Formação

Pais disponíveis atraem mais a criança que a TV e o smartphone

É precioso pensar a educação dos filhos e da família com responsabilidade.

Se os filhos já estão “viciados” nos vídeos do YouTube ou mesmo da TV procure atividades como natação, vôlei, dança, inglês, o que eles mostrarem maior tendência. Às vezes, até os Centros Comunitários oferecem esses serviços de graça ou com taxas ínfimas: é um investimento que tem retorno. “Quem trata de sua figueira, comerá seu fruto” (Prov. 27,18).

Grupos de oração e formação também são excelentes opções. Nunca, porém, utilize a alegativa: “Vou matricular você na aula de inglês para ver se deixa de assistir a tanta televisão…”. Uma observação se faz necessária: a influência dos pais e seu comportamento afetam profundamente os hábitos dos filhos com as tecnologias. As crianças que mais assistem à televisão e aos vídeos nos celulares têm pais que fazem o mesmo.

Não queremos sugerir aqui o banimento total da televisão e dos celulares, mas que apresentem outras opções a seus filhos, como também estabeleçam critérios quanto aos vídeos a serem assistidos, se possível juntos, para que sejam apreciados em conjunto. Um programa infantil que respeite a criança e o jovem não é necessariamente aborrecido, parecendo-se com uma sala de aula repressiva. Nem significa que se deva excluir toda fantasia. A fantasia tanto na criança como no jovem é indispensável à sua visão de mundo e à sua integração no real.

Diálogos adiados e laços afrouxados

Quando a família está “reunida” em torno da TV ou mesmo separada cada um em seu smartphone, em silêncio, está vivendo através da vida de outras pessoas, em vez de viver sua própria vida. A vida real é mascarada. Os problemas comuns não são resolvidos, os diálogos adiados e os laços afrouxados.

Para responder a essa realidade, recorramos ao livro do Eclesiastes 11,6:

“Semeia a tua semente desde a manhã e não deixe tuas mãos ociosas à noite”

É precioso pensar a educação dos filhos e da família com responsabilidade. Para educar é preciso desgaste físico, tempo investido. É preciso morrer um pouco em relação à acomodação e ao “relaxamento”.

Se as crianças ainda são pequenas, melhor ainda, você pode criar situações divertidas como recortar, fazer montagem, brincar de cozinha, contar histórias ou inventa-las, brincar na areia com garrafas e tampas, passear mesmo no quarteirão, descobrindo novidades. Inventando opções com boa vontade e alegria, as crianças não terão a TV e o celular como primeira opção de lazer; elas até esquecem de sua existência.

Regina Elisabeth Mattos Dourado de Mesquita
Pedagoga e Mestra em Educação


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