Estamos no mês de setembro que é dedicado à Palavra de Deus, o mês da Bíblia. Semanalmente ofereceremos a você, caro leitor, alguns pontos para a sua oração com o Evangelho que a Igreja propõe a cada Domingo, baseado no podcast do YouTube, “Felizes os que ouvem a Palavra de Deus.”
O Evangelho deste Domingo, 07 de setembro nos traz palavras fortes de Jesus. São palavras dirigidas não somente ao pequeno grupo dos discípulos, mas às grandes multidões que o acompanhavam. E, justamente ali, Ele deixa claro: não basta estar junto, não basta caminhar por curiosidade. Ser discípulo tem exigências radicais.
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Desapegar-se
Jesus diz: “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e até de sua própria vida, não pode ser meu discípulo.” (v. 26).
Ele não está pedindo desprezo, mas mostrando que nada e nem ninguém pode ocupar o primeiro lugar em nosso coração. Até mesmo os vínculos mais sagrados da família precisam estar submetidos ao amor maior a Cristo. Sem esse desapego, o discipulado se torna impossível.
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Carregar a cruz
Em seguida, Jesus acrescenta: “Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.” (v. 27). O seguimento não é caminho fácil. Não se trata apenas de entusiasmo, mas de disposição para enfrentar sacrifícios, perdas, incompreensões. O verdadeiro discípulo aprende com o Mestre e que a vida se ganha quando é entregue por amor a Ele e ao Reino. Carrega a cruz quem confia no Pai e o obedece sem murmurar.
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Calcular antes de começar
Para explicar, Jesus conta duas pequenas parábolas: a do homem que quer construir uma torre e a do rei que vai para a guerra. Ambos precisam planejar, calcular, avaliar. O recado é claro: o seguimento não pode ser levado pela emoção passageira. O Discipulado é decisão madura, escolha refletida, compromisso que se assume até o fim. Entrar no caminho de Jesus é saber desde o início que haverá custo — e ainda assim dizer sim.
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Renunciar a tudo
O Senhor conclui: “Do mesmo modo, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo.” (v. 33). Não se trata de abandonar responsabilidades, mas de uma liberdade interior. O coração do discípulo não está preso ao que possui. A riqueza, os projetos, e até a própria vida deixam de ser absolutizados, porque somente Cristo é o tesouro maior. “Tudo tenho como esterco, para ganhar a Cristo” (Fl 3,8b).
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Perguntas para a sua oração
- Que lugar Jesus ocupa em minha vida? Ele está acima de todos os outros vínculos e afetos?
- Tenho carregado minha cruz ou busco apenas um seguimento confortável?
- Sou capaz de “calcular” e assumir o preço de seguir a Cristo até o fim?
- Quais seguranças ainda me prendem e me impedem de uma verdadeira liberdade no discipulado?
Passos da Lectio Divina
- Lectio (leitura). Leia Lc 14,25-33 devagar. Note as palavras que mais te desafiam: desapegar, cruz, calcular, renunciar.
- Meditatio (meditação). Reflita sobre os vínculos, afetos ou bens que mais competem com o lugar de Cristo no seu coração.
- Oratio (oração). Fale com Jesus sobre suas resistências. Peça coragem para carregar a cruz e liberdade para desapegar-se do que não conduz a Ele.
- Contemplatio (contemplação). Fique em silêncio diante do Senhor. Imagine-se caminhando atrás d’Ele, carregando a sua cruz, mas sentindo a força e a paz de segui-lo.
- Actio (ação). Anote em seu caderno o(s) ponto(s) que o Senhor lhe chama a pôr em prática esta semana.
Até a próxima semana. Shalom!
