O Jubileu da Juventude em Roma chegou ao fim. Milhares de corações peregrinos puderam comparecer às inúmeras atividades planejadas neste ano da esperança, mas alguns missionários tem redescoberto a beleza da oferta de vida. Dois jovens brasileiros, Maria Andréia e Marcelo Paulo, da Missão Nazaré, na Terra Santa, não puderam estar no Jubileu devido ao conflito na região. Eles deram entrevista ao Vatican News e refletiram sobre o sentido de permanecer com os que necessitam de apoio.
Os missionários da Comunidade de Vida desejavam ir ao Jubileu e peregrinar a Roma junto com tantos jovens que ansiavam pelo encontro com o Papa e por suas palavras de ânimo, coragem e envio, diante dos desafios encontrados pelo mundo. Ainda assim, eles compreenderam a necessidade de permanecer, em compaixão aos que se entristecem e sofrem com os conflitos na Terra Santa.
É um tempo de graça
Maria Andréia Bernardo está atualmente viajando entre Jerusalém e Belém e tinha preparado tudo para ir a Roma, mas os seus planos mudaram: houve o cancelamento de voos devido à guerra. Em oração, ela compreendeu que seria melhor permanecer. “Compreendi, nessas duas semanas, que o Senhor me queria aqui com Ele, unindo meu coração ao coração dos jovens de Roma”, diz ela, que mergulhou em um movimento de intercessão nos lugares santos, mesmo que sozinha. Ela reconhece que é um tempo cheio de beleza e de profunda graça.
Testemunhar a fé
Marcelo Paulo do Nascimento é outro missionário da Comunidade de Vida que deixou de ir ao Jubileu da Juventude. Segundo entrevista ao portal Vatican News, ele reconhece que o mundo precisa de testemunhas de esperança e de paz, e que não há maneira mais concreta de expressar isso do que ver a Igreja se reunir com os jovens para rezar. Ele também acredita que é nesse caminho que se é tocado pela oração de tantos que, pelo mundo, rezam e clamam pela paz, especialmente no Oriente Médio. “Não tenhamos medo de testemunhar a nossa fé, de viver o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo e de proclamá-lo com a nossa vida. N’Ele está a nossa esperança”, exorta Marcelo.
Clamar pela paz é uma urgência da oração diária. O mundo é envolvido por confrontos em diversos países, mas o levantar dos filhos de Deus através da intercessão sempre será maior. É importante que o olhar de esperança e misericórdia esteja sempre atento às necessidades da humanidade. Que nesta semana possamos interceder cada vez mais pela paz no mundo, pela missionariedade e pela juventude peregrina que tanto deseja corresponder ao apelo da Igreja Católica, do Cristo Ressuscitado.
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