Formação

O que o Senhor quis dizer com o maremoto?

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Acervo Shalom Maná – 2005
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Não podemos permanecer indiferentes diante desseacontecimento tão desastroso que ceifou milhares de vidas e destruiu de formatão violenta tantas cidades na Ásia e na África. Devemos colocar-nos perguntassimples e ao mesmo tempo questionadoras. Deus falou-nos através dos profetas enestes últimos tempos nos enviou o seu Filho unigênito Jesus Cristo para que,escutando a sua voz, possamos viver em harmonia com o seu plano de amor paranós. Deus nos fala através dos acontecimentos. Não somos meros e simplesadmiradores da história, mas construtores dela. Há vários níveis de história daqual devemos participar e da qual daremos conta ao nosso Deus.

 

A história pessoal

 

Santo Agostinho, com uma intuição lúcida e simples, diz:“Aquele que te criou sem te pedir licença não te salvará sem a tua licença.” Naverdade, a nossa resposta é definitiva e única e ninguém a pode dar em nossolugar. A vida nos é dada de graça por Deus e a nós cabe a responsabilidade devivê-la com imensa alegria e intensidade, colocando-a a serviço dos outros.Ninguém pode ser feliz sozinho.

 

O maremoto ocorrido na Ásia nos mostrou como milhares depessoas morreram repentinamente… Os periódicos nos noticiaram um povo semnome e simples, mas também que estas praias eram o “paraíso” do turismo eportanto fonte de dinheiro e de diversões.

 

Todos construímos a nossa história, é importante nosperguntar sobre qual alicerce a temos construído. Podemos recordar o texto deevangelho de Mateus 7: “Portanto, todo aquele que ouve estas minhas palavras, eas põe em prática, será como um homem prudente que construiu sua casa sobre arocha. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra acasa, mas ela não desabou. Estava fundada na rocha. Mas todo aquele que ouveestas minhas palavras, e não as põe em prática, será como um homem tolo queconstruiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraramos ventos e deram contra aquela casa, e ela desabou. E grande foi sua ruína”(Mt 7, 24,27).

 

Não é necessário ir até a Indonésia para ver que as pessoasestão se afastando cada vez mais dos valores fundamentais da vida para buscarsomente diversão e nada mais. Não se trata de apresentar um cristianismo“negativo ou triste que não entende a vida”, trata-se só de uma vida semvalores e que não tem mais o sentido de uma ética.

 

Creio que este maremoto nos obriga a todos a fazer um sérioexame de consciência. É preciso voltar a Deus, e a Ele voltaremos por amor ounos afastaremos cada vez mais. Não é o caso de ver e ler esta catástrofe comopunição de Deus, castigo e fim de mundo. Mas nos lembrarmos que a morte podenos surpreender quando menos esperarmos e não estivermos preparados.

 

A morte não respeita ninguém, morreram pecadores e santos,prostitutas e consagrados a Deus e ao povo, homens de longe e de perto, bispos,sacerdotes, religiosos, e morreram líderes de outras religiões, todosmorreram… A nós, cabe fazer a nossa parte para que o mundo caminhe naesperança e na vida.

Ser solidários e promover a solidariedade com os demais

 

É triste que tenhamos perdido o sentido da alegria e dosofrimento. Muitas vezes somos marcados pelo pecado da indiferença, nãosofremos mais quando os outros sofrem nem nos alegrarmos quando os outros estãofelizes. Não é suficiente uma solidariedade que não nos priva das nossasmordomias e luxos, nem uma caridade que não modifica a nossa agenda nem a nossamaneira de viver.

 

Não nos serve tanto dar mil reais a um pobre, se aqueles milreais não nos fazem falta e continuamos a ter o mesmo teor de vida. Será quedar o supérfluo tem valor no íntimo de nós mesmos e do coração de Deus? Énecessário voltar a refletir sobre o óbolo da viúva, tão elogiado por Cristo.(cf. Mc 12,41-44).

 

Os ricos, diz Jesus, dão a sobra, os pobres dão onecessário. Alguns países ricos simplesmente deram migalhas para as vítimas domaremoto, os pobres tiraram “o pão da boca” e foram repartindo.

Admiro a solidariedade na escola de vida de Teresa deCalcutá. Certa vez ela recebeu uma doação de um saco de arroz. Era o que maisnecessitava para poder vencer a fome por alguns dias. Mas Teresa chamou umaIrmã e disse: “Vai levar um pouco deste arroz para a nossa família vizinha”.Alguém lhe fez notar que esta família era muçulmana e Teresa retrucou: “Nãoimporta se é muçulmana, são nossos irmãos e são pobres”. Quando o pai defamília recebeu esta doação ficou feliz, agradeceu, mas ele disse ao filhomenor: “Reparte este arroz e dá uma boa medida para a nossa família vizinha quesão mais pobres do que nós e estão passando fome há muitos dias.”

 

Esta é solidariedade verdadeira. As festas de fim de anoaconteceram e talvez nem tenhamos ficado penalizados pelos mais de 200 milmortos. Afinal, “não são nossos parentes nem amigos”… Mas aos olhos de Deustodos somos irmãos.

 

Neste início do ano Jesus nos convida a “sairmos de nósmesmos”, a rompermos a casca do egoísmo mais duro e nos propormos a amar e sóamar. O mundo só será transformado pelo amor, não pelas leis. As leis, quandoforem justas, serão capazes de ajudar a respeitar a vida. O ser humano não podeser manipulado nem as suas células vitais serem usadas por nenhum fim a não sera vida. O maior serviço que podemos prestar a Deus é amar e defender a vida,tornando-nos nós mesmos vida.

“Vencer o mal pelo bem”

 

O tema do dia mundial da paz nos convida a termos a coragemde assumir posturas que nem sempre poderão ser compreendidas pelos que nãoconhecem e não vivem o evangelho de Jesus. Não se poderá pagar nunca o mal como mal porque aí vira bola de neve ou enchente que não pode ser freada. Somentea força do bem é capaz de vencer o mal na sua raiz.

 

Ser servos da paz vencendo o mal que está em nós, não dandoespaço às formas de violência que podem se aninhar em nosso coração. As grandesguerras são frutos das pequenas guerras travadas no nosso coração e que tantonos prejudicam. Se nós não tivermos o coração pacificado não poderemos serpacíficos com os outros. Jesus, ao longo do seu ensinamento, dezenas de vezesnos tem falado sobre o mistério da paz, e tem chamado os “pacíficos” de felizesporque constroem um mundo novo. É o momento de abraçar num grande gesto de amortoda a natureza, a mãe terra, o universo que caminha, depois da encarnação,rumo ao seu ponto culminante.


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