Há quem diga que a palavra saudade é uma das mais presentes nas poesias de língua portuguesa sobre amor. De fato, quem nunca teve saudade nunca amou de verdade. A sensação é de incompletude, de falta. Temos saudades de amores, amigos, sabores, parentes, momentos, lugares, pensamentos. “Tenho saudade da casa da verdade”. Lembra-se dessa frase? Ela é do espetáculo O Canto das Írias.
A peça apresenta a história do homem que se afasta de Deus. Se a saudade humana é dolorosa, imagina a saudade que Deus tem de cada um de nós. Ele ama muito seus filhos e faz de tudo para tê-los perto de Si. No entanto, para quitar essa saudade precisamos nos decidir ir ao encontro do Senhor. E para falar a verdade, a senhora saudosa também habita nosso coração. Também temos saudade de Deus. Como diz o salmista, nossa alma tem sede de Deus. No entanto, há uma resistência em nós.
E essa resistência reprime nossa saudade de Deus. Saudade reprimida é que nem arroz queimado. Quando passa do ponto perde o sabor, perde o ardor, perde o amor. Não tem jeito! A dica é deixar o orgulho de lado e correr ao encontro dAquele que é todo Amor. Esse movimento nos coloca em constante saída, ou seja, nos leva a amar. Por fim, saudade e arroz não podem passar do ponto. Mas se a saudade passar, não se preocupe porque em Deus sempre há tempo de voltar. Agora o arroz… É melhor fazer outro.
