A presença do Papa Leão XIV em Angola marcou profundamente a vida da Igreja no país e reuniu milhares de fiéis em um momento histórico de fé, comunhão e renovação missionária. Em Luanda, capital do país, o Santo Padre presidiu à Santa Missa no domingo, 19 de abril, na esplanada de Kilamba, onde uma multidão se reuniu para viver intensamente a Eucaristia.
Missionários da Comunidade Católica Shalom presentes na celebração testemunharam a força espiritual do encontro. Para Maria, a participação na Missa foi uma experiência de renovação interior e envio:
“Para mim, participar dessa Eucaristia presidida pelo Santo Padre foi um renovar na esperança, na alegria e no envio missionário. Quando ele nos convidava a ser como os discípulos de Emaús, caminhar como aqueles que viram Jesus Ressuscitado.”
Já Emilyn Martins destacou a riqueza da vivência eclesial naquele momento, marcada pela unidade e pela diversidade dos carismas:
“Foi uma experiência muito forte de ser Igreja, de perceber a complementariedade dos carismas e vocações reunidos na mesma celebração.”
Celebração em português
Sendo o primeiro país lusófono a acolher o atual Pontífice, Angola recebeu Papa Leão XIV com grande entusiasmo. Toda a celebração foi realizada em português, inclusive a homilia, na qual o Papa agradeceu pela acolhida calorosa do povo angolano.
Inspirado pelo Evangelho do Terceiro Domingo da Páscoa, que narra o encontro dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-35), o Santo Padre convidou os fiéis a redescobrirem a esperança que nasce do Cristo Ressuscitado:
“Irmãos e irmãs, hoje é necessário olhar para o futuro com esperança e construir a esperança do futuro. Não tenhais medo de o fazer! Jesus Ressuscitado, que percorre o caminho convosco e por vós se parte como pão, encoraja-vos a ser testemunhas da sua ressurreição e protagonistas de uma nova humanidade e de uma nova sociedade.”
A celebração em Luanda não foi apenas um grande evento, mas um verdadeiro impulso missionário para todos os presentes. Entre cantos, orações e a comunhão vivida na Eucaristia, missionários e fiéis foram enviados a testemunhar, com coragem e alegria, a presença viva de Cristo no mundo.