“Havia um homem que tinha dois filhos.” (Lc 15, 11ss)
Um pai, dois irmãos.
Uma história tão conhecida e que nos fala tanto.
Fala sobre a unidade original, ontológica, de família, do que não se deixa de ser.
Fala da divisão (da herança e da pertença), da partida de um filho. Partida de um irmão.
Fala de experiências de liberdade e de escolhas.
E de saudade, de retorno, de certeza: o pai estaria lá!
Mas, e o irmão?
Estava no campo.
Não correu, não abraçou nem cobriu de beijos aquele que voltava.
Estava cheio de vaidade.
Se vangloriava por não ter saído quando, na verdade, “não queria entrar na casa”…
Mais uma vez, está ali Caim diante de Abel. Está ali Jacó diante de Esaú. Estou ali.
Não festejando a volta de quem viveu quedas que ele também cairia.
Não preenchendo a solidão de quem não se achava mais digno do seu lugar.
Porém, o pai também teve compaixão deste.
Foi ao seu encontro, recordou o seu amor.
Trouxe-o de volta.
Esse é o tempo em que eu, o filho mais velho, estou voltando para casa.
Que tudo o que seja do Pai seja meu, inclusive seu filho: meu irmão!
Para que eu também oferte a ele sandálias, túnica, anel e misericórdia.
Feliz Semana da Unidade!
Por Amanda Rafaela
