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“Para sempre, meus perfumes são Teus, Senhor.” – Amanda testemunha o chamado ao Celibato

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Eu sou Amanda Minateli, filha de Deus, Consagrada da Comunidade de Aliança, Celibatária Pelo Reino dos Céus. Shalom pra você!

Desde 2018, Deus começou a despertar algo muito profundo em meu coração. Com a profecia do levante dos jovens celibatários na Comunidade, algo se acendeu em mim. Recordo-me especialmente do CJS, em São Paulo, quando Moysés pregou sobre essa realidade. Meu coração se encheu de uma alegria e de um amor que não sei explicar. Naquele momento, não me coube compreender tudo, mas deixar-me conduzir pelo Senhor. Eu sentia que Deus me chamava à totalidade. E, pouco a pouco, fui percebendo que essa totalidade não dizia respeito somente a mim e a Deus. Nela estavam Nossa Senhora, a Comunidade, os jovens, as famílias, os meus irmãos. Era uma vida inteira oferecida ao Senhor, dentro da vocação à qual Ele me chamava. Mas eu ainda não compreendia o que significava dar tudo.

Desde que escutei o chamado de Deus, havia em mim um profundo desejo de entregar-me inteiramente. E, com a imaturidade de quem ainda aprendia a reconhecer os caminhos do Senhor, eu acreditava que essa totalidade só poderia acontecer na Comunidade de Vida. Para mim, dar tudo significava necessariamente viver essa forma de vida. Por isso, caminhei durante um ano nessa direção. Vivi intensamente meu ano vocacional (2019), cujo tema era:

“Enamorados por Teu amor,
para sempre meus perfumes
são Teus, Senhor.”



Foi um tempo de enamoramento, entrega e descoberta, em que Deus foi me ensinando que toda vocação nasce de um coração conquistado pelo Seu amor. Até que Ele me chamou à Comunidade de Aliança. E foi justamente aí que precisei deixar Deus transformar a minha compreensão sobre o que era a totalidade. Meu maior medo era não ser fiel. Temia que, na debilidade da minha vontade, eu pudesse trocá-Lo e deixar de escolher a Sua vontade. Mas Deus, com delicadeza, me mostrou que a questão não era onde eu estaria, mas a quem eu pertenceria e com que radicalidade viveria aquilo que Ele me pedia. A resposta que recebi naquele momento foi: “Escolha Me amar. Sempre escolha Me amar, e assim escolherá a Minha vontade.” Então compreendi: a totalidade que Deus me pedia não era ser Comunidade de Vida. Era viver plenamente o meu estado de vida, como celibatária na Comunidade de Aliança, com a mesma radicalidade de quem se entrega inteiramente a Deus.

Descobri que a Aliança também dá tudo. Dá tudo todos os dias, na sua própria obra de escondimento. É uma oferta que, muitas vezes, não é vista, reconhecida ou aplaudida; por vezes, é incompreendida. Mas é concreta, frutuosa e profundamente real. Há uma radicalidade própria em permanecer no mundo sem ser governada por ele. Há renúncias, humilhações, obstáculos e pequenas fidelidades que ninguém vê. E essa batalha precisa ser vencida todos os dias. Hoje, entendo que dar tudo não é necessariamente estar onde todos podem ver. Dar tudo é pertencer. É permanecer. É escolher amar, todos os dias, dentro daquilo que Deus me confiou. A minha totalidade não seria outra forma de vida. A minha totalidade seria viver, com radicalidade, a vida que Ele me deu.

E é por isso que hoje e a cada dia posso dizer, com gratidão: para sempre, meus perfumes são Teus, Senhor.


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