‘Amor tão grande, amor tão forte, amor suave, amor sem fim…’ Esta era a música, este era o som que a alma gritou se derramando em lágrimas. Sim, chorei. Chorei, porque faltava-me Amor e Ele veio com toda força, não contentei-me, caí em prantos feito criança que chora no colo do pai, pois ali é seguro. Ele me amou, mudou minha vida. Me deu dons, me fez dom. Tantos anos já se passaram, tantas outras lágrimas caíram. Hoje novamente caem as lágrimas daquele dia, ou melhor, elas não voltam. Caem, hoje, lágrimas de quem é profundamente amado, sustentado, encontrado, consolado. Mudam as lágrimas, muda a música, continua o Amor, que é grande, que é forte e que não tem fim.
Chorei porque descobri o caminho da cruz. Hoje choro porque estou nela, dela não quero sair, pois Tu estás do outro lado. A Ressurreição virá, mas jamais poderei fugir da cruz. Ela não é leve, não é doce, não é bela. És Tu quem a torna suportável, bela, leve como pena e doce como mel. Tu me ensinas que a cruz é o altar dos filhos, a cama dos consagrados. Nela morro, nela repouso, nela ressuscito.
Oh cama desconfortável, que corrige a escoliose da alma!
Morte? Não, vida. Vida doada, partilhada, partida. Árvore invertida de raízes tão profundas que nesta terra não encontram espaço, só na eternidade cabem elas.
Que peso trás a quem a carrega? A privação? Não. A liberdade do amor que, não cabendo em si, derrama-se até o último grau. Se doa, se dá.
Loucura que nem mesmo eu entendo, mas que a todo momento me salva, me ressuscita. Se eu buscar entendê-la vou perder muito tempo. Vivo-a, porque o Amor não é razão é pessoa. Só tenho hoje! Amém.
Talyson Matheus
Missionário da Comunidade
A cruz sempre leve quando olhamos fixamente ao senhor, onde percebemos que ela nos dá a ressurreição e não a morte, esse testemunho me fez olhar e pensar mais que a cruz quem a torna difícil é nos mesmo, que apenas devemos olhar pra ela como nossa ressurreição ??