O Papa Leão XIV deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre Jesus Cristo, Nossa Esperança. Na Audiência Geral desta quarta-feira, 1º de outubro, o Pontífice aprofundou o tema da Ressurreição de Cristo, a partir da passagem de João 20.
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A ressurreição é amor que vence a derrota
Segundo o Papa Leão XIV:
“A ressurreição de Jesus não é um triunfo retumbante, não é uma vingança nem uma desforra contra os seus inimigos. É o testemunho maravilhoso do modo como o amor é capaz de se levantar após uma grande derrota, para continuar o seu caminho irrefreável.”
Ele explicou que, diferentemente da reação humana diante da dor, que muitas vezes é tomada pela raiva ou pelo desejo de vingança, Cristo ressuscitado não aparece aos discípulos para condenar, mas para manifestar a alegria de um amor maior que toda traição.
A paz no lugar do medo
O pontífice ressaltou ainda que, ao aparecer aos discípulos no cenáculo, Jesus trouxe um dom inesperado:
“Depois de ter descido aos abismos da morte para libertar quantos ali estavam presos, Jesus entra na sala fechada de quantos estão paralisados pelo medo, levando um dom que ninguém ousaria esperar: a paz!”
Nessa atitude, Cristo mostra-se plenamente reconciliado com o que padeceu: “não há sombra de rancor em suas feridas”, mas a prova concreta de um amor que nunca desiste da humanidade.
Igreja chamada à reconciliação
A partir dessa experiência, o Papa recordou que Jesus confiou aos apóstolos uma missão:
“Confia aos apóstolos uma tarefa que não é tanto um poder, mas uma responsabilidade: ser instrumentos de reconciliação no mundo. Como se dissesse: ‘Quem poderá anunciar o rosto misericordioso do Pai, a não ser vós, que experimentastes o fracasso e o perdão?’”
E completou:
“Este é o coração da missão da Igreja: não administrar um poder sobre os outros, mas comunicar a alegria de quem foi amado exatamente quando não o merecia.”
Feridas que se transformam em testemunho
O Pontífice encerrou sua catequese pedindo aos fiéis:
“Também a nós o Senhor mostra as suas feridas e diz: A paz esteja convosco! Não tenhais medo de mostrar as vossas feridas curadas pela misericórdia. Não tenhais medo de vos aproximardes de quem está fechado no medo ou no sentimento de culpa. Que o sopro do Espírito nos torne, também a nós, testemunhas desta paz e deste amor mais forte do que qualquer derrota.”