Igreja

Papa Leão XIV: A Igreja é chamada a ser sinal de unidade e reconciliação

Na Audiência Geral desta quarta-feira, o Pontífice aprofundou a Constituição Dogmática Lumen Gentium e convidou os fiéis a viverem a Quaresma como um tempo de reconciliação e comunhão em Cristo.

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Foto: Vatican Media

Nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, marcando o início do tempo quaresmal, o Papa Leão XIV realizou sua Audiência Geral semanal na Praça São Pedro. Dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre os documentos do Concílio Vaticano II, o Pontífice dedicou sua reflexão à Constituição Dogmática Lumen Gentium, destacando o papel fundamental da Igreja como sacramento da unidade em um mundo fragmentado.

A Igreja como Mistério Revelado

O Santo Padre iniciou a catequese esclarecendo o conceito teológico de “mistério” para o Concílio. Segundo Leão XIV, na tradição cristã, o mistério não se refere a algo oculto ou incompreensível, mas ao plano de amor de Deus que esteve escondido e foi plenamente revelado em Jesus Cristo.

Neste contexto, a Igreja não é apenas uma instituição humana, mas uma realidade configurada pelo amor de Cristo. Ao derrubar os “muros de separação” entre os povos, Cristo constituiu a Igreja como um sinal visível e um instrumento eficaz da união íntima com Deus.

O “Sacramento da Unidade” em meio à fragmentação

Refletindo sobre o atual cenário global, marcado por divisões culturais e sociais, o Papa enfatizou que a missão da Igreja é ser uma presença santificadora.

A Igreja, em Cristo, é como que o sacramento, ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano”, Lumen Gentium (n. 1)

Para o Pontífice, essa unidade se manifesta de forma concreta na assembleia litúrgica. É no encontro com o Ressuscitado que as diversas realidades humanas são reconciliadas pelo sacrifício da cruz, transformando a comunidade em um “corpo vivo” que testemunha a paz em meio à humanidade ferida.

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