Eu sou Amanda Minateli, filha de Deus, Consagrada da Comunidade de Aliança, Celibatária Pelo Reino dos Céus. Shalom pra você!
Desde 2018, Deus começou a despertar algo muito profundo em meu coração. Com a profecia do levante dos jovens celibatários na Comunidade, algo se acendeu em mim. Recordo-me especialmente do CJS, em São Paulo, quando Moysés pregou sobre essa realidade. Meu coração se encheu de uma alegria e de um amor que não sei explicar. Naquele momento, não me coube compreender tudo, mas deixar-me conduzir pelo Senhor. Eu sentia que Deus me chamava à totalidade. E, pouco a pouco, fui percebendo que essa totalidade não dizia respeito somente a mim e a Deus. Nela estavam Nossa Senhora, a Comunidade, os jovens, as famílias, os meus irmãos. Era uma vida inteira oferecida ao Senhor, dentro da vocação à qual Ele me chamava. Mas eu ainda não compreendia o que significava dar tudo.

“Enamorados por Teu amor,
para sempre meus perfumes
são Teus, Senhor.”
Foi um tempo de enamoramento, entrega e descoberta, em que Deus foi me ensinando que toda vocação nasce de um coração conquistado pelo Seu amor. Até que Ele me chamou à Comunidade de Aliança. E foi justamente aí que precisei deixar Deus transformar a minha compreensão sobre o que era a totalidade. Meu maior medo era não ser fiel. Temia que, na debilidade da minha vontade, eu pudesse trocá-Lo e deixar de escolher a Sua vontade. Mas Deus, com delicadeza, me mostrou que a questão não era onde eu estaria, mas a quem eu pertenceria e com que radicalidade viveria aquilo que Ele me pedia. A resposta que recebi naquele momento foi: “Escolha Me amar. Sempre escolha Me amar, e assim escolherá a Minha vontade.” Então compreendi: a totalidade que Deus me pedia não era ser Comunidade de Vida. Era viver plenamente o meu estado de vida, como celibatária na Comunidade de Aliança, com a mesma radicalidade de quem se entrega inteiramente a Deus.
Descobri que a Aliança também dá tudo. Dá tudo todos os dias, na sua própria obra de escondimento. É uma oferta que, muitas vezes, não é vista, reconhecida ou aplaudida; por vezes, é incompreendida. Mas é concreta, frutuosa e profundamente real. Há uma radicalidade própria em permanecer no mundo sem ser governada por ele. Há renúncias, humilhações, obstáculos e pequenas fidelidades que ninguém vê. E essa batalha precisa ser vencida todos os dias. Hoje, entendo que dar tudo não é necessariamente estar onde todos podem ver. Dar tudo é pertencer. É permanecer. É escolher amar, todos os dias, dentro daquilo que Deus me confiou. A minha totalidade não seria outra forma de vida. A minha totalidade seria viver, com radicalidade, a vida que Ele me deu.
E é por isso que hoje e a cada dia posso dizer, com gratidão: para sempre, meus perfumes são Teus, Senhor.