Muitos entre nós ficaram aborrecidos. Se não, todos. Não sei se parecia final de Copa, ou como que uma luta estranha por sobrevivência. O fato é que todo mundo se perdeu um pouco nessas últimas eleições. De repente, até de si mesmo.
Houve gente interessada em “converter” o outro lado. Uma surra de informações por toda parte. Uma mistura entre notícias (fakes?) e um sem fim de trechos até da Catequese. Aliás, admito, quem citou a bíblia para tentar me convencer a mudar posicionamento político, viu também em meu olhar um dragãozinho pronto pra combate! Mas não lancei fogo. Já dizia Santa Teresinha: “Vale mais desviar os olhos do que lhe desagrada, e deixar que cada um pense como quiser”.
No entanto, quantos de nós “perdeu as estribeiras”? (como se diz no interior paulista). E em favor de quê?
Podemos vislumbrar ao menos duas perspectivas. De um lado, temos alguém que (independentemente de sua ideologia) pensa ter absoluta razão, crê que apenas as suas opiniões são corretas, não consegue dialogar, e se torna intolerante às diferenças. Quando não, crê estar de um “lado” que seja mais digno de Deus. É pra acabá (como também se diz na minha terra). Jesus Cristo nunca teve partido e a Igreja é a Mãe de Todos.
De outro lado, temos aqueles que, mesmo sem soltar réplica, se sentiram incompreendidos e injustiçados no meio em que vivem (seja na família, na Igreja, no grupo de oração, ou na faculdade), mas, ainda assim, impacientes. Havia algo dentro da gente, uma necessidade de provar estar certo, e, portanto, o outro errado. Quanto orgulho.
Somos chamados a promover a paz, a ser Ministros da Paz. No entanto: Quantos jovens deixaram os grupos de oração neste pouco tempo? (por favor, por favor, tragam os jovens de volta).
E nós soubemos dar bons exemplos dentro de casa? Será que todos soubemos acolher gregos e troianos?
Tenho que contar. Senti meu coração superaquecido no domingo passado (18/11), quando nosso fundador, Moysés Azevedo, durante um congresso (do Projeto Mundo Novo, em Fortaleza), foi bastante enfático sobre o assunto. Em suas palavras:
“Todos nós queremos mudar o mundo. Ideologia A ou Ideologia B. Mas nada vai mudar sem a transformação do coração do homem. A via de transformação é o coração. O que o mundo precisa mudar para ser melhor? Eu preciso mudar. O mundo só será novo, quando houver homens e mulheres novos. O que salva o mundo não são as ideologias. Não são as ideias. É a graça de Deus agindo em um coração que se abre. Também os Apóstolos e todo um povo esperava que o Messias fizesse uma revolução na sociedade, mas Deus entrou na história do homem Humildemente, não se apegou a sua divindade, veio empobrecido e pequenino. Provou que a transformação é no coração, é de dentro para fora”.
É isso, queridos. Nossa missão é outra. Somos chamados a ser anjos da paz. Somos chamados a uma revolução que é interior. O mundo busca soluções combatendo o inimigo, mas Cristo atua de outro modo: eliminando a inimizade.
Felizes os Pacificadores.

Como equilibrar fé e política? Temos vários políticos católicos. Eles precisam ter Partido, defender princípios. Sou contra ideologias e concordo que a primeira mudança tem que ser interior mas entendo que depois é necessário uma mudança exterior. Senão os Projetos de Promoção Humana não teriam sentido. O que acha?