Jesus continua o Seu caminho em direção a Jerusalém, mas seis dias antes da páscoa decide ir à Betânia onde moravam Lázaro, Marta e Maria. A “hora de Jesus”, ou seja, o momento em que se ofertaria na Cruz, se aproxima, mas antes ele deseja estar com os Seus amigos. E cada um destes dá a Jesus aquilo que tinha: o serviço, a companhia, os melhores perfumes. Mas também Judas expressa o que se passava dentro dele… a sede do possuir.
Novamente se aproxima a Páscoa, agora não mais a esperada pelos antigos, mas se atualizará a nova Páscoa, a que foi abraçada por Cristo. E poderíamos nos colocar no lugar de cada um destes com os quais Jesus decide estar. Ele desejou estar com os Seus amigos.
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Não poderíamos negar que somos nós os “Judas” que tantas vezes na busca de nós mesmos não conseguimos reconhecer Aquele que deseja ardentemente estar conosco, Aquele que não é aquilo que pensamos; Ele não é um deus criado pelas nossas mãos e que deve agir segundo nosso querer… não. Como Judas nos negamos a compreender que o caminho que Ele nos ensina é o da humildade do que ‘não clama nem levanta a voz’ (cf. Is 42,2). E então, tantas vezes insistimos em nos rebelar com falsas desculpas de bondade enquanto nos perdemos na maldade do nosso egoísmo.
Marta, Maria ou Lázaro
Mas é sempre tempo de refazer o caminho… Seis dias antes da páscoa é possível escolher o humilde serviço de Marta que aprendeu de Jesus que o maior é aquele que se abaixar para servir, e que por seu serviço ajudou Jesus a preparar-se para o maior de todos os serviços que foi dar a vida a fim de nos salvar.
Seis dias antes da páscoa é possível escolher como Maria oferecer os grandes e pequenos sacrifícios a Jesus como o nardo puro que mesmo que pareça ser inútil é sinal do amor que antecipa os cuidados que seriam devidos ao Seu Corpo sepultado.
Seis dias antes da páscoa é possível escolher estar à mesa com Jesus sabendo que isso implica como Lázaro talvez ter de suportar a mesma sorte que é abraçada por Jesus, já que por causa de Jesus também a Lázaro decidiram matar.
Seis dias antes da Páscoa é possível escolher, de fato, viver a “passagem” da vida de Judas para a vida nova em Cristo, onde são crucificados a busca do poder daquele que apenas quer ser servido, a centralização do egoísmo onde tudo é gasto em vistas de si mesmo e o prazer de se deleitar com o comodismo de uma vida de prazeres passageiros.
Seis dias antes da Páscoa é possível escolher ser Marta, ser Maria, ser Lázaro… e consolar o coração do Amigo que caminha para a Cruz.
Thalita Lima
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Quando: 17 a 20 de abril de 2025
Onde: Confira os locais do Retiro de Semana Santa Shalom 2025
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