Sentada na capela comecei a pensar: “o que precisaria fazer, se eu fosse a Emmir por um dia?”. De imediato veio a resposta: Rezar. Ser amiga íntima de Deus.
Precisaria ser humilde, a ponto de deixar minha formação acadêmica e permitir um novo vocabulário, o “moysesês”, dentro de um dicionário shalomita.
Se faria necessário ser mais doce, terna, sensível, resiliente, forte e confiante. Para poder acolher os milhares de filhos espirituais, espalhados pelo mundo, e como uma boa mãe, ofertar a eles um testemunho vivo do Evangelho, formações, lives, livros, além de ser um exemplo de uma pessoa abandonada nas mãos de Deus.
Teria que gastar um tempo para criar um laço de amizade com Santa Teresa, melhorar minha relação com os Anjos e ser próxima a Deus. Já que, parar para rezar não seria uma obrigação, nem um fardo, mas um momento diário de conversa, escuta, louvor… quiçá, o melhor momento do dia.
Deveria ter mais fé e amor, a fim de aceitar minha história e entender que este é o chamado de Deus para minha vida.
Na realidade, eu só tenho a aprender com Emmir, e se, a cada dia, eu tentar gerar em mim uma virtude aos moldes do que ela é, com certeza, eu seria uma pessoa muito melhor. Afinal, como filha, eu sempre verei na mãe meu exemplo, meta e objetivo de vida.
Além disso, Maria Emmir é uma mulher inenarrável, única, versão exclusiva, e que ao mesmo tempo é simples, singular.
Emmir, a nova palavra no dicionário shalomita
Obviamente, não tem como ser a Emmir, somente é possível tomá-la como exemplo, mas como seria agradável poder dizer: “Nossa, eu estou tão Emmir hoje”. Este nome deveria ser um elogio adicionado ao dicionário shalomita.
Emmir: adjetivo que remete a qualidade, intimidade com Deus, modelo inspirador de vida de oração, cofundadora, mãe, ternura e aconchego. Pessoa ousada, forte, milagre, sóbria, sensata e muito feliz.
Ela é para nós um socorro de Deus, adotou um rapaz de oração, um jovem que tinha algo que preenchia a alma dela e com ele recebeu e recebe muitos filhos unidos pelo mesmo Carisma.
A ti somos gratos, pela sua maternidade espiritual, ensino, alguns tapinhas na cara, mas toda sua oferta de vida nos ensina e nos alcança. Tocar em sua vida é acreditar, que ao olhar para o alto, saindo de nós mesmo, podemos, com a graça divina, sermos santos, evangelizando a todos os povos e nações.
