Formação

Namoro: começo, meio e fim…

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É interessante depois de alguns anos de casado e acompanhando tantos jovens no caminho para o namoro, ao refletir sobre este tema, o coração acelera e traz lindas recordações e lições de vida, que hoje servem de alicerce para animar os jovens à viverem a santidade neste tempo tão especial de suas vidas.

Hoje, através das experiências que vivi e acompanhei, percebo que a melhor opção é mostrar que, assim como qualquer caminho que nos leva à Deus, o namoro também tem começo, meio e fim.

O Começo

A Orientação Espiritual, feita por uma pessoa preparada e em quem você confia, é algo indispensável para ajudar-lhe na sua busca em fazer a vontade de Deus. O primeiro passo a ser dado, antes de assumir um namoro, é o discernimento vocacional, ou seja, entender o que Deus eternamente pensou para a sua vida para que sejas feliz. Sem um discernimento vocacional sério ninguém poderia sonhar em assumir o compromisso de um namoro.

O início de um namoro nunca pode acontecer se entre os dois não existe uma verdadeira amizade e cumplicidade em buscar a vontade de Deus pessoalmente, antes de tudo na vida daqueles que são orientados ao matrimônio. Além disso, através da Orientação Espiritual, é sempre bom analisar o que se passou em nossas vidas, onde e em que precisamos ser curados antes de dar o passo para o namoro. o indispensável para ajudar-lhe na sua busca em fazer a vontade de Deus. O primeiro passo a ser dado, antes de assumir um namoro, é o discernimento vocacional, ou seja, entender o que Deus eternamente pensou para a sua vida para que sejas feliz. Sem um discernimento vocacional sério ninguém poderia sonhar em assumir o compromisso de um namoro.

Pensando que o namoro é um tempo de conhecimento, e também de assumir a consciência de que ele se dilui no sacramento do matrimônio, onde o objetivo é viver pela felicidade e a santidade do outro, então algumas perguntas já se fazem mais que necessárias: Já discerni a minha vocação? Ela é o matrimônio? Estou curado o suficiente a ponto de não querer só ser amado, mas amar por primeiro?

Aqui percebemos que o primeiro passo do namoro não é a pergunta: “Quer namorar comigo?”

O Meio

Aqui se inicia realmente o namoro, compreendendo antes de tudo que ambos são chamados a esta vocação e agora começam um período de conhecimento mais profundo e necessário para viverem bem cada passo para o Sacramento do Matrimônio.

A prudência e a coerência são fundamentais neste tempo, principalmente quando se é jovem e os hormônios falam mais alto do que qualquer outra voz interior que nos conscientiza da verdade. Faz-se necessário escolher bem os lugares, situações e formas de namorar, senão, tudo é colocado a perder.

Conhecer o outro com profundidade e também juntos se formar sobre o que é assumir uma vida no Sacramento do Matrimônio é algo indispensável neste período.

A pergunta fundamental deste tempo seria: Conhecendo as misérias do(a) outro(a), sou capaz de amá-lo(a) mesmo com todas estas misérias que conheci e o(a) amar por toda a vida assumindo isso diante de Deus?

O Fim

Acho que como em todas as histórias todo mundo espera sempre o fim não é? Mas neste caso não existe fim, pois o namoro é algo que deverá existir até o fim de sua vida como um chamado ao Matrimônio.

O casal que deixou de namorar, perdeu o verdadeiro sentido do sacramento. Além disso, é namorando que aprendemos a respeitar um ao outro, a aceitar o outro como é, a respeitar os períodos em que o relacionamento sexual não se torna possível, por exemplo, nos períodos em que a mulher está fértil e o casal não planeja filhos para aquele momento. É o saber namorar que sustentará este período.

Este fim, não é o fim que encerra, mas é aquele fim que no dicionário está como alvo, finalidade, objetivo final, ou seja, para “a fim de…”  É a fim de construir uma vida alicerçada em Deus e equilibrada, que vivo bem cada etapa do meu namoro, e sigo vivendo-o bem por toda a vida. Não esqueça, procure sempre um orientador(a) espiritual para lhe ajudar neste caminho, viva-o com verdade e responsabilidade. Lembre-se que um bom casamento se constrói com um bom noivado, que se constrói com um bom namoro e que começa numa boa amizade. Não queime etapas!


Comentários

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  1. Sim, concordo mas aproveitando que estamos num mês vocacional, como proceder se a vocação de um separar o casal?

    Exemplo muito comum nos dias de hoje:

    Dois jovens adolescentes que se amam muito, e acreditam na palavra de Deus,

    Um pertence a comunidade católica Shalom e o outro, a outra comunidade católica com costumes diferentes

    apesar de caminharem para um matrimônio, e terem esse relacionamento santo na qual o centro dessa união é sustentado por Deus, ainda são jovens e o chamado vocacional de um pode afetar diretamente o outro, levando assim ao fim de um relacionamento?

    1. Olá Mateus!
      Obrigado por sua participação! A vida humana é feita de escolhas. Realmente, existem situações onde experimentamos grandes dilemas. Contudo, acho difícil, em se tratando de duas instituições cristãs católicas, a possibilidade do diálogo estar completamente extinta. Ainda assim, se uma pessoa fez uma opção mais exigente, deve ser respeitada em sua opção. Aqui sempre entra em cheque a questão do que se considera mais importante na vida: se acredito que minha vocação foi dada por Deus e que ela vai me ajudar a viver melhor meu discernimento, então esta é minha escolha. Deus abençoe! Rezando por você!