Igreja

Papa Francisco pede que confiemos 2022 a Maria

Francisco lembrou que o ano começa com a imagem de Maria com seu filho na manjedoura e convidou os fiéis a imitarem a atitude da Mãe de Deus.

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O Papa Francisco convidou toda a Igreja a confiar 2022 à proteção da Virgem Maria. Em sua meditação durante o Ângelus da Solenidade da Mãe de Deus, o Papa recordou que o “Ano Novo começa com Deus, nos braços da Mãe e deitado numa manjedoura”. Maria, continuou Francisco, não reteve Jesus para si, mas o apresentou ao mundo.

“Eis a maternidade de Maria: o Filho que nasceu é oferecido a todos nós. Sempre oferecendo o Filho, indicando o Filho, nunca o reteve como unicamente seu, não. E foi assim ao longo da vida de Jesus”. De acordo com o pontífice, o gesto de Maria aponta que Deus está próximo de toda humanidade.

“Ao contemplarmos Maria que coloca Jesus na manjedoura, pondo-o à disposição de todos, lembremo-nos que o mundo muda e a vida de todos só melhora se nos colocarmos à disposição dos outros, sem esperar que eles comecem a fazê-lo. Se nos tornarmos artífices da fraternidade, seremos capazes de tecer os fios de um mundo dilacerado por guerras e violências”.

Fé madura de Maria

Ainda na Solenidade da Mãe de Deus, o Papa Francisco meditou sobre a atitude de Maria diante da manjedoura em Belém. O pontífice lembrou que a Virgem havia recebido do anjo o anúncio de que seria a mãe do Salvador e o menino seria grande, Filho do Altíssimo, herdeiro do trono de Davi. Mas, diante da aparente contradição do nascimento na pobre gruta de Belém, Maria soube silenciar e meditar.

“A atitude meditativa de Maria é a expressão duma fé madura, adulta, não inicial; duma fé que não é recém-nascida, duma fé que se tornou geradora. Porque a fecundidade espiritual passa através da prova. Saída da tranquilidade de Nazaré e das promessas triunfantes recebidas do anjo – o seu início –, Maria encontra-Se agora no estábulo escuro de Belém. Mas é aqui que dá Deus ao mundo. E enquanto outros, perante o escândalo da manjedoura, teriam sido tomados pelo desconsolo, Ela não: guarda meditando”.

Francisco convidou os fiéis a imitarem a atitude de Maria: “guardar meditando”. “A Mãe de Deus ensina-nos a tirar proveito desta colisão. Mostra-nos a sua necessidade: é o caminho estreito para chegar à meta, é a cruz sem a qual não se ressuscita. É como um parto doloroso, que dá vida a uma fé mais madura.”

Imitar a Virgem Maria

Francisco apontou duas atitudes de Maria a ser imitadas para superar a colisão entre o ideal e o real:

Guardar
De acordo com o Papa, a Virgem Maria não foge da realidade acolhendo apenas as coisas boas. Ela acolhe os acontecimentos e os guarda no coração, mesmo os mais desafiantes e aparentemente contraditórios. “Eis o que faz Maria: não seleciona, mas guarda. Acolhe a realidade como vem, não tenta camuflar, maquilhar a vida; guarda no coração”.

Meditar
A segunda atitude apontada por Francisco é a meditação. “No seu coração, na sua oração realiza esta operação extraordinária: interliga as coisas lindas e as coisas duras; não as mantém separadas, mas une-as. E por isso Maria é a Mãe da catolicidade”. 

E, finalizou: “No início do Ano Novo, coloquemo-nos sob a proteção desta mulher, a Santa Mãe de Deus, que é nossa mãe. Que Ela nos ajude a guardar e meditar tudo, sem ter medo das provações, na jubilosa certeza de que o Senhor é fiel e sabe transformar as cruzes em ressurreições”. 


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