Formação

O povo que andava nas trevas viu uma grande luz

(3º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Mt 4,12-23)

comshalom

O Evangelho apresenta o início da vida pública de Jesus como um acontecimento situado na história. Mateus não descreve apenas um deslocamento geográfico, mas um cumprimento das Escrituras. Ao saber da prisão de João Batista, Jesus vai para a Galileia e estabelece-se, em Cafarnaum. O evangelista faz questão de indicar o lugar, porque ali se cumpre a Palavra do profeta Isaías: a luz prometida levanta-se sobre um povo que vivia nas trevas.

Propomos então cinco pontos que podem lhe ajudar a meditar e rezar com este Evangelho, baseados no podcast (https://youtu.be/6MscEPbIJ5M ), com a legenda que você pode selecionar no idioma que desejar.

  1. Jesus voltou para a Galileia

Jesus tinha ido se batizar no Jordão e depois passa 40 dias no deserto da Judéia e agora após a prisão de João, toma a decisão de voltar para a Galileia. Esta região ocupa um lugar particular na história de Israel. É uma terra marcada por invasões, mistura de povos e fragilidade religiosa. Ao iniciar ali sua missão, Jesus manifesta desde o começo a amplitude do Reino que vem anunciar. Mateus apresenta esse movimento como uma volta, uma retirada, como obediência aos desígnios de Deus anunciado nas Escrituras. A missão do Messias começa onde a esperança parecia mais enfraquecida.

  1. As trevas e a luz

Quando o profeta Isaías fala de trevas, refere-se à condição concreta de um povo ferido pela opressão, pela perda e pela morte. A luz que surge não é uma ideia nova nem uma doutrina abstrata. É a presença de Jesus entre eles. Aonde Ele chega, a história muda de direção. A luz não elimina imediatamente toda escuridão, mas inaugura um tempo novo, no qual já é possível caminhar orientado pelas promessas de Deus. Assim acontece também com cada pessoa que O acolher.

  1. Convertei-vos…

O primeiro anúncio de Jesus retoma a necessidade de conversão da pregação de João Batista, mas agora com uma autoridade própria. A proximidade do Reino não é apenas temporal, mas pessoal: o Reino está próximo porque Jesus, o Rei, está presente. O chamado à conversão nasce dessa proximidade. Diante do Senhor, a vida precisa ser reordenada. Hoje! E não se trata de um ajuste exterior, mas de uma resposta à ação de Deus que já está em curso.

  1. O chamado e a resposta dos primeiros discípulos

À beira do mar, Jesus chama homens simples, pescadores que estão trabalhando. O Evangelho não descreve longas explicações nem negociações. O essencial está no encontro entre a Palavra de Jesus e a prontidão daqueles que a escutam. Deixar as redes para ser pescador de homens significa permitir que uma nova pertença se estabeleça. O seguimento começa com esse passo inicial, que abre um caminho ainda desconhecido, mas confiado à Palavra daquele que chama.

  1. A missão de Jesus

O Evangelho conclui apresentando Jesus em contínuo movimento. Ele ensina nas sinagogas, anuncia o Reino e cura os enfermos. Esses três aspectos não aparecem separados. O ensinamento ilumina, o anúncio convoca e a cura manifesta concretamente a chegada do Reino. A ação de Jesus revela que Deus não permanece distante do sofrimento humano, mas entra nele para restaurar e reunir.

Passos da Lectio Divina

  1. Leitura (lectio): 

Leia Mateus 4,12–23 atentamente, observando os lugares, os verbos e as ações de Jesus.

  1. Meditação (meditatio): 

Onde hoje você reconhece as trevas que aguardam a luz de Cristo? Que palavra do Evangelho pede uma resposta concreta?

  1. Oração (oratio): 

Apresente ao Senhor sua vida tal como ela está. Peça a graça de escutar o chamado e de caminhar segundo o Reino.

  1. Contemplação (contemplatio): 

Permaneça em silêncio diante de Jesus que passa e chama. Deixe que sua presença ordene o coração.

  1. Ação (actio): 

Assuma um gesto concreto de seguimento nesta semana, respondendo à Palavra escutada.

Até a próxima semana!

Shalom!

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