Aos 17 anos, esse brado ecoou dentro do meu coração e eu não queria fazer outra coisa a não ser correspondê-lo. Eu sempre tive uma sede muito grande de felicidade, de encontrar o sentido da minha vida, de entender qual era o meu lugar. Esses anseios, no entanto, só tiveram resposta quando eu decidi trilhar um caminho de discernimento vocacional.
Em 2016, ano do jubileu extraordinário da misericórdia, Deus me pediu tudo. Dentro de mim era um misto: a misericórdia infinita dEle que fazia arder em meu coração o desejo pela vida missionária e a minha miséria que me fazia ter medo de largar tudo.
Deixar família, amigos, estudos, bens me assustava muito, até que, depois de muitos questionamentos, eu entendi que a vontade de Deus na minha vida era como uma espada que entrava e saia ferindo, com o propósito de deixar marcas para que, ao vê-las, eu lembrasse que houve oferta, que houve entrega, assim como com as chagas de Jesus.
Hoje, com gratidão, olho para essas marcas e lembro dos meus, na certeza do cuidado e do amparo de Deus. Assim, sigo cuidando dos Seus: o jovem, o pobre, o homem que sofre… E assim, em minha rotina, no ordinário extraordinário, termino o dia com uma única certeza em meu coração: não tenho tudo, mas não me falta nada!
Por misericórdia, essa sou eu: Clara, filha de Deus, Shalom, Comunidade de Vida! Para sempre!