Nesta quarta-feira, 6, o Santo Padre deu continuidade à série de meditações sobre Jesus, nossa Esperança que a cada Audiência Geral ele tem refletido. Desta vez, o Papa Leão XIV falou sobre o amor verdadeiro e as diferenças entre ilusões e preparativos.
A partir da passagem de Marcos 14, 12-26 – onde Jesus orienta os seus discípulos sobre a preparação para sua páscoa -, o Santo Padre foi conduzindo os fiéis da Praça São Pedro à compreensão do amor evangélico:
“Neste episódio, o Evangelho revela-nos que o amor não é fruto do acaso, mas de uma escolha consciente. Não se trata de uma simples reação, mas de uma decisão que exige preparação. Jesus não enfrenta a sua paixão por fatalidade, mas por fidelidade a um caminho acolhido e percorrido com liberdade e esmero. É isto que nos consola: saber que o dom da sua vida brota de uma intenção profunda, não de um impulso repentino.“
“A Eucaristia não se celebra apenas no altar, mas inclusive no dia a dia, onde é possível viver tudo como oferta e ação de graças.”
O amor verdadeiro do Evangelho
Entretanto, o pontífice destaca que não se pode confundir ilusões com preparativos. Ele afirma que, enquanto as ilusões distraem, os preparativos orientam.
“As ilusões buscam um resultado, os preparativos tornam possível um encontro.“
Além disso, o Santo Padre assegurou que este evangelho revela que o amor verdadeiro é oferecido ainda antes de ser correspondido.
“[O amor verdadeiro] Não se fundamenta no que recebe, mas naquilo que deseja oferecer. Foi o que Jesus viveu com os seus: enquanto eles ainda não compreendiam, enquanto um deles estava prestes a traí-lo e outro a renegá-lo, Ele preparava para todos uma ceia de comunhão.”
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Afinal, o que significa preparar a páscoa do Senhor?
“Talvez renunciar a uma pretensão, deixar de esperar que o outro mude, dar o primeiro passo. Talvez ouvir mais, agir menos ou aprender a confiar naquilo a que já foi predisposto. Se aceitarmos o convite a preparar o lugar da comunhão com Deus e entre nós, descobriremos que estamos circundados de sinais, encontros e palavras que nos orientam para aquela sala, espaçosa e já pronta, onde se celebra incessantemente o mistério de um amor infinito, que nos sustém e sempre nos precede.”
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