Formação

Os gentios no planalto

comshalom

Seria sumamente estranho encontrar oamador ocupando o lugar do profissional. Causaria espécie ver oenfermeiro realizar operações, deixando o Médico de lado, medindo apressão do paciente.  Seria meter as mãos pelos pés, achar normal osacristão celebrar missa, e o Padre bater campainha.  Entraria naanormalidade permitir que um curioso tenha preferência ao Farmacêutico,para manipular remédios de alta especialização e risco. Pois é essa aimpressão que me dá a redação do plano nacional de direitos humanos(PNDH). A ousadia dos idealizadores, é de quem está seguro da vitória,para transformar o Decreto em Lei. Embora haja anêmicos protestos dosatingidos pelos equívocos… Fizeram uso do chefe, que está surfandotriunfal, em cima da popularidade, e gozando de uma sorte inaudita,quase mágica. Por intuição ele sabe de que trata essa polêmica.Manipulam suas forças para fazer cair, inermes, as atabalhoadasresistências. Recuos – se houver – só na aparência. No grupo seencontram vários próceres inconvenientes, que a Revolução, com aplausosgerais, tirou de cena. Agora são os teóricos da nação.

Certamente não foi acaso o fato de odecreto ter sido assinado em vésperas de Natal, quando todos estãopensando em festas, presentes, alegria das crianças, em férias. Tambémnão foi estupidez das raposas políticas começar tudo por um Decreto, emvez de chamar à discussão o Congresso Nacional. Ficou evidente que essanação, nele descrita, não quer ficar atrás da Venezuela, de Cuba, daEspanha, em “modernização” de suas estruturas.  A confusão foi perfeitaao apresentar como “direitos humanos” (a favor dos quais todos somos),idéias aceitáveis, misturadas com outras muito estranhas. Aapresentação eleitoral, com imenso poder de marketing, de que a formade governar do grupo seria mansa e tradicional, até conservadora,manifesta-se ilusória. Se queremos, eventualmente, um socialismomoderno, não o queremos revanchista, ateu, totalitário como esse queestá embutido nas entrelinhas. Aqui se visa repetir os erros de umsocialismo fracassado, serôdio e requentado, o pior que já vimos noplaneta.  Minha experiência de vida cidadã, e minhas convicçõescristãs, exigem que eu seja sincero e aponte o enorme terremotodestruidor que está se aproximando. “Que haja paz em teus muros, óJerusalém” (Sl  122, 6).

Dom Aloísio Roque Oppermann scj


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