Nasci em um lar protestante, tendo toda minha família, tanto por parte de meu pai quanto do lado materno, sido desta raiz.
Durante 30 anos, jamais tive a oportunidade de conhecer a verdadeira fé apostólica até que, em 2012, conheci meu esposo André Luis. Católico e muito agarrado a sua fé, após longos anos afastado da Igreja, ele agora frequentava um grupo de oração da Comunidade Católica Shalom, no bairro de Fátima (em Fortaleza – CE), que o vinha ajudando na sua reconciliação com Deus.
Uma semana antes de me conhecer, cheio de dúvidas e temores, ele foi a Igreja de Nossa Senhora de Fátima e, junto ao Santíssimo, pediu a Deus que o indicasse um caminho e, se fosse de Sua vontade, o trouxesse alguém especial. Uma senhora que estava a sua frente, sem olhar para traz disse : “O senhor ouviu a sua oração e disse que você será muito feliz”.
Mais tarde, quando já havíamos nos aproximado, ficou nele aquela dúvida: “poxa, como o Senhor me traz uma garota protestante? Seria muito mais fácil se ela já fosse católica! Qual a tua vontade Jesus?”.
Em 6 meses noivamos e casamos no civil e o André se afastou do grupo de oração. No início, o casamento foi bem conturbado devido à falta de maturidade e a questão religiosa. Com quase dois anos de casados, meu enteado Eric veio morar conosco e engravidei da minha primeira filha, Sofia. Foi uma imensa alegria, porém existia um enorme desconforto do meu lado em pensar que um dia ela poderia se tornar católica. Sofia ia comigo aos sábados aos cultos de minha denominação, Adventista do Sétimo Dia, e aos domingos ia com o pai a missa.
Meu esposo estava insatisfeito com a escola de nosso bairro em que o meu enteado estudava. Faltava algo que pudesse gerar aquela verdadeira satisfação e felicidade – o que inquietava o coração do André. Um dia então, Deus mostrou através de um anúncio surgido como que do nada o trabalho do Colégio Shalom.
Ele me falou sobre a escola e eu, naquela época ainda profundamente materialista e sem fé, me opus afirmando que não poderíamos arcar com os custos de tal mudança.
Meu esposo buscou aconselhamento com sua mãe, que veio do Rio de Janeiro, onde reside, a Fortaleza para conhecer a escola, tendo ficado profundamente satisfeita com a estrutura educacional desta, prontamente se comprometendo a nos auxiliar a pagar com boa parte dos custos necessários.
André, que era professor, coincidentemente tinha disponibilidade de horário passou e decidiu deixar seu currículo no próprio Colégio Shalom. Chamado para uma entrevista, ele permaneceu durante um ano no banco de reservas, aguardando que surgisse uma oportunidade.
Com relação à minha filha Sofia, já estava chegando o tempo dela frequentar uma escola. Estávamos passando por um momento de profunda dificuldade financeira e não sabíamos como cobriríamos a educação de duas crianças. Coloquei na cabeça que a única solução seria uma creche pública e uma colega que trabalhava em uma próxima da nossa casa disse que eu fosse até lá conhecer.
Fomos até a creche em questão, conhecemos o lugar, minha amiga interviu junto a coordenadora local que acertou tudo, faltando apenas a entrega dos documentos. Porém, meu esposo ficou incomodado e, ainda que não admitisse, eu também, pois ainda que houvesse imensa boa vontade entre todos os funcionários da instituição, as deficiências e carências que vimos eram enormes.
No dia estipulado, levei os documentos. Só que que esse era o meu plano e não o plano de Deus.
Em menos de três dias, André recebe uma ligação do Colégio Shalom para assumir as turmas do ensino fundamental como professor de inglês. Ao se apresentar na escola para detalhar seu contrato, ele foi informado que, como parte do investimento e cuidado do colégio com seus funcionários, nossa filha tinha a opção de estudar ali, contemplada com uma bolsa.
Já estava tudo certo para nossa Sofia ir para a creche municipal, porém eis que meu esposo chega até mim com essa novidade. Mesmo que ainda não acreditando na mão de Deus agindo sobre nós, fiquei feliz com a coisa toda.
Eric e Sofia, simplesmente amaram o Colégio Shalom, e através da escola pudemos conhecer mais sobre a Comunidade Shalom em si e seu trabalho de evangelização.
Porém, por meus preconceitos de “boa protestante”, eu me incomodava com o colégio pelo fato deste se mostrar tão profundamente católico, principalmente em sua devoção mariana e aos santos e heróis da Igreja.
As brigas com meu esposo cresciam e se tornavam um suplício insuportável para ambos, com brigas quase diárias. Todavia, pedi a Deus que me tirasse daquela situação pois já estava insustentável. Em resposta, Deus resolve me dar um presente, mais uma filha. Agora éramos cinco!
Foi com o nascimento de Maria Isabel, no dia 12 de julho de 2017, que as mudanças se iniciaram. Durante minha licença maternidade, brotou em meu coração um desejo de conhecer mais à Igreja Católica. Passei a assistir escondida do André aos vídeos do Pe. Paulo Ricardo.
Contudo, foi um vídeo encontrado ao acaso na internet que mais me chamou a atenção. Um jovem católico, Leonardo Bruno, mostrava imensa desenvoltura e conhecimento sobre a fé da Igreja, em especial a história desta nos três primeiros séculos.
Descobrir que a Igreja primitiva sempre foi católica foi algo devastador. Conhecer os Pais da Igreja e a Patrística, saber que a Igreja teve uma continuidade depois do que é narrado nos Atos dos Apóstolos e que estes apóstolos nos deixaram sucessores, em especial Pedro, o primeiro Papa, Bispo de Roma, Príncipe dos Apóstolos, o que recebeu as chaves do reino dos céus, saber da sucessão em Lino, Cleto, Clemente… Francisco I.
Sim. Meu mundo desmoronou.
O Papa Francisco se revelava então verdadeiramente sucessor de Pedro. Eu estava diante de uma igreja que venceu o Império Romano, enfrentou bárbaros, islâmicos e heresias extremamente perniciosas e que poderiam destruir o cristianismo.
Como não aceitar que a Igreja Católica é a verdadeira Igreja de Cristo? Como afirmar que Ela não é assistida pelo Espírito Santo?
Impossível!
Ao chamar nossos filhos ao Colégio Shalom, Deus dava o primeiro passo para me revelar a verdade e finalmente encontrarmos a paz que tanto almejávamos e que havia sido prometida a meu esposo.
Obrigada, Senhor!
Por fim, Deus nos aproximou ainda mais da Comunidade Shalom, através da nossa vivência na escola, que prontamente nos ajudou nessa caminhada colocando em nosso caminho o dedicado e piedoso Pe. Almeida, o qual nos acompanhou em toda minha conversão, assistindo minha profissão de fé, nosso matrimônio, minha primeira comunhão e o retorno pleno do André a santa eucaristia, após tantos anos.
Atuamos junto a obra da Comunidade Shalom que mais e mais cresce em nós e em nossa família, como um chamado integral de Deus. Não guardo dúvida de que Colégio Shalom nasce no Santíssimo Coração de Cristo e sob as bênçãos de Nossa Senhora.
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Delane Gomes