Formação

O verdadeiro intelectual deve ser desapegado, generoso e solidário

Você sabia que Santa Edith Stein deu preciosos conselhos sobre a vida intelectual?

comshalom

O filósofo Luiz Felipe Pondé, convidado da Live do Shalom de São Paulo, afirma que Edith Stein, canonizada como mártir em 1998 com o nome de Santa Teresa Benedita da Cruz, defendia que o verdadeiro intelectual deveria ser “desapegado, generoso, solidário e modesto”, devendo vincular sua atividade teórica a uma atividade comunitária. “Para ela, o intelectual tem uma responsabilidade comunitária e deve cuidar da sociedade. Ela entende o intelectual como um místico, com um filósofo engajado no mundo real”, analisa.

Segundo Pondé, que se intitula como um “ateu não praticante”, seu interesse em estudar o trabalho de Edith Stein, que também era doutora em Filosofia, pairava sobre a tentativa dela de explicar a realidade a partir do sentido transcendente, indo no ápice do processo teórico de contemplação para acessar as verdades simples e absolutas. Ele também destaca seu interesse no estudo do envolvimento de Edith na quase conversão de dois filósofos judeus ao cristianismo, na época da Segunda Guerra, sendo ela mesma judia, que se converteu ao catolicismo e depois se tornou religiosa carmelita.

A Live do Shalom de São Paulo, transmitida pelo perfil do Instagram da Comunidade na Capital Paulista, chegou a pontuar cerca de 300 participantes. A apresentação foi conduzida pela consagrada da Comunidade Shalom, Magna Rocha, mestre e doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). O filósofo convidado, Luiz Felipe Pondé, é pernambucano e graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) e fez doutorado pela mesma instituição, em parceria com a Université Paris 8, em Saint-Denis, na França. Ele também recebeu o título de pós-doutor da Universidade de Tel Aviv, em Israel.

Sobre a santa

Edith Theresa Hedwig Stein, canonizada por São João Paulo II, nasceu em Breslávia (Polônia), no dia 12 de outubro de 1891, e morreu em 9 de agosto de 1942, aos 51 anos, no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, também na Polônia. Era de família judia praticante, mas se tornou ateia na adolescência. Teve uma grande mudança em sua crença a partir da leitura de um livro de Santa Teresa D’Ávila. Mais tarde, converteu-se ao catolicismo, tornando-se carmelita descalça.

Foi a segunda mulher a defender uma tese de doutorado em filosofia na Alemanha, tendo sido discípula e depois assistente de Edmund Husserl, fundador da Fenomenologia. Como religiosa, escreveu: “a fé está mais próxima da sabedoria divina do que toda ciência filosófica e mesmo teológica”. Essa e outras entrevistas da série Força e Atualidade de Edith Stein podem ser assistidas aqui.

Bruno Leão


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