Eu procurei por muito tempo o Amor em lugares luxuosos, em pessoas com vestes luxuosas, me encantava ver as pessoas da classe alta. Cheguei a almoçar com o governador; encontrei no elevador pessoas dos cargos mais ilustres do Estado. Por certo tempo, procurei pelo Amor nesses lugares. As minhas colegas nesta época diziam:
“Samara, você encontrar alguém para juntar os tickets, as contas bancárias, não pode ser menos do que você recebe”.
E eu me deixava ser levada por essa onda, pela riqueza, procurando encontrar o Amor.
Até que, em 2019, o Amor me encontrou quando eu menos esperava. Tocou em minhas mãos. Não tinha vestes luxuosas, não tinha conta bancária recheada, não tinha o cheiro do Boticário, mas tinha um Amor ao qual eu não poderia pagar, um Amor que se mostrava tão belo e tão humilde.
Eu encontrei o Amor no pobre, vi Jesus sorrir para mim, o Amor estava ali o tempo todo, mas meu olhar vaidoso, altivo, soberbo não O enxergava.
Eu encontrei o Amor nas praças, no café da manhã dos domingos.
Eu encontrei o Amor nos mais necessitados.
Por esse Amor eu dei tudo, e mesmo assim não pagou nem a metade de tanto bem que Ele me fez.
O amor ao pobre é a seta que me aponta o céu!
Por Samara Duarte | Shalom Belém-PA
LEIA TAMBÉM | Missionário na Angola: Reconhecer Cristo nos pobres é um aprendizado

