“Um grande silêncio reina sobre a terra”. O sábado santo, que antecede a Páscoa de Jesus é marcado por esse “silêncio de Deus”. No dia em que Jesus desce a mansão dos mortos e deixa os seus discípulos vacilantes na fé, questionados sobre o que aconteceria agora, um coração se mantém vigilante e confiante nas palavras de Jesus, o de Maria.
“Onde Maria encontrava forças para caminhar?”, questiona a co-fundadora da Comunidade Católica Shalom, Emmir Nogueira, na pregação do terceiro dia de retiro de semana santa no Ginásio Paulo Sarasate em Fortaleza. Segundo Emmir, hoje é o dia em que mais do que nunca Maria guardava todas as coisas no seu coração.

Emmir levava os participantes do retiro a refletirem sobre como Maria viveu este sábado logo após a morte de Jesus. Segundo ela, Nossa Senhora fazia memória de amor, recordava da flagelação de seu Filho, os rostos dos judeus, dos algozes, que eram também seus irmãos e seus filhos. “Maria via a flagelação e não podia fazer nada. Lembrava da crucifixão, do barulho dos pregos, da força de Jesus para respirar e não podia fazer nada. Só contemplava”. Nessa reflexão, Emmir convidava aos presentes a entregar a Deus, por meio de Nossa Senhora, as dificuldades que eles não sabiam como resolver.
Dentre as dores de Maria, a mais forte, segundo Emmir, foi a dor horrenda do que pecado que matou Jesus. “Você sabe qual a ferida que seu pecado causou em Jesus?”, questiona aos participantes.
A oração de Maria
A pregação também apontou o coração de Maria unido profundamente pela oração ao coração de Jesus como o “segredo” para uma mãe conseguir ver seu filho totalmente desfigurado, sofrer e morrer e não poder fazer nada, mas mesmo assim ficar de pé. “Não havia ruído na oração de Maria”.
Foi por sua oração e ao fazer memória de fé, que ao viver o mistério da cruz, afirma Emmir, que Maria compreendeu o mistério da sua concepção imaculada. “Maria entende sua missão no plano de salvação. No sábado santo Maria rezava: ‘Jesus, Pai, Você poderia ter me poupado, mas você não me poupou. Muito obrigada” e acrescentou “Ela percebeu que a missão dela existia por causa da cruz”.
Ao som da música “Coração de Mãe”, os participantes foram convidados a rezarem clamando, pela intercessão de Maria, o dom da oração e da fé, para levar as cruzes e sofrimentos diários.
Lydiana Rossetti