Palcos, luzes, telões gigantes, estruturas imensas, o famoso violão ícone, tudo no Halleluya encanta pela beleza, pelo tamanho e postamos tudo isso nos nossos stories e redes sociais. Mas isso não é tudo, tem um Halleluya super indispensável que acontece mas que a gente nem percebe. Sabe aqueles serviços essenciais que nenhuma cidade pode viver sem: segurança, limpeza e transporte. Pois é, aqui nossa “segurança” é feita pelo batalhão de intercessores que estão na frente do combate de todo o evento, rezando e pra que tudo corra bem e na paz. Também temos uma multidão de jovens e famílias que servem na limpeza de todos os espaços, usando luvas e segurando sacos de lixo nas mãos; e temos ainda a galera super, hiper, mega paciente e feliz do estacionamento, que facilita e orienta o fluxo dos veículos para que o maior número de carros possa ficar guardado em segurança e de forma organizada.
“Quem tem que ser conhecido é Cristo, e o que importa é que Deus vê o nosso serviço”, diz Adriana Albuquerque, que está na intercessão há três anos e testemunha a alegria de quem se sente no ministério certo. Perguntei se a oração do intercessor tem que ser “forte” e Vera Abreu, há quatro anos nesse serviço, disse que o que precisa ser forte é a fé no Deus do impossível, porque nossas palavras não têm nenhum poder. Deus só espera um sim sincero e simples da nossa parte. Arrasou, Vera!
Janine França e José Neto, discípulos na Comunidade de Aliança, estão na limpeza do evento pela primeira vez e está estampada no rosto deles a felicidade de servir os irmãos e a Deus. Você acha que eles se sentem constrangidos por pegar lixo do chão, ou andarem no meio da multidão arrumados, lindos e com um saco preto nas mãos? De jeito nenhum, pelo contrário, eles falam de como é bom estarem num serviço que os aproxima do público e oferece inúmeras oportunidades de evangelizar. Janine ainda diz o quanto é bom poder dar seu melhor gratuitamente, tendo como recompensa a própria alegria de servir.
De máscara pra amenizar os efeitos da poeira, em pé desde cedo, enfrentando o sol, Hélio Medeiros, casado e pastor de grupo de casais orienta pacientemente os motoristas na hora de estacionar seus carros. Ele diz que só quer dar de graça o que recebeu de graça e mesmo quando as pessoas chegam ao local já estressadas do trânsito ele releva, porque lembra que Deus já fez tanto por ele e sua família, e sorri, mesmo com o sorriso coberto pela bendita máscara.
Enfim, uma coisa super comovente, foi que cada um sentia o seu serviço realmente como essencial, indispensável, como o mais importante, e se sentiam felizes por terem sido escolhidos exatamente para “aquele ministério”. Teríamos ainda tantos outros serviços “de bastidores” e tantos irmãos felizes por estarem nessas frentes de evangelização escondidas, discretas, porém também consideradas serviços essenciais. A você, nosso muito obrigado e que Deus mesmo seja tua recompensa. Valeu, galera!
