Às vezes, ao vermos a escuridão no caminho, a nossa primeira opção é desistir. Quando não vemos os frutos da nossa oferta de vida, quando não vemos as mudanças concretas ao longo dos anos de obra ou simplesmente vamos nos conhecendo e nos deparando com nossas fraquezas e imperfeições, a nossa vontade é sair correndo e fingir que permanecer na nossa ignorância é o melhor caminho. Nesses momentos é preciso parar, respirar fundo e pedir a ajuda do Pai.
Deus não nos chamou para desistirmos ou largarmos o caminho. Ele não nos mostra as nossas fraquezas para nos fazer desistir. Pelo contrário, é para nos fazer entender que, apesar delas, nós somos infinitamente amados. “Eu conheço aqueles que chamei” diz o Evangelho. São nesses momentos turbulentos que precisamos olhar além, lembrar da primazia da graça, lembrar que o primeiro interessado da nossa santificação é o próprio Deus.
Às vezes, é mais difícil fazer isso “sozinho”, e são nesses momentos que precisamos pedir o auxílio de irmãos mais experientes, correr para o acompanhamento, pedir oração aos nossos amigos. O nosso orgulho talvez grite, mas a nossa inteligência e vontade precisam gritar ainda mais alto. Não fomos criados para sermos sozinhos, para andarmos sozinhos. A unidade torna mais leve o caminho.
Que nas lutas diárias que travamos neste caminho para a santidade, tenhamos sempre na mente e no coração a certeza de que muitos caminham ao nosso lado e estão ali para nos amparar nas quedas e apontar os caminhos. Juntos, como uma família, estamos nessa procissão e assim chegaremos ao céu.
Maria Thereza Medeiros Brazão,
Vocacionada na Missão de Natal
