A juventude é uma fase interessante da vida. Você já não é mais adolescente. Esperam de você posturas novas e decisões novas. Esperam que você não faça mais birra por proibições, que não perca mais a paz por amores não correspondidos e que não queira viver como cópia de algum cantor, amigo próximo ou personalidade da TV.
Espera-se que sua alimentação não seja mais regada a açúcar e comidas processadas, ou que não se tenha tanto sono em compromissos importantes. Esperam que você tenha crescido e não seja mais uma criança mimada. Você também não é ainda um adulto. O que faz com que esperem alegria e descontração de quem não tem problemas graves de saúde ou uma coluna destruída pela idade.
Esperam que você tenha vigor para mover uma montanha, mas que faça isso com bom humor, afinal de contas, você ainda não tem tantos problemas para resolver e pode fazer qualquer coisa de forma leve. Espera-se que você saiba rir de si mesmo, que tenha um semblante sereno e encontre saídas incríveis e novas para necessidades antigas e recorrentes de sua própria vida ou do mundo.
Esperam que você não tenha crescido tanto assim a ponto de se tornar um velho chato. É uma espécie de exílio da idade. Não se é mais assim e não se é ainda de um outro jeito lá. Meio louco, difícil de explicar. Dizem que esperam de mais de um jovem.
Mas, quem espera? Quem deveria esperar? Hoje, me fiz uma pergunta: O que eu espero de mim mesma? Como filha, como mãe, como irmã, como esposa de Cristo, como missionária, como consagrada, como Shalom, como jovem. O que espero ser?
Escolhi ser protagonista da minha própria vida. E mais do que atender as expectativas de alguém que pode ou não esperar algo bom e grandioso de mim, escolhi ser quem eu mesma sou. E quem sou? Somente Um saberia responder com exatidão, eu sei. Um Único somente que sabe o que esperar de mim. A verdade sobre mim. E viver, independente da idade, o que esse Único quer de mim é o que torna essa fase da vida extremamente empolgante e divertida! Cheia de erros e acertos.
Encontros e desencontros, dentro e fora de mim. E nesse caminho, sorrir. De mim mesma e das coisas. Do que ainda não entendo. Sorrir dessa fase estranha da vida em que não se é mais e nem se é ainda. Só é.
Por Adriane Sousa
