
A concepção dura um tempo, mas o processo já está desencaeado e o respeito pela integridade do embrião começa muito antes: começa com o respeito pela união do homem e da mulher, evitando concepções in vitro. Os seres humanos não devem introduzir o caos na bios.
Comparando com o início do evangelho de S. João, podemos dizer que no início existe o código genético, e o código genético está na vida e o código genético é a vida. Quando existe um código genético humano completo, expressável e que se expressa de maneira contínua, coordenada e gradual, imparável, se não for afectado por factores externos adversos, existe um ser humano único e irrepetível que se deve respeitar. Vem para nós e os seus (nós) devem reconhecê-lo e recebê-lo.
Já se compreende que, embora qualquer célula, por exemplo da nossa pele, contenha o código genético humano completo, não se trata, contudo, de um ser humano. A expressão desse código, que é parcial, faz com que não se trate de um ser humano. É o óvulo fecundado o que já actua como humano! Ao início, somos um código único e irrepetível, rodeado de algumas membranas, ARN, reservas de energia e outros serviços. Até agora, nenhum investigador “criou” vida. Os seres humanos apenas são capazes de transmiti-la, correcta ou incorrectamente.
As células-mãe embrionárias vão dar lugar ao embrião. E as células-mãe adultas servirão para regenerar os tecidos. Simples.
No sentido estricto, o ser humano não tem direito à vida. A vida é um presente que recebemos. Antes de existirmos não éramos nada, e portanto não éramos um sujeito de direitos. Ao que temos direito é que outro ser humano não nos tire a vida!
José Maria Simón/ Carta aos médico católicos
Fonte: fiamc.org