude, pagão e, principalmente, pelo filho mais velho, Agostinho, que vivia nos vícios e pecados. A história nos testemunha as inúmeras preces, ultrajes e sofrimentos por que Santa Mônica passou para ver a conversão e o batismo, tanto de seu esposo, quanto daquele que lhe mereceu o conselho: “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”. Santa Mônica tinha três filhos. E passou a interceder, de forma especial, por Agostinho, dotado de muita inteligência e uma inquieta busca da verdade, o que fez com que resolvesse procurar as respostas e a felicidade fora da Igreja de Cristo. Por isso, envolveu-se em meias verdades e muitas mentiras. Contudo, a mãe, fervorosa e fiel, nunca deixou de interceder com amor e ardor, durante 33 anos; e, antes de morrer, em 387, ela mesma disse ao filho, já convertido e cristão: “Uma única coisa me fazia desejar viver ainda um pouco, ver-te cristão antes de morrer”. Por esta razão, o filho Santo Agostinho, que se tornara bispo e doutor da Igreja, pôde escrever: “Ela me gerou seja na sua carne para que eu viesse à luz do tempo, seja com o seu coração para que eu nascesse à luz da eternidade”. Santa Mônica foi canonizada pelo Papa Alexandre lll por ter sido a responsável pela conversão de seu filho Agostinho, por ter ensinado a ele a fé cristã, a moral e a mansidão. Foi declarada Padroeira das Associações das Mães Cristãs. Santa Mônica, rogai por nós!

Santa Clara de Assis

Uma pequena reflexão complementar, sobre S. Clara, tirada de uma catequese de 15 de Setembro de 2010 do Papa emérito Bento XVI: “Uma das Santas mais amadas é, sem dúvida, Santa Clara de Assis, que viveu no século XIII, contemporânea de São Francisco. O seu testemunho mostra-nos como a Igreja inteira é devedora a mulheres intrépidas e ricas de fé como ela, capazes de dar um impulso decisivo para a renovação da Igreja… Principalmente no início da sua experiência religiosa, Clara encontrou em Francisco de Assis não apenas um mestre cujos ensinamentos devia seguir, mas inclusive um amigo fraterno. A amizade entre estes dois santos constitui um aspecto muito bonito e importante. Com efeito, quando se encontram duas almas puras e inflamadas pelo mesmo amor a Deus, elas haurem da amizade recíproca um estímulo extremamente forte para percorrer o caminho da perfeição. A amizade é um dos sentimentos humanos mais nobres e elevados que a Graça divina purifica e transfigura. Como São Francisco e Santa Clara, também outros Santos viveram uma profunda amizade no caminho rumo à perfeição cristã, como São Francisco de Sales e Santa Joana Francisca de Chantal. E é precisamente São Francisco de Sales que escreve: ‘É bom poder amar na terra como se ama no céu, e aprendermos a amar neste mundo como havemos de fazer eternamente no outro. Aqui não me refiro ao simples amor de caridade, porque temos que ter este amor por todos os homens; refiro-me à amizade espiritual, no âmbito da qual duas, três ou mais pessoas permutam entre si a devoção e os afectos espirituais, tornando-se realmente um só espírito’” (Introdução à vida devota, III, 19). Santa Clara de Assis, Rogai por Nós! 

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