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Missão: não é desejo, é necessidade

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Ir em missão, continuar em missão, morrer em missão, não é vontade minha é, antes de tudo, vontade de Deus.”

Olá, meu nome é Igor Carvalho, tenho 24 anos e sou missionário há quatro anos. Vim partilhar sobre a experiência de viver em missão. Melhor, de ter a vida como uma missão.

Antes de tudo, gostaria de começar partilhando o motivo de crer que ser missionário é algo que vem da vontade de Deus e não de um simples sentimento pessoal.

Eu sempre tive medo de sair em missão. Lembro que quando saiamos como irmãos de grupo de oração e o tema missão era tocado, sentia um calafrio, uma repulsa, talvez até uma reação bem visível de que sair da minha terra não era a forma que eu acreditava como vontade de Deus para mim.

No entanto, lembro bem de uma pessoa que certa vez disse uma frase (acho que nesse dia ela emprestou sua língua para Deus): “ei, a missão não vai aparecer para você como um desejo, vai aparecer como uma necessidade”. Aquilo me impactou muito. Não passei de pronto a aceitar que poderia partir um dia, mas ao menos naquele instante algo no meu coração se abriu para isso.

Passado algum tempo, aprofundando a experiência da vida de oração, de serviço, de abandono, de mais oração, mais oração, mais oração… Deus começou a trabalhar no meu coração.

Certo dia me chamaram para ajudar em um festival de música e artes da Comunidade Shalom, o Halleluya. Passei uma semana inteira trabalhando dia e noite sem parar com a intenção de dar o melhor para Deus. Aquela experiência de serviço foi tão grande, tão forte, que eu não pude mais negar a mim mesmo o que passava dentro de mim. “É, eu tenho necessidade de ir em missão. Eu acho que Deus talvez queira que eu vá em missão”.

A partir daí comecei um processo de discernimento com o meu pastor do grupo de oração. Cinco meses depois, saía minha resposta: eu iria como jovem em missão e vocacionado para a missão de Montevidéu, no Uruguai.

Ali vivi momentos intensos de saída para os irmãos, quando na maioria das vezes eu não queria. Momentos fortes de oração, quando muitas vezes eu só sabia pedir perdão a Deus por meio do autoconhecimento, quando percebia como eu era infiel diante daquele que sempre era fiel comigo. Momentos de forte identidade vocacional que serviram para que, depois de um ano, eu pudesse declarar: ir em missão, continuar em missão, morrer em missão, não é vontade minha é, antes de tudo, vontade de Deus.

Por isso eu afirmo e reafirmo se é da vontade de Deus, não tenha medo, pelo contrário, creia, o melhor está por vir!

Shalom.


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