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Moysés Azevedo fala sobre a coragem de ser diferente para as famílias

“Quando você diz que quer fazer o outro feliz, quer dizer que você quer fazer o outro santo, não seja empecilho para que seu cônjuge ou seus filhos cresçam na santidade”, ressaltou Moysés.

A formação do domingo de manhã do Congresso das Famílias 2020 ficou por conta de Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Católica Shalom. O missionário abordou o tema do evento, Coragem de Ser Diferente, a partir das palavras do Papa Francisco. Cerca de três mil pessoas acompanharam o momento de ensino transmitido no YouTube.

Recordando um texto do Santo Padre sobre o tempo de pandemia, Moysés deu início a sua pregação. “Diante de uma crise como essa, não se sai do mesmo jeito. Ou se sai melhor, ou se sai pior”. Ele explicou que nesse documento o pontífice encoraja os cristãos a escolherem ser diferentes. Essa decisão parte de cada homem e de cada mulher, contudo ela é encarnada no dia a dia com o auxílio da graça de Deus.

No contexto familiar, a escolha por ser diferente é vivenciada pelo casal que tem a missão de tornar visível, em sua rotina, o amor com que Cristo ama a Igreja. Moysés recordou que o matrimônio é um sacramento porque é um sinal visível de uma graça invisível. O esposo e a esposa que entendem esse chamado conseguem dar passos no caminho de santidade. Contudo, há quem desista de viver essa dimensão tão bela do casamento.

Por isso, o tema do Congresso das Famílias traz este despertar: “A família cristã, a família Shalom, é chamada a ser diferente e a não compactuar com o mundo”, afirma o fundador. E a diferença diz respeito à vivência radical do Evangelho de Cristo. De acordo com Moysés, é essa experiência que ajuda os esposos a fazerem as escolhas certas para a família.

O “diabo educado”

Quando não se vive tendo como fundamento o Evangelho de Cristo, passa-se a perder o sentido de pecado e o espírito do mundanismo vai adentrando em cada lar. Moysés comenta que tais posturas fazem com que uma família vá assumindo um estilo de vida que não tem nada a ver com o plano de Deus.

Parafraseando o Santo Padre, o consagrado afirma que é nesse momento que o “diabo educado” começa a transformar os cristãos em tíbios. Todo esse movimento é muitas vezes sutil, a ponto de em pouco tempo tornar o matrimônio uma “salada de frutas” em que se mistura o espírito de Deus e o espírito do mundo.

O remédio apresentado por Francisco, de acordo com Moysés, é olhar para Cristo Crucificado. “Tudo que não passa pela cruz não é amor de verdade, é amor a si mesmo”, afirma o fundador. Ainda segundo o missionário, os matrimônios precisam ser marcados pela Cruz de Jesus. Somente por meio dela é possível alcançar a ressurreição.

Quero ter uma família santa

“Como eu quero ser uma família de Deus se eu não me decido em ser de Deus”, questionou Moysés. Para ter uma família santa, é necessário que cada esposo e cada esposa escolha no dia a dia colocar Deus no centro da vida familiar. E vale destacar que essa escolha fundamental faz parte do chamado ao matrimônio. Alertando aos noivos, Moysés explicou que esse estado de vida deve ser fruto de um discernimento vocacional e não algo acidental.

“O que você deseja mais para a sua família?” Alguns podem responder algo relacionado à educação dos filhos, à segurança financeira, à saúde, etc. Contudo, o verdadeiro desejo de uma família santa é fazer a vontade de Deus até as últimas consequências. Para isso, é fundamental que os pais assumam uma postura protagonista. “Quando você diz que quer fazer o outro feliz, quer dizer que você quer fazer o outro santo, não seja empecilho para que seu cônjuge ou seus filhos cresçam na santidade”, ressaltou Moysés.

A oração e o testemunho

Moysés lembrou que Padre Alexandre Awi falou sobre a espiritualidade na família. Reforçando as palavras do sacerdote, o missionário apresentou a vida de oração pessoal e familiar como vias importantes para transmitir aos filhos aquilo que Deus deseja. “Na oração pessoal, abrimos espaço para que Deus reine em nós e reine na nossa casa”. É a oração que faz crescer a esperança em cada cônjuge e assim em cada família. O fundador ainda motivou os pais a favorecerem o encontro de geração entre netos e avós. Recomendou também que eles testemunhem aos filhos aquilo que Deus realizou em suas vidas.

Participe do Congresso das Famílias 2020


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