O tempo todo somos surpreendidos por notícias boas e notícias ruins. A vida neste mundo é cheia de acontecimentos, isso faz com que todos os dias sejamos confrontados com algum tipo de notícia. Há diversos artigos científicos que mostram como as notícias afetam o nosso organismo e interferem no nosso dia-a-dia. As descobertas dos estudiosos da psicologia, entre outras coisas, revelam que a boa notícia melhora o otimismo das pessoas. A má notícia, ao contrário, possui alguns efeitos piores que várias modalidades de drogas e medicamentos.
Veja, por exemplo, o que a psicóloga Jodie Jackson diz: “Descobri que as notícias positivas podem ter um enorme impacto na sua saúde e no seu estado de espírito, e isso é um fato científico. É por isso que precisamos de mais notícias boas. (…) As notícias negativas servem de propósito para iluminar muitos dos males do mundo, forçando a agenda pública.”
Embora essa nossa matéria seja de teor explicitamente cristão, católico, comprometido com a fé e a teologia da Santa Igreja, quis mostrar também uma opinião de caráter secular, para ilustrar um pouco mais o estado de ânimo dos apóstolos antes e depois da santa e bendita notícia da Ressurreição do Senhor.
Vejamos com atenção apenas algumas cenas: “Bem cedo pela manhã, um grupo de mulheres, incluindo Maria Madalena, aproximaram-se do túmulo para concluir os costumes funerários em honra a Jesus”. (cf. Mt 28,1; Mc 16,1 e Jo 20,1). Ali, elas contemplaram o sepulcro aberto e vazio, ficando perturbadas. Madalena, aquela mesma banhada pela misericórdia, é uma das que chora diante de um possível roubo do corpo de seu Senhor (cf. Jo 20,2).
Por que choras?
O Mestre, então, aproxima-se dela por trás e pergunta-lhe: “Mulher, por que choras?” A sofrida Madalena julga se tratar de um jardineiro. Porém, quando é chamada pelo nome, “Maria”, então tudo muda, ela tem um insight e reconhece a voz do Mestre, o esposo de sua alma que tanto sentido deu à sua vida e existência. Talvez tenha sido Ele um dos poucos homens a chamá-la pelo nome e não por apelidos vulgares, devido ao estilo de vida que ela levava antes de sua conversão. A felicidade de Maria foi tão grande, que correu para abraçá-Lo. Ali, então, se deu a primeira de várias outras aparições do Senhor, antes de Sua Ascensão ao céu (cf. Jo 20,16).
Assim como Madalena, aos poucos, Pedro e cada um dos apóstolos e muitas outras pessoas também foram alcançadas, ou melhor, “eletrocutadas” pelo choque da Ressurreição, enchendo-se de alegria pela presença do Mestre: “Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: ‘A paz esteja convosco!’ Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor” (Jo 20,19b-20).
Neste Domingo de Páscoa, feche seus olhos por alguns instantes, volte seu coração para o céu, para a eternidade, e diga com fé: “Ó morte, onde estás, ó morte? Quem és tu ou morte? Qual é a tua vitória? Ressuscitou! Ressuscitou! Aleluia! Aleluia!” Tenho certeza de que você será invadido por uma imensa alegria, a alegria singular e incomparável da Ressurreição e da vida verdadeira em Cristo Jesus.
Feliz Páscoa!