
O convite que o Senhor fez para a Obra Shalom, primeiramente, foi revigorar a vida interior, a relação íntima com Ele. Restaurando a amizade com Ele, procura-se ser como Ele é. Cristo, como cordeiro imolado, que derramando o Seu sangue, entregando Seu corpo, gera fecundidade e vida para todos.
Moysés, enfaticamente, disse:
“Atenção, Obra Shalom! O caminho da felicidade não está em buscar egoisticamente a minha felicidade, mas na medida em que perco a minha vida para que os outros tenham vida.”
Refletindo sobre a fecundidade missionária, que tanto Deus tem falado e inspirado, Moysés menciona o âmago da Vocação Shalom, o Amor Esponsal. Cristo nos amou, desposou a nossa humanidade, para se unir à humanidade do homem, resgatando-o na Cruz. “A fecundidade missionária é fruto da esponsalidade missionária.”, Moysés levou todos a reflexão.
A manifestação do amor com que o homem ama a Deus, não é ilusória, Deus mostra a maneira concreta de amar, que não é somente inflamando o coração. O homem deve amar afetivamente, mas deve também efetivamente.
Mergulhando na palavra de Deus, Apocalipse 14, Moysés mostrou que as almas esponsais desposam a Deus, desejam amar a Deus de forma absoluta. Ele fez com que todos repitissem:
“As almas esposas seguem o cordeiro aonde quer que Ele vá.”
Joãos, Josés, Joaquins, onde está Jesus nos dias de hoje?
Mas onde está Jesus, nos dias atuais? O Santo Padre, Papa Francisco, nos dá a direção. O nosso cordeiro está nas estradas do mundo, onde existir homem e mulher necessitando de evangelização, aí está o Bom Pastor.
“Não adianta querermos desposar o Cordeiro, se não despojarmos aqueles que estão escravizados pelo pecado. Dar a vida para que eles tenham vida.”, ressalta Moysés.
A represa, o braseiro, o semeador
O pregador partilhou sobre três imagens, visualizações proféticas do Senhor para a Obra Shalom: uma represa, um braseiro e um semeador.
A primeira imagem, uma represa com água e alimentos abundantes. Profeticamente, o Senhor deseja quebrar as paredes “Eu quero quebrar as paredes dessa represa”, para que o rio caudaloso que é nossa vida, nossa oferta de vida, vá de encontro com a terra seca de muitos homens e mulheres. Diante de um povo que vive no deserto da vida, “o rio precisa se tornar um rio caudaloso para alcançar os homens”, enfatiza Moysés Azevedo.
A segunda imagem é o braseiro, espécie de turíbulo, e um pequeno grão. O fundador comparou todos a um pequeno grão, limitados, mas quando esse pequeno grão cai no braseiro, vira incenso, perfume. E, de forma enérgica, suplicou a todos que ouviam a pregação:
“Joguem-se em Deus, n’Ele e nos outros, que sua vida será incenso agradável.”
A terceira imagem, que Moysés relatou, foi a de um semeador, sempre fazendo menção às palavras da profecia: “O semeador, simplesmente, joga a semente. Obra Shalom, eu desejo que vocês sejam assim: joguem, joguem. Não interessa onde a semente caia, é necessário jogar. Evangeliza Obra Shalom, não se centralize em você mesmo.”
Numa pregação recheada da voz de Deus, Moysés finalizou sua pregação com sábias palavras:
“A Obra Shalom existe para isso, a vocação Shalom serve para isso. A Comunidade de Vida não existe para si mesmo, a Comunidade de Aliança não existe para si, a obra não existe para si mesmo. É para isso que nós existimos, existimos para ser sacrifício agradável. Nós existimos para irmos ao encontro, para sermos Oásis de Misericórdia. Isso é fecundidade. Dar a oportunidade a joãos, joaquins, josés, terem a vida que o Senhor quis para eles.”
Liana Mesquita
