Não se perturbe, nem se intimide o vosso coração.
________________
Esta foi a condução da minha oração. Enquanto eu meditava no Evangelho Segundo São João 14, (27-31a), essa frase de Jesus saltava aos meus olhos. O entendimento que Deus me dava era de que o coração ancorado no céu está em paz. Ele é a própria paz, o nosso Shalom. Diante de tudo o que estamos vivendo, Jesus me lembrou que a paz que Ele me deu ninguém pode tirar, porque está ancorada nEle.
Corremos o risco de nos reprimirmos na evangelização, de deixar de anunciar diante da falta de esperança no mundo e de tantas notícias ruins, porque [aparentemente] nada parece melhorar. No entanto, o Senhor me exortava a não me intimidar. Mas sim a anunciar, a evangelizar em meio às tribulações, já que elas fazem parte do caminho para se chegar até o Céu.
Quantas vezes me peguei pensando em não evangelizar? Pensando que, talvez, as pessoas estivessem cansadas disso tudo ou até mesmo com medo de parecer alienada transparecendo felicidade e tranquilidade diante de tudo o que está acontecendo? O Senhor voltava a me apontar a linguagem que devemos exercer, que eu deveria exercer: o louvor. Louvar o Pai em meio a tudo isto. Que todas as criaturas glorifiquem o Senhor.
O inimigo de Deus não tinha poder nenhum sobre Jesus, mas Este se submeteu aos sofrimentos para maior glória de Deus. Enquanto eu ia refletindo sobre isso, ia também fazendo memória de que, em Cristo, o inimigo não tem poder nenhum sobre mim.
É necessário que eu também passe pelas tribulações, para a maior glória do Pai, já que nenhum servo (a) é maior do que o seu Senhor. Comigo não seria diferente, nem quero que seja. Quero um coração humilhado por Deus, que se deixa moldar, e às vezes até quebrar, para que se construa um vaso novo, para que se faça uma Obra Nova.
Viver e morrer, um só querer pra quem vive escondido em Ti.
Dândara Diniz
