Você participou do lançamento do álbum “Ele É Tudo”, em 1993? Você sabe decoradas canções como “Por Amor” ou “Mais Que Demais”? Não se preocupe! Alguns podem chamar você de “cringe” por aí, mas na Vocação Shalom isso quer dizer que você faz parte da história da Comunidade e tem muito a ensinar. Ah, mas você talvez não saiba o que é cringe… Calma, vamos explicar!
Na última semana, o termo “cringe” ganhou destaque e passou a ser utilizado para dizer que algo é “brega” ou mesmo “cafona” no meio secular. Os mais jovens, aqueles nascidos de 1996 até 2010, também conhecidos como geração Z, passaram a taxar os mais experientes, aqueles que nasceram de 1981 até 1995, também conhecidos como Millennials, dessa forma. O embate de gerações provocou bastante burburinho nas redes sociais.
Contudo, quando falamos de Vocação Shalom, o nosso olhar e o nosso entendimento são totalmente diferentes, inclusive, porque a comunhão entre as gerações tem cada vez mais sido valorizada. Em 2017, por exemplo, o Papa Francisco chegou a falar para a Comunidade sobre o assunto:
“Os idosos – para vocês, jovens – não são para guardá-los no guarda-roupa, os idosos não são para serem escondidos, os idosos estão esperando um jovem que vá e os faça falar, que os faça sonhar. E vocês, jovens, necessitam receber desses homens e dessas mulheres esses sonhos, esta esperança que os faça reviver. Essa seria minha resposta à experiência que os mais antigos em diálogo com os mais jovens do Movimento Shalom teriam que fazer. Ensinar e ajudar o diálogo entre jovens e idosos. “Sim, eu falo com minha mãe e com meu pai”. Não, seu pai e sua mãe não são idosos. Fale com o seu avô e sua avó, ou seja, uma geração a mais, eles têm a sabedoria, e eles, mais ainda, têm necessidade que lhe bata à porta do coração para que lhe dê a sabedoria. E essa seria a recomendação que eu lhes dou, animem-se, animem-se a esse diálogo, esse diálogo é promessa para o futuro, esse diálogo lhes vai ajudar a seguir adiante” [Discurso do Papa Francisco durante a Convenção Shalom em 2017]
Também na Revista Escuta de 2019, Deus falava sobre o encontro de gerações — parece que Ele já estava preparando o nosso coração para essa situação inusitada que se instauraria nos últimos dias. A troca entre os mais velhos e os mais jovens na vocação é muito positiva, pois os mais velhos têm a experiência e a maturidade necessárias para com os mais jovens desbravar novos caminhos de evangelização, inclusive, no meio digital.
Por isso, ser ou não “cringe” não tem problema algum. O segredo é saber valorizar a essência da nossa história — isso nunca será brega e nem cafona — com o olhar voltado para o novo tempo que está sempre a nossa frente. Dessa forma, não haverá mais essa divisão de geração Millennials e geração Z, todos seremos da mesma geração… Aquela que São João Paulo II nos chamou: a geração dos santos de calça jeans!
